Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

sexta-feira, setembro 29, 2017

Mas se o agente deparar, na via pública, com um bailarico qualquer é seu dever interromper e não autorizar (tl;dr)

Conquistar o coração de uma mulher portuguesa é difícil, enormemente difícil, elas, mais letradas, não trincam qualquer coisa. Viçadas nos catálogos La Redoute, abertas na universidade e pela televisão, voseiam o moderno, Googlemaps, Frozen Pomegranate Margaritas, a roda, o fogo e, quando afinfam um homem, há angelofania, cingem-no com força centrípeta, pestanejando as mais originais ideias num “cheiro científico de cavalariça”, explicava Camilo, placitava Fátima Bonifácio: “Costa pensa com a cabeça keynesiana do século XX, quando havia fronteiras, alfândegas e moeda nacional. Passos pensa na globalização do século XXI, que rege um mundo sem distâncias e que já não dorme. (…). Porque foram os danos que «isto» infligiu ao País que determinaram a «austeridade» que Passos se viu obrigado a administrar. Pagou em impopularidade pelos erros dos outros. Tornou-se o culpado de tudo, incluindo a meteorologia. O PS, tão sensível ao sofrimento do povo, cobrava ânimo a cada medida dolorosa, a cada notícia tormentosa: quanto pior, melhor – aqui residia a sua possibilidade de redenção. Não só aqui: também na arte de incutir no público a ideia caricata de que Passos sofria de sanha punitiva e fanatismo neoliberal; sadismo e cegueira ideológica, portanto. Esta propaganda mendaz foi fazendo o seu caminho. Muita gente se convenceu de que a «austeridade» era afinal desnecessária e contraprodutiva, pois abismaria Portugal numa infindável e suicida «espiral recessiva». Também o zelo em obedecer à diabólica Sra. Merkel e o gosto de vergar a cerviz perante a «Europa» eram desnecessários e um sinal vergonhoso de cobardia: Passos não ousava elevar Portugal à altura da sua relevância no concerto europeu. Surgiu o Syriza para dar a Merkel uma lição de humildade, e a Passos uma lição de patriotismo, coragem e dignidade. O «conto de crianças» acabou abjetamente, como qualquer pessoa sensata logo podia prever. António Costa prescindiu da sensatez e preferiu apaziguar a sua cauda de radicais dentro do PS e olear as suas relações com a extrema-esquerda, que sonhava vir a amestrar e a usar. Festejou com entusiasmo a vitória do Syriza e saudou os ventos de mudança e bonança que os valentes gregos soprariam na Europa. Com o colapso do colosso grego, mudou de discurso e de rumo. É um líder que navega ao sabor das marés. Há muito que ninguém se atreve a falar em «espiral recessiva». Há muito que a Troika partiu; Portugal fez uma saída limpa. Quem disse que era fácil e faria melhor, que se apresente. Todos os indicadores importantes melhoraram; o desemprego caiu de 17,1% para níveis inferiores aos da pré-crise, 11,9%. O PS – do PC não vale a pena falar – desvaloriza, porque os números o deixam destrunfado. Nada me parece mais natural e necessário do que lembra e reivindicar o mérito pela limpeza do ajustamento financeiro.”
1984. Setembro. Segunda-feira, 10, “treze portugueses e uma religiosa cabo-verdiana libertados pela UNITA depois de terem sido aprisionados no interior de Angola chegaram às 7h30 de hoje a Lisboa. Provenientes de Joanesburgo, África do Sul, para onde tinham sido levados no sábado por um avião da Cruz Vermelha Internacional, o grupo compreende duas crianças e doze adultos – entre os quais duas mulheres – e foram recebidos no aeroporto da Portela pela Cruz Vermelha Portuguesa. Um dos treze portugueses libertados disse, à chegada, ter sido muito violento, sob o ponto de vista psicológico, o cativeiro a que foram submetidos desde 25 de março último. António Luís Correia, professor do ensino secundário, foi aprisionado juntamente com a sua mulher, também professora do ensino secundário, e três outros portugueses, na casa que habitavam em Sumbe (ex-Novo Redondo), capital da província de Quanza Sul, durante um ataque da UNITA àquela cidade, no dia 25 de março último. António Correia, que se encontrava em Angola desde 1982, como cooperante, disse que ele e os seus companheiros de cativeiro andaram a pé e de camião durante 79 dias até atingirem a Jamba, no extremo sudeste angolano, numa extensão que calculou entre 1500 a 2000 quilómetros. O ataque a Sumbe foi levado a cabo por um forte contingente da UNITA, avaliado em perto de 3000 homens, e a este propósito, António Correia disse ter estranhado o facto de não ter havido reação da guarnição local das FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola) e da extrema facilidade com que os homens da UNITA atingiram a sua residência, no centro da cidade. Só mais tarde, continuou, quando se encontrava já a 12 quilómetros da cidade, se notou uma reação por parte das forças governamentais através da Força Aérea e de helicópteros. Os restantes portugueses, (…), dois foram aprisionados em Luau (ex-Teixeira de Sousa), um em Malange, outro em Mege (Moxico) e quatro quando transitavam por diversas estradas. Um deles, José Augusto, natural de Murça e residente desde 1956 em Angola, disse ter sido preso no quintal de sua casa no Cazombo perto de Teixeira de Sousa. Disse também que possui duas casas de comércio e dois camiões e que deixou lá filhos menores. Interrogado sobre o destino que ia dar à sua vida respondeu: «Vou tentar voltar a Angola, custe o que custar, pois além dos meus dois filhos deixei lá bens avaliados em 14 milhões de kwanzas. Para já vou descansar junto de familiares meus em Murça». Um dos portugueses libertados pela UNITA, o frade Francisco Filipe Duarte, seguiu de Joanesburgo diretamente para Roma. A freira cabo-verdiana, Fernanda Vieira Furtado, encontra-se no aeroporto de Lisboa a aguardar ligação para a capital italiana. Este grupo de prisioneiros libertados compreende ainda mais 11 elementos, todas religiosas originárias de Itália, Colômbia, México, Espanha e Angola. (…). É a seguinte a identidade dos 13 portugueses chegados esta manhã a Lisboa: Mário Graça, Acácio Teixeira da Cunha, Acácio Júnior Teixeira da Cunha, Hipólito César Teixeira da Cunha, Vasco Martins de Almeida, Valdemar Pinto dos Santos, Dora Lima da Fonte Martins, António Luís da Costa Correia, João Pinto dos Santos, José Joaquim Jesus, António Manuel da Silva Nobre, Lino Antunes de Albuquerque e José Augusto. A freira cabo-verdiana chama-se Fernanda Vieira Furtado.”      
Sábado, 24 de novembro, “os onze portugueses libertados quarta-feira pela UNITA e transportados pela Cruz Vermelha Internacional desde Angola para Joanesburgo chegaram hoje de madrugada a Lisboa. O grupo é constituído por um homem de 61 anos e outro de 60, três mulheres de 58, 50 e 48, duas raparigas de 16, dois rapazes de 14 e 10, uma menina de dez e um bebé de quatro meses. Os únicos naturais de Portugal são Leopoldo Rodrigues Gomes, 61, de Arcos de Valdevez, Minho, e António Maria Gonçalves, 60, de Ribalonga, Trás-os-Montes. Os dois emigraram para Angola há 33 anos e trabalhavam respetivamente como construtor civil e comerciante, na localidade de Quibala. Os outros portugueses libertados pela UNITA são: Ângela Filipe Santos, 48, Maria Margarida Rodrigues Gomes, 16, Leopoldo Rodrigues Júnior, 14, Carlos Alberto Rodrigues, 12, Benvinda Pinto, 58, Maria Rosa de Oliveira, 10, Conceição Jesus Rodrigues, 50, Maria Jamba Nassoma, 16 e o seu filho de quatro meses, José Nélson. Maria Jamba Nassoma disse, à chegada, que o seu filho tinha ainda 26 dias quando em 18 de julho foram obrigados a abandonar o hospital de Chinguar e a acompanhar os elementos da UNITA, que tinham atacado a povoação. Seis dos libertados foram feitos prisioneiros da UNITA no ataque a Quibala, em 12 de junho último, após o que fizeram 95 dias de viagem a pé e só cinco de camião para a base da Jamba e, depois, para Aricua, donde foram transportados quarta-feira pelo avião da Cruz Vermelha. Benvinda Pinto e a sua neta Maria Rosa foram aprisionadas em agosto de 1983 na localidade do Bailungo, após o que passaram 15 meses em viagem entre as bases da UNITA, nomeadamente trabalhando na agricultura, até ao dia da libertação. Benvinda Pinto disse ter deixado em Angola «um filho morto há quatro anos por causa do que lá se passa» e outro de 20 anos, motorista. Todos os libertados disseram ter sido bem tratados pelos elementos da UNITA durante os meses de cativeiro.”
Segunda-feira, 10 de setembro, “Arnaldo de Matos, presidente do PCTP/MRPP, considerou hoje na Rádio Comercial que a criação de um partido presidencial é «uma manobra para tentar minorar o descontentamento do povo». «Há partidos a mais e posso afirmar que este é um partido sem consistência, sem programa», disse Arnaldo de Matos. O presidente do PCTP/MRPP disse ainda que o general Eanes tem poderes para demitir o governo, «atitude que deveria tomar, pois há poucos dias o criticou». Arnaldo de Matos referiu-se à entrada de Portugal para a CEE, que considera «ruinosa para o país, uma vez que os grandes grupos económicos comandarão a economia portuguesa e intervirão a nível político». (…). Arnaldo de Matos disse que o seu silêncio que durou mais de dois anos lhe foi «imposto pelos órgãos de comunicação social» que «só falam dos partidos com assento no parlamento».”
Quarta-feira, 12 de setembro, “às sete horas da manhã de hoje, o Café Nicola abriu de novo as suas portas, no Rossio. O encerramento do passado dia 25 de junho, para obras de restauro, beneficiação e modernização, suscitara as mais sérias apreensões: iria o popular café da baixa lisboeta dar lugar a mais uma agência bancária ou a um vulgar snack-bar, sem deixar rosto que se visse na cidade, à semelhança do que tem vindo a suceder com os seus congéneres? Garantiram-nos que não. E a prova dessa promessa foi hoje dada a ver aos primeiros e incuráveis frequentadores do local. O Café Nicola começou a funcionar ao ritmo deste tempo que passa: condição considerada essencial pelos seus proprietários para lhe assegurar a sobrevivência e mais, do que isso, longa vida como espaço de convívio e prazer para os amantes da bica e de dois dedos de conversa em volta de uma mesa. Alindado, o Nicola apresenta a mesma fachada de sempre, já sem a porta giratória que o distinguia. Mas o seu coração é totalmente novo. O sistema elétrico foi totalmente substituído e os interiores apresentam-se redecorados, embora no respeito pelas características que apresentava à data do encerramento. Um longo balcão, prolongando um mais curto que já existia, assinala a viragem que se pretende sem sobressaltos. Com efeito, permanece um espaço, mais reduzido, para cerca de 40 mesas e respetivas cadeiras. Outro traço importante no novo Nicola: a profusão de plantas que abriga no seu seio, um prazer para olhar e elemento eficaz de decoração. Cá fora, com panorâmica sobre a praça sempre fervilhante de vida e cor, uma esplanada passará a assegurar o prolongamento do café para fora de portas. Inaugurado em 1929, o estabelecimento prepara-se para o seu segundo meio século de vida. Em força e com vitalidade. Numa cidade onde cada vez é mais difícil descansar por breves momentos que seja, o regresso do Nicola é um confortante indício de que nem tudo está perdido para os que a habitam.” [1]        
Terça-feira, 11 de setembro, “o presidente angolano José Eduardo dos Santos afirmou à noite, em Paris, no final de uma visita oficial de dois dias a França, que Luanda e Havana estavam preparadas para «iniciar uma retirada cubana de Angola» sob certas condições, mas que «o perigo de agressão sul-africana continua». Falando durante uma conferência de imprensa, Eduardo dos Santos referiu, a propósito, que apesar do acordo assinado em fevereiro passado, em Lusaca, entre os governos de Luanda e Pretória, forças sul-africanas estavam ainda na província do Cunene, no sul do país, «a cerca de 40 quilómetros da fronteira com a Namíbia». «O compromisso de Lusaca não foi respeitado», acrescentou o presidente angolano. Ao abrigo do acordo, a África do Sul concordou em retirar as suas tropas de Angola, enquanto Luanda prometeu impedir o acesso de forças da SWAPO a áreas deixadas vagas pelo contingente sul-africano. Por outro lado, Eduardo dos Santos acusou a África do Sul de aumentar o seu apoio militar à UNITA, que recentemente intensificou os seus ataques a Angola. «Não há dúvida que a UNITA tem levado a cabo ataques em áreas onde antes não operava». O presidente angolano recusou categoricamente a possibilidade de qualquer diálogo com este movimento que considerou «uma criação da PIDE e um fantoche da África do Sul». Interrogado sobre se Angola seguiria o exemplo de Moçambique que, este ano, assinou um tratado de paz com a África do Sul. Eduardo dos Santos afirmou: «Ao contrário de Moçambique, Angola não tem fronteira comum com a África do Sul. A sua fronteira sul é com a Namíbia. Por esse motivo, Angola não está interessada em assinar um acordo de boa vizinhança com a África do Sul». «Pensamos que o isolamento político, económico e diplomático da África do Sul deve ser mantido e aumentado, para que esse país mude de dentro», acrescentou. (…). José Eduardo dos Santos afirmou não ter discutido compras de armamentos com o governo francês, mas não excluiu a possibilidade de uma encomenda futura. Segundo ele, o objetivo da viagem a França era o de incrementar a cooperação bilateral e informar o governo de Paris sobre a situação real em Angola. Fontes citadas pela agência norte-americana Associated Press adiantaram, todavia, que Angola estava a discutir em Paris a compra de helicópteros Gazelle e Ecureil e que a aquisição poderia ficar em breve concluída.”          
Sexta-feira, 14 de setembro, «Agora é mesmo preparar o ano de 1985», insistiu esta manhã, em declarações ao Diário de Lisboa, Cabrita Neto, presidente da Associação dos Hoteleiros do Algarve. As suas palavras estão perfeitamente apropriadas à realidade resultante da perda de mais três mil dormidas de finlandeses, como consequência da anulação ontem anunciada pelos operadores daquele país. E não só, porque também os dinamarqueses resolveram não voltar ao Algarve nos próximos tempos. Sabe-se, porém, que o número de dormidas perdidas é, neste caso, ligeiramente inferior. O regresso de Cabrita Neto ao Algarve foi ontem feito após duas entrevistas com o primeiro-ministro de com o ministro da Qualidade de Vida, que lhe deram garantias de que o saneamento do Algarve vai ser resolvido. «No que se refere a Albufeira», disse esta manhã Cabrita Neto, «as obras nunca pararam. O que parou foi a conclusão, por dificuldades do empreiteiro, de duas estações elevatórias de esgotos para as estações de tratamento prontas e a funcionarem». (…). Anote-se que Cabrita Neto salientaria que ontem não foi pedir a Mário Soares, a «cabeça» de Sousa Tavares. «Fui sim procurar a solução dos problemas que trazem prejuízos para as empresas e também para a população, num país tão carente de divisas». Dinamarca e Finlândia juntaram-se ontem à Suécia no boicote ao envio e turistas para o Algarve, devido às doenças intestinais que afetaram, recentemente turista estrangeiros em Albufeira [2]. As empresas de turismo dinamarquesas Spies e Fritidsrejser, de Copenhaga, que organizam férias de grupos, informaram que reduzirão ou cancelarão todo o tráfego de turistas para o Algarve. A Spies disse que está a cancelar todas as visitas ao Algarve e a oferecer aos seus clientes que estão já em Albufeira férias alternativas ou um reembolso. A casa Fritidsrejser anunciou que só vai suspender o envio de turistas para a localidade de Albufeira. O maior operador turístico da Finlândia, a Filnnmatkat, anunciou por seu lado que está a desviar veraneantes de Albufeira para a ilha grega de Kos. (…). As duas firmas dinamarquesas, citadas pela Reuter, enviam anualmente cerca de dez mil turistas suecos e dinamarqueses para o Algarve. Christer Eandahl, diretor de uma agência sueca de turismo disse entretanto que espera que os portugueses suportem os custos do reembolso de bilhetes e de transferência de clientes para outros destinos de lazer. O primeiro-ministro encarregou o ministro da Qualidade de Vida e outras entidades para «rapidamente se encontrarem soluções que minimizem tudo aquilo que de menos bom existe na costa portuguesa e principalmente no Algarve», disse Cabrita Neto, ontem, depois da sua conversa com Mário Soares.”   
Quinta-feira, 27 de setembro, “a fragilidade das infraestruturas sanitárias do Algarve são o facto saliente e negativo do balanço da época turística na região. Contudo, apesar das contrariedades sanitárias, que provocaram algumas aflições, entre elas um surto de gastroenterites em Albufeira, que afetou mais de três mil turistas, na maioria escandinavos, o afluxo de turistas estrangeiros ao Algarve foi superior a anos anteriores em mais de 10 a 15 %.”
Sábado, 27 de outubro, “os hoteleiros algarvios acabam de receber mais um duro golpe com a falência de um conjunto de operadores britânicos que lhes deixam dívidas, no seu conjunto, superiores a 200 mil contos. A informação foi confirmada esta manhã por Cabrita Neto, presidente da Associação dos Hoteleiros daquela região turística. «Não há ameaças de falências nos hoteleiros algarvios», disse Cabrita Neto, acrescentado, no entanto, que se trata de um duro golpe entre os industriais do ramo, tanto mais que se encontram à entrada da época baixa. As falências dos operadores britânicos começaram a ser conhecidas na semana passada e atingiram empresas como a Vintage, a Excel, a Budget, a Portugal Hollidays, a Venture Hollidays e a Play and Pleasure, entre outras. A explicação para este conjunto de falências em Inglaterra foi dada por Cabrita Neto como resultado de uma acesa concorrência existente naquele país, o maior fornecedor de turistas da Europa. Por isso, muitos operadores ingleses são levados à prática de preços com lucros pequenos e nulos ou até prejuízos. Só a falência da Portugal Hollidays reflete-se entre os hoteleiros algarvios com um conjunto de dívidas que deve rondar os 120 mil contos, entre os 200 mil que ela deixou no seu conjunto (um milhão de libras). A Budget, por sua vez, deixa dívidas, entre nós, que deverão rondar os 60 a 70 mil contos.” [3]
Terça-feira, 18 de setembro, “é com um «retorno aos valores tradicionais» que Sharlene Wells, a nova Miss América, pretende marcar o ano do seu efémero reinado. Para a loura da cidade de Salt Lake, vai ser, no entanto, um ano diferente. Viagens, publicidade e contratos marcarão os seus próximos 12 meses.” [4]
Quinta-feira, 20 de setembro, “pelo menos 23 mortos e 60 feridos é o balanço do atentado de hoje contra a embaixada americana em Beirute. (…). As equipas de salvamento já concluíram os seus trabalhos, mas um dos membros salientou que algumas das vítimas nunca serão encontradas. Aparentemente, morreram dois norte-americanos e ficaram feridos 25, entre eles o embaixador Reginald Bartholomew. Bartholomew, que teve de ser retirado dos escombros, foi submetido a uma intervenção cirúrgica para remoção de estilhaços. Depois da explosão, a organização Jihad Islâmica reivindicou a responsabilidade do atentado. O mesmo grupo assumiu a responsabilidade de um outro ataque com um carro armadilhado, em Beirute Ocidental, em 18 de abril de 1983, contra a embaixada dos Estados Unidos. Morreram então 63 pessoas. (…). O porta-voz [do Departamento de Estado] John Hughes, disse aos jornalistas que a organização islâmica Jihad (…) telefonou há uma semana para a agência France Press, anunciando que «muito em breve atingiria interesses vitais dos EUA no Médio Oriente». Hughes disse que a ameaça foi aparentemente provocada pelo veto norte-americano no Conselho de Segurança sobre uma resolução condenando a ocupação israelita do sul o Líbano. «Essa ameaça foi levada a sério», disse. «As missões diplomáticas dos EUA na área foram alertadas». (…). Uma fonte oficial norte-americana disse que o secretário de Estado, George Shultz, que advoga ações punitivas contra os «grupos terroristas», ficou «ultrajado» com a notícia do atentado. Uma fonte ocidental indicada pela agência NP diz que o autor do atentado conduzia uma carrinha roubada do principal edifício da embaixada norte-americana em Beirute Ocidental, possuindo matrícula diplomática. O condutor teria parado junto de uma barreira de cimento armado à entrada de uma estrada de 200 metros de acesso à embaixada e mostrou um cartão de identificação aos guardas de segurança libaneses (falangistas cristãos). Quando o guarda começou a fazer perguntas, sobre o documento, o condutor matou-o e dirigiu-se para a embaixada sob fogo dos outros guardas. Fez detonar a bomba no exterior da embaixada, a cerca de cem metros à entrada do anexo. Um fosso impediu-o de embater contra o edifício de cinco andares e uma parede de pedra com vigas de aço absorveu grande parte da explosão, evitando provavelmente mais vítimas e maiores danos na estrutura. (…). O presidente Ronald Reagan considerou o atentado contra a embaixada dos Estados Unidos em Beirute como «manifestação do perigo que representa o terrorismo internacional». O presidente norte-americano acrescentou que a ameaça do «terrorismo é dirigida a todos os povos do mundo e não apenas aos americanos». «Sabemos que o movimento terrorista internacional atua a nível mundial e não só contra os americanos». (…). «Temos que viver com essa ameaça e sabemos que a nossa gente será objeto de ataques onde quer que se encontre, porque o movimento terrorista está contra tudo aquilo que nós defendemos». O presidente dos Estados Unidos confirmou que o seu embaixador em Beirute, Reginald Bartholomew, ficou «levemente ferido» na explosão provocada por um camião-bomba e indicou que o embaixador «foi pelos seus próprios meios até ao centro médico onde foi tratado».”                    
Sexta-feira, 21 de setembro, “os salários reais na indústria de transportes e construção, e na agricultura apresentaram quebras de 11,17 e 18 %, respetivamente, no primeiro trimestre de 1984, revela o boletim do Banco de Portugal, enquanto o empego continua a registar uma evolução negativa, particularmente no setor produtor de bens de investimento. Nos serviços oficiais, as inscrições de desempregados aumentaram 17 % entre janeiro e março, enquanto a oferta de empregos registou uma queda de 52 %. (…). O boletim trimestral do Banco de Portugal constata que as exportações de bens e serviços continuaram a crescer a uma taxa de 15 % em dólares, relativamente ao trimestre homólogo, conhecendo as receitas do turismo um aumento de 9 % em dólares. Em contrapartida, as remessas de emigrantes sofreram uma nova queda de 6,7 % em dólares. O défice de transações correntes registou uma redução assinalável, passando de 766 milhões de dólares no primeiro trimestre de 1983 para 256 milhões no mesmo período deste ano. No final de março de 1984, a dívida externa portuguesa totalizava 14 826 milhões de dólares (1 952,4 milhões de contos), dos quais 3,7 mil milhões de dólares (25 %) a curto prazo e 11,1 milhões de dólares (75 %) a médio e longo prazo.” 
Quinta-feira, 27 de setembro, “agentes da PSP estão a convidar os jovens amantes da breakdance que executam as suas piruetas nas praças de Lisboa a irem dançar para casa. Um porta-voz da PSP de Lisboa disse à NP que não existe nenhuma lei ou disposição interna específica que proíba os jovens de dançarem breakdance na cidade, «desde que não incomodem outras pessoas». «Mas se o agente deparar, na via pública, com um bailarico qualquer é seu dever interromper e não autorizar», salientou. Sem problemas com as autoridades, milhares de jovens em todo o mundo, designadamente, nos Estados Unidos e na Europa, estão a ocupar os seus tempos dançando break nas ruas. Vários especialistas em assuntos da juventude asseguram que a breakdance pode constituir uma alternativa à criminalidade juvenil, embora alguns acidentes de percurso tenham já acontecido nalguns países. Segunda-feira, jovens breakers foram convidados, por um locutor da rádio, a participarem no seu programa, executando alguns passos de dança na Praça dos Restauradores, em Lisboa. Vários jovens queixaram-se que a polícia os havia proibido de dançar na baixa de Lisboa, tomando os profissionais da rádio partido dos amantes da breakdance. Um jovem adepto da breakdance, Sérgio Ferreira, disse à NP que a polícia chegou a deter durante algum tempo vários jovens que dançavam há dias no Rossio, ao som de música gravada. Grupos de breakdance que começam a aparecer em Lisboa têm atuado com agrado na Praça da Figueira, juntando-se quase sempre à sua volta uma pequena multidão de apreciadores de todas as idades.” [5] 
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[1] A relevância das ruas ou cafés de Lisboa há muito que embotelham no singular conceito de Margarida Rebelo Pinto, “sei lá”. Sábado, 18 de dezembro de 1982, “óculos escuros graduados, Henrique Tavares, fala: «Fiz sempre vida de café. Estive no grupo do Chave de Ouro com Manuel Ferreira, Alberto Lacerda, Eugénio de Andrade, Jacinto Baptista, Tomás Ribas e Augusto Abelaira. Era a sede do Graal…» Muito jovem, dezoito anos, fazia a sua aprendizagem. Andava, por lá, a ouvir. Ainda não tinha adquirido a autoridade de falar, remetido à condição de aluno limitava-se a beber as palavras dos mestres consagrados. Poesia pairava no ar, agarrando-se à pele dos cavaleiros da Távola Redonda que depois do almoço tomavam, calmamente, a bica ali [na Brasileira]. «Nessa altura liam-se muito os ensaios de António Sérgio», o laço que os prendia à realidade. «Depois mudei para o Gelo. Ia também ao Royal e à Mansarda, propriedade do Varela das tintas». Diz Henrique Tavares. Atento, na sua passividade de Buda, o «Cabeça de Vaca», acrescenta: «O Varela dava as tintas e nós o talento». Para as incursões noturnas, Henrique Tavares preferia outros companheiros mais dados à loucura, às cervejolas, ao desaforo da boémia. Normalmente, acamaradava com o chamado grupo dos surrealistas em que pontificavam António José Forte, Saldanha da Gama, Barahona da Fonseca, Alexandre O’Neil, Vergílio Martinho, Ernesto Sampaio e outros. «Era a época da corrida pela noite: Intendente, Cais do Sodré… os sítios onde havia bom vinho. Beber era uma forma de convívio, uma descoberta, uma experiência mais direta. Gostávamos de nos misturar com o lúmpen, chulos e putas. Desatestávamos a literatura de gabinete. Éramos pela vida. Não nos interessava publicar livros, a carreira e o prestígio. Só queríamos viver com intensidade». Apesar de tudo, Henrique Tavares (funcionário dos Serviços de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian) ainda publicou três livros de poesia, nos princípios dos anos sessenta, a par de uma exposição de pintura intitulada Arte Fantástica em Portugal. As edições de autor, vendidas diretamente, mão a mão, (como faz o Luís Pacheco) era normalmente prática dos surrealistas do café Gelo. «A nossa marginalidade nunca foi consequência do acaso mas sim uma contestação vital e provada». O café, num ambiente de tertúlia, compensava os jovens intelectuais das dificuldades que tinham em se exprimir neste país, calado e solitário, submerso pelo futebol e pelas peregrinações a Fátima. «Devo toda a minha preparação cultural ao café. Sozinho nunca teria conseguido nada. Agora… isto de transformar Lisboa, acabando com os cafés é cortar as pontes de ligação entre as pessoas. Julgo que vão aparecer sucedâneos… Não sei», diz Henrique Tavares.           
“Abel Manta chamava à Brasileira a loja dos plásticos. Ele, beirão de rija têmpera, parava ali todas as manhãs. Numa mesa, com Ramada Curto, Carlos Olavo, Luís Cebola e Manuel Mendes cavaqueava. Intrincavam-se em altas discussões. A propósito de ruido, ouvia-se bem o vozeirão do arquiteto Segurado que tem já cinquenta anos de tarimba na Brasileira. «Havia um cantinho envidraçado onde se vendia café… com uma senhora muito simpática que tomava conta dos recados. O criado João Franco, um castiço, usava muitas pulseiras de cobre por causa do reumático. Tipo curioso! Quando lhe dávamos uma nota de cem mil réis dizia: mariposas são as melhores. Era galego. No primeiro voo comercial, de Lisboa para Madrid, em que foram muitos jornalistas, alguns do Diário de Lisboa como Norberto Lopes e Félix Correia, levaram o João Franco para oferecer café. Anedotas, chistes, histórias contam-se. Expressivamente reaviva-as José Segurado, em relato no grupo que nesse dia formávamos na Brasileira. Gualdino Gomes foi protagonista de muitas delas. «Naquela época os homossexuais eram mal vistos. Um dia Gualdino entrou na Brasileira, de braço dado, com António Botto. Ficou toda a gente a olhar. E Gualdino dá meia volta e diz: vamos embora. Não há quartos. Noutra ocasião o Carlos Queiroz apareceu vestido à última moda. Calças de flanela à boca de sino, casaquinho curto, modelo papo-seco. Um matulão das lezírias que estava no café comentou jocoso: ai, tão giro! Carlos Queiroz deu-lhe uma surra». Numa das festas que Ramiro Leão, o dos armazéns, costumava oferecer aos artistas, Gualdino Gomes saiu-se com esta quadra: Chamam-te Ramiro Leão / Ramiro vá que não vá / Leão não pode ser / Leão com cornos não há…”
«Algumas figuras, de certo modo numerosas, fizeram do café o único cenário conhecido ao longo de toda a sua vida: Gualdino Gomes, Stuart Carvalhais, António Soares, Alberto de Sousa...», afirma Marina Tavares Dias, no seu primeiro volume de «Lisboa Desaparecida». Por seu turno, Raul Brandão nas suas «Memórias» é mais cáustico para a fauna que escolhe os cafés como habitat: «É na Brasileira e no café Chiado que os pobres-diabos, como rãs num charco de café, se exaltam ou combinam as revoluções do dia seguinte. A um canto, o Gualdino de gabinardo e barba branca, prepara a última piada...» Na realidade, o nome de Gualdino Gomes é quase indissociável dos lugares que, durante mais de sete dezenas de anos, vai ocupando às mesas dos cafés da baixa lisboeta. Uma reportagem do Notícias Ilustrado de 1928 - «Lisboa e os seus cafés», proclama, legendando uma foto da fachada do Martinho, situado no então Largo de Camões (hoje Praça D. João da Câmara) - «O Martinho que ainda se lembra de Fialho e de Gualdino.» Alberto Allen Pereira de Sequeira Bramão, o político e jornalista, ex-secretário particular de Hintze Ribeiro, quando este chefiou o governo, numa evocação organizada pelos Amigos de Lisboa em 26 de Dezembro de 1936, recorda os nomes ligados à tertúlia do Martinho: «o que caracterizou esta casa era o grupo literário que todas as noites realizava as suas sessões de cavaqueira irreverente, em torno das chávenas de café e do pontífice que era o incomparável Fialho de Almeida. Desse grupo faziam parte Marcelino Mesquita, Manuel Silva Gaio, D. João da Câmara, Gualdino Gomes, Heliodoro Salgado, João e Levy Marques da Costa, João Chagas, o espirituoso Figueiredo (Pinturas), Eugénio de Castro, Abel Botelho [...] Guerra Junqueiro e Rafael Bordalo Pinheiro também apareciam de longe a longe.”
[2] Apoquentações de quando viajamos para países subdesenvolvidos, no primeiro mundo, comemos, bebemos, banhamo-nos à cúnfia. Mundiais de atletismo 2017. “A organização dos Mundiais de atletismo, em Londres, detetou um surto de gastroenterite num dos hotéis londrinos que alojam atletas que disputam a competição. Um dos alojados no Tower Hotel é Isaac Makwala, atleta do Botsuana e um dos favoritos da prova masculina dos 400 metros. Em comunicado, o comité organizador dos Mundiais de Londres confirmou que os departamentos médicos de várias equipas estão a tratar os atletas afetados. Makwala disputaria na segunda-feira, nos 200 metros, o primeiro de um dos dois duelos, nos 200 e 400 metros, com o sul-africano Wayde Van Niekerk, outro dos grandes favoritos nesta distância, mas acabou por não comparecer devido a uma intoxicação alimentar. «Houve vários casos de gastroenterite comunicados por membros das equipas residentes num dos hotéis oficiais dos Mundiais, que foram atendidos pelos serviços médicos. Estamos a trabalhar com o ministério da Saúde Pública para controlar a situação», referiu o comité organizador no comunicado. Por seu turno, os responsáveis do Tower Hotel revelaram que decorrem investigações dos serviços sanitários e da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), mas garantiu que o foco do surto não está localizado na unidade hoteleira.”
[3] Os operadores turísticos britânicos e o turismo inglês, visitante de povos subdesenvolvidos, estão bem documentados na obra cinematográfica “Carry on Abroad” (1972), real. Gerald Thomas, c/ Kenneth Williams, Sidney James, Charles Hawtrey … sob o título local “Com jeito vai… na pândega” estreado quinta-feira, 1 de março de 1973 no cinema São Jorge. Sexta-feira, 23 de março, o filme muda-se, “continuação de estreia - 4.ª semana”, para o cinema Lys (metro: Intendente), e em complemento “O despertar duma adolescente”. É reposto quinta-feira, 26 de abril no cinema Imperial (metro: Arroios, P. Chile), e em complemento “Un bellissimo novembre”.
[4] “Portanto, no ano seguinte, Sharlene Wells, uma mórmon, foi coroada Miss América. Wells atribuiu a sua vitória, em parte, ao facto de o concurso necessitar de uma miss especificamente «conservadora» e virtuosa. Branca, loira, patriota e religiosa, Wells proclamou: «Estou muito orgulhosa das minhas raízes mórmon. Vivo os meus valores sete dias por semana. Acredito muito firmemente em Deus e pátria. Sigo a bandeira com todo o meu corpo». Apoiante do então presidente Ronald Reagan e opositora do aborto, do sexo pré-marital e da proposta de emenda da igualdade de direitos, a encarnação de Wells de Deus, nação e feminilidade casta, ajudou a higienizar a reputação do concurso Miss América, e branquear as nodoas deixadas pela alegada devassidão de Vanessa Williams. Em 1989, Miss América atribuiu a coroa a Debbye Turner, outra evangelista. Turner recebeu atenção dos média, não apenas por ser preta, mas também pela sua complacência em identificar-se publicamente como uma miss «cuja Bíblia era a sua constante companheira».”, Karen W. Tice em “Queens of Academe: Beauty Pageantry, Student Bodies, and College Life”.
[5] O breakdancing foi a última loucura que atingiu o país (ou a penúltima, talvez a última seja a onda do rap em Miratejo nos anos 90).We Are The Jonzun Crew” (1983), p/ Jonzun Crew ♫ “Breakdance” (1983), p/ Irene Cara ♫ “The Haunted House Of Rock” (1983), p/ Whodini ♫ “B-Boys Beware” (1983), p/ Two Sisters ♫ “This Could Be The Night” (1984), p/ Cindy Mizelle ♫ “Street Dance” (1984), p/ Break Machine ♫ “Planet Rock” (1986), p/ Afrika Bambaataa and The Soul Sonic Force. Nos anos 2000, o breakdance não está morto. “Os Momentum Crew, do Porto, venceram o Campeonato do Mundo de Dança Hip-Hop em Marselha. A equipa portuguesa venceu o campeonato no passado sábado, dia 5 de março [2016]. Aproximadamente 5000 espetadores marcaram presença para assistir à batalha final entre os melhores B-boys do mundo. O grupo do Porto venceu a equipa de Taiwan nos quartos-de-final, a do Japão nas meias-finais e nas finais venceram a equipa francesa. No mês passado, o grupo de Max Oliveira, Mix, Lagaet, Deeeogo, Bruce, Makumba, Robert e XXL já tinha vencido a European Battle Pro, na Alemanha.”

na sala de cinema

Prestami tua moglie” (1980), real. Giuliano Carnimeo, c/ Lando Buzzanca, Janet Agren, Daniela Poggi, Claudine Auger … um ciclone de gargalhadas, sob o título local “Empresta-me a tua mulher” estreado quinta-feira, 26 de fevereiro de 1981 no Pathé e no Politeama. “Alex Fortini, (Lando Buzzanca), um meridional transplantado para Milão, está separado da mulher, Ingrid (Janet Agren), há cinco anos e vive com a rica Diana (Claudine Auger), diretora de uma agência de publicidade, de quem depende totalmente do ponto de vista económico. Diana é muito ciumenta e nem sequer quer que Alex pronuncie o nome de Ingrid. Quando esta regressa a Itália, Alex oculta a sua chegada de Diana e, em grande segredo, pede a Vic (Massimo Boldi), um realizador de anúncios publicitários, seu amigo, que lhe empreste por algumas horas a cave onde habita, localizada no mesmo edifício. Convicto de que Ingrid quer pedir-lhe a pensão de alimentos, que nunca pagou, finge-se pobre e, após uma girândola de equívocos, está prestes a fechar um importante negócio com Mario Bonotto (Renzo Montagnani), um empresário da cerveja. Mas Bonotto é um conhecido vigarista e Diana desmascara-o, mandando às urtigas o negócio. No final, Alex descobre que Ingrid é riquíssima, não necessita da pensão de alimentos e que ainda por cima está apaixonada por ela.” “Que la fête commence…” (1975), real. Bertrand Tavernier, c/ Philippe Noiret, Jean Rochefort, Jean-Pierre Marielle, Christine Pascal … sob o título local “Vamos a isto que é festa” estreado quarta-feira, 21 de janeiro de 1981 no Quarteto sala 4. “Em França em 1719, Filipe II, duque de Orleães é o regente do jovem Luís XV. Ele é sofisticado, gentil, liberal e libertino. Esforça-se por manter os seus súbditos cultos e felizes – principalmente para impedir os camponeses de se revoltarem – mas ele sabe que não tem autoridade real. Para ajudá-lo, Filipe recruta um padre ateu e corrupto chamado Guillaume Dubois, outro libertino que não se importa com ninguém exceto consigo próprio. O filme começa com a horripilante autópsia de Maria Luísa Isabel de Orleães, duquesa de Berry, filha mais velha do regente que morreu a 21 de julho de 1719, com a saúde fatalmente arruinada por uma vida de deboche e uma série de gravidezes clandestinas. Afamadamente promiscua, «Joufflotte» (Gordinha) – a sua alcunha por causa das suas generosas proporções – corria o rumor de ter praticado incesto com o pai. A autópsia revela que a rubenesca princesa estava outra vez grávida. Filipe fica muito afetado pela morte dela. Entretanto, ocorre uma rebelião liderada por um escudeiro bretão chamado Pontcallec. O idealismo natural de Filipe é ainda mais abalado quando é forçado a executar o grupo revolucionário de Pontcallec. Dubois, por seu lado, tenta tirar vantagem da revolta e subsequente onda de fome para se tornar arcebispo.” Erros históricos: “a ação desenrola-se em Versalhes, enquanto o jovem rei só aí regressou em 1722. Naquela época, ele vivia com a corte em Paris.” “A duquesa de Berry é retratada como um criança desmiolada por quem seu pai estava apaixonado. Na verdade, a princesa, viúva desde 1714 e conhecida pelas numerosas prodigalidades amorosas morre aos 24 anos na sequência das complicações de um parto muito difícil ocorrido no seu palácio do Luxemburgo, no final de março de 1719. O escândalo público do parto e a sua saúde em declínio obrigam-na a recolher-se no castelo da Muette em Paris, onde se apaga a 21 de julho. A autópsia revela que ela está novamente grávida pouco depois do aborto.” [1] “Durante uma das cenas finais, numa casa de banho, onde Emilie lava a mão «fedorenta» do regente, a luz provém de duas lâmpadas elétricas.” “O marquês de Pontcallec utiliza a palavra «avatar», embora ela só tenha aparecido na língua francesa no século XIX, vinda do sânscrito «avatāra». Além disso, usa-a erroneamente para referir um acontecimento lamentável, esta confusão com a palavra «avanie» (ultraje) só é testemunhada a partir do século XX.” “Na sequência final, em que os camponeses incendeiam uma carroça, anuncia explicitamente a revolução francesa, com uma mulher gritando: «Vamos queimar muitas outras». Na realidade, a ação desenrolando-se em 1720, será preciso esperar 69 anos.” “Pacific Inferno” (1979”, real. Rolf Bayer, c/ Jim Brown, Richard Jaeckel, Timothy Brown … sob o título local “Inferno no Pacífico” estreado a 30 de abril de 1981 no Politeama. “Ao saberem que MacArtur despejou caixas cheias de prata na baía de Manila enquanto fugia das Filipinas, os japoneses começaram a usar os seus prisioneiros de guerra para mergulharem e recuperá-las em troca de rações extra e melhores alojamentos. Isto conduz ao conflito entre os homens, especialmente o tenente Dennis Butts (Rik Van Nutter), que está furioso por os japoneses respeitarem mais Clyde Preston (Jim Brown), de patente inferior, do que a ele [2]. Mas, à medida que os homens começam a ajudar os japoneses, são abordados pela resistência que quer as caixas do dinheiro e, em troca, ajudará Clyde e os seus amigos a escaparem.” “Attack Force Z” (1981), real. Tim Burstall, mús. Eric Jupp, c/ John Phillip Law, Mel Gibson, Sam Neill … sob o título local “Os comandos da Força Z” estreado quinta-feira, 1 de julho de 1982 no Monumental. “O capitão P.G. Kelly (Gibson) lidera uma equipa da Z Special Unit. A Z Special Unit, muitas vezes conhecida como Z Force, foi uma unidade de comando conjunta, australiana, britânica e neozelandesa, que entrou em ação contra o império do Japão durante a Segunda Guerra Mundial. O seu objetivo principal era reconhecimento e sabotagem, atualmente, o seu papel é desempenhado pelos Special Air Service Squadrons da Austrália e da Nova Zelândia. Dez de janeiro de 1945, estreito de Sembalang, sudoeste do Pacífico, cinco homens são enviados por submarino em canoas Klepper para resgatar sobreviventes de um avião abatido numa ilha próxima que é ocupada pelo exército imperial japonês. Liderados por Paul Kelly, um oficial comando inexperiente, secretamente, a equipa desembarca na ilha e esconde os caiaques. Enquanto penetram no terreno, Ted «Kingo» King é atingido pelo fogo de uma metralhadora, a equipa rapidamente elimina os japoneses e recupera o camarada ferido. King foi atingido na perna, a bala estilhaçou-lhe a rótula. King não pode cair nas mãos do inimigo e comprometer a missão sob interrogatório então, após partilhar um cigarro com ele, Costello dá-lhe um tiro. Os quatro homens restantes retornam à sua busca, cruzando-se com um agricultor de arroz, descobrem a área onde o avião se despenhou. O agricultor também é morto para preservar o sigilo.” Factos: “O argumento é baseado num raide de salvamento real, a Operação Opossum, na qual uma equipa de comandos resgatou o sultão local da ilha de Ternate, perto do Bornéu, ocupada pelos japoneses.” “Phillip Noyce foi supostamente despedido devido a incompatibilidades artísticas com John McCallum e Lee Robinson. Segundo o livro «The Avocado Plantation», de David Stratton, Noyce «estava insatisfeito com a escolha dos produtores para ator principal, uma vedeta de segunda categoria chamada John Phillip Law. Antes de começar a produção, Noyce discutiu com Robinson e McCallum acerca do argumento. Ele foi despedido e Tim Burstall foi contratado para o substituir.” “De acordo com o livro «The Avocado Plantation», Noyce «queria fazer mais do que um filme de guerra; queria também explorar os aspetos do colonialismo.” “Viens chez moi, j'habite chez une copine (1981), real. Patrice Leconte, mús. Renaud, a canção título e “P'tit déj' blues”, c/ Michel Blanc, Bernard Giraudeau, Thérèse Liotard … sob o título local “Um pendura dos diabos” estreado quinta-feira, 30 de setembro de 1982 no Estúdio 444 e no Castil. “Guy (Michel Blanc) trabalha numa bomba de gasolina. O seu amigo Daniel (Bernard Giraudeau) trabalha numa pequena empresa de mudanças. Guy é despedido porque o seu chefe descobre que ele vigariza os clientes faturando serviços não prestados. O seu golpe favorito consiste em fazer crer que despeja uma lata de óleo no motor quando usava uma lata já vazia. De passagem, ele não se ensaia em engatar as clientes. Sem trabalho e sem morada, alojado na bomba de gasolina, Guy pede a Daniel que o albergue. Este, que mora na casa da namorada, Françoise (Thérèse Liotard), aceita desenrascá-lo. Nos primeiros tempos, Guy vive com o casal, enquanto procura trabalho e leva miúdas para casa, entre as quais Adrienne, uma artista de circo adepta do sexo livre, interpretada por Anémone [3]. Sentindo-se um peso para o casal, Guy acaba por pedir a Daniel que lhe arranje trabalho na empresa de mudanças. O patrão aceita com algumas reservas, e os dois amigos fazem então transportes juntos.” “Search and Destroy” (1979), real. William Fruet, c/ Perry King, Don Stroud, Tisa Farrow … sob o título local “A desforra do Vietname” estreado sexta-feira, 7 de janeiro de 1983 no Roxy, no Cine Portela e no Zodíaco [4]. “Os efeitos psicológicos da guerra do Vietname têm sido tratados de forma proeminente em vários filmes canadianos, retrocedendo até «Explosion» de 1969, uma produção de Julian Roffman sobre desertores homicidas. «Deathdream» de Bob Clark também apresenta um ex-soldado enlouquecido sedento de sangue, que regressa a casa para matar a família e os amigos. Em «Search and Destroy», o distinto terceiro filme do realizador canadiano William Fruet, a vingança dos dias sujos do Vietname é ainda apresentada como uma razão viável para iniciar uma matança, mas desta vez acontece entre as luzes da moderna cidade de Niagara Falls. (…). Com um breve prólogo no Vietname, somos apresentados às personagens principais. RJ, Buddy, Roosevelt e Kip fazem parte da mesma unidade guiada através da selva húmida por um guia vietnamita chamado Nguyen [5]. Fruet, que nunca perde tempo em agarrar o público pelo gasganete, de repente leva-nos a Los Angeles, no presente, a tempo de vermos Roosevelt, agora trabalhando como porteiro, ser assassinado por uma silhueta na sombra apenas identificada por uma caraterística luva sem dedos numa mão. Próxima paragem, Niagara Falls. Dois rapazes caminhando ao longo do leito de um rio descobrem um carro caído nas águas com um homem tombado sobre o volante. Kip recebe um telefonema avisando que o seu amigo RJ foi morto, e vai até ao rio ver o que se passou. Lá, encontra um detetive interpretado por George Kennedy, que lhe pergunta sobre a sua relação com RJ. Depois de ajudar a polícia no que pôde, Kip apanha Buddy, o último camarada da tropa sobrevivente, e circulam pela cidade para obter algumas respostas sobre a misteriosa morte. Sem seu conhecimento, um carro segue-os lentamente, conduzido por um homem com a luva. Por fim, a câmara recua para revelar que o perseguidor não é outro senão Nguyen, que cuidadosamente carrega a arma antes de retomar a perseguição.”
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[1] Este deboche ancien régime está irreversivelmente erradicado das sociedades contemporâneas, fiel, a mulher atual tem o único propósito de derramar açúcar no seu amorzinho. Vanessa, nome verdadeiro ou falso, personifica esta nova paz doméstica, {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9}.
[2] O contraste entre um grupo feminino e um grupo masculino surpreende os estudiosos, eles, lutas de galos, elas, manifestações de afeto, diversão, entreajuda. Laura F & Angie H, {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4}. Sites: {The Nude} {Indexxx} {Club Seventeen} {Indexxx}. Laura & Tanja H {fotos1} {fotos2} {fotos3}. Site: {Indexxx}. Laura & Tara C {fotos1}. Site: {Indexxx}. Laura H {fotos1} {fotos2}. Site {Club Seventeen}.
[3] Com a terceira idade vem a primeira sabedoria. Anémone: “Ela calcula, aliás, nunca ter encontrado um homem que não fosse machista: «Não posso amar alguém que se sente superior a mim. (…). A minha vida estava cortada em duas: desejava os homens, fisicamente, sexualmente, e amava as mulheres, mas, infelizmente, não me sentia atraída carnalmente por elas. É pena, porque teria vivido melhor se tivesse sido lésbica.”
[4] “Search and Destroy” é também a aconchegante faixa n.º 1 do indispensável álbum “Raw Power” (1973), dos Stooges. Versões. Dead Boys (1977) Sid Vicious (1979) ♫ EMF (1992) ♫ Soundgarden (2011) ♫ Afterhours & Verdena (2003) ♫ Turbonegro (2005) ♫  na banda sonora do filme “Sucker Punch” (2011), Skunk AnansieRed Hot Chili Peppers (2012).
[5] Em terra estrangeira não tem preço um som, um cheiro, um gosto amigos, que bem sabe, na diáspora portuguesa, ouvir na língua de Camões “ai” quando o buraco negro de uma mulher suga a luz ofuscante de um rolo de carne, como magistralmente interpreta a meritória atriz Mona Liza, 1,69 m, 56 kg, 86-64-91, sapatos 38, olhos castanhos, cabelo preto, nascida Anita Teresa de Sousa em 1982, no Brasil, t.c.c. Monalisa, Monaliza, Mona Lisa, Mona Luiza. Sites: {Excalibur Films} {iafd} {Excalibur Films}. Obra cinematográfica: {“Pretty Little Latinas # 11(2002)} ѽ {“Cute Exotic Girls # 9” (2002)} ѽ {“Globetrotting # 6” (2002)} ѽ {South American Pie” (2003), a mesma obra inclui o segmento com as ibsenianas atrizes Anita e Barbara, “Room Service”} ѽ {“International Booty # 4” (2003)} ѽ  {“Legal Skin # 10” (2003)} ѽ {“Latin Eye # 5” (2003)} ѽ {“Latin Eye Candy # 2” (2003)} ѽ {“Hard Sofa + 3 Boys”} ѽ {“Interracial Pussy Patrol XXX” (2004)} ѽ {“Hustler Casting Couch X No. 6” (2004)} ѽ {“Spanish Fly Pussy Search # 17” (2005)}.  

no aparelho de televisão

Cobardias” (1988), real. Herlander Peyroteo [1], série portuguesa transmitida na RTP 1 pelas 21h15, aos sábados, de 23 de janeiro / 16 de abril 1988. “As atrizes Cármen Dolores, Guida Maria, Irene Cruz e Margarida Marinho dão corpo às figuras de quatro gerações de mulheres da família Aguilar. Entre os restantes intérpretes deste original de Miguel Rovisco, destaque para os nomes de João Baião, Francisco Pestana, Jorge Sousa Costa, Isabel de Castro, Paulo Matos, Lídia Franco e Eduardo Galhós.” 3.º episódio: Francisca regressa a casa de seus tios com a filha. Porém, à medida que o tempo passa, cada vez mais se nota a falta de amor e de interesse que nutre pela criança. Francisca leva uma existência dividida entre Diogo – que ama em silêncio – e Jonas – o pintor judeu por quem não sente amor. Diogo revela a Francisca que Afonso (o noivo) está de volta. Francisca recusa-se a receber Afonso ou a permitir que ele veja a pequena Afonsina, sua filha. 4.º episódio: o pintor Jonas vê-se obrigado a deixar Portugal por questões políticas. No dia da despedida, Francisca sente-se muito deprimida e decide visitar o tio no escritório. Aí encontra Afonso. Fechados num gabinete travam uma violenta discussão. Francisca insulta-o e esbofeteia-o, para no final o beijar, acabando por se entregar ao homem que (sempre) amou. Porém, quando tudo parecia correr bem a situação altera-se. 5.º episódio: a tia Sofia morreu e Maria Teresa casou-se com o cunhado, formando um casal felicíssimo. Pomme tem agora quase vinte anos e vive com os dois, ora em Lisboa ora na quinta no Ribatejo. Está noiva de Hugo Saraiva. 6.º episódio: acontece que Vicente de Sá Gaspar – o filho de Afonso com a «outra» – é ambicioso. Já conhece Pomme; sabe pelo pai qual a situação dos negócios da família Aguilar, mas deseja mais: deseja conhecer a mulher que embora indiretamente, desgraçou a vida do seu pai. Talvez através de Francisca ele consiga um bom emprego. 7.º episódio: um novo escândalo estala. É o Afonso que vai ter com Francisca e lhe conta a verdade: «Vicente é meu filho, irmão de Pomme». Mas Francisca não desiste. Para ela Vicente é apenas o homem da sua vida. Desafiando tudo e todos, ela afirma-se disposta a casar com Vicente. Pomme e Francisca têm, então, uma violenta troca de palavras, onde mais uma vez fica bem patente o ódio de uma pela outra. 8.º episódio: Maria Teresa e o marido, cansados e velhos, refugiaram-se no Ribatejo, recusando-se a enfrentar o novo escândalo. Vicente não se cansa de jurar à dona da galeria de arte que a ama e mais que ninguém deseja o casamento, projetando uma vida a dois no Brasil, rodeados de filhos. Diogo, seu tio, conhecendo perfeitamente Vicente, sabe que ele apenas pretende dinheiro. Dá-lo com a condição de abandonar Francisca. Vicente parte para Moçambique. Mais uma vez a história se repete: Francisca, em vésperas de casamento, fica sozinha e à espera de um filho. 9.º episódio: após a morte do tio Emílio, a fábrica e demais propriedades são ocupadas pelos trabalhadores. Apenas lhe resta a quinta do Ribatejo. Xica, filha de Pomme e Hugo Saraiva, é uma jovem inconstante em busca de um sentido para a vida. Ao contrário dos Aguilares, o casal Saraiva vive na abastança. Hugo chegou mesmo oferecer uma boutique à mulher. Francisca, agora sexagenária, desistiu da galeria de arte. Mas Vítor, seu filho, dedica-se à pintura para a qual revela grande sensibilidade. 10.º episódio: Hugo e Pomme vivem um casamento que se assemelha a uma condenação antecipada ao purgatório. Pomme arrasta-se pelo caminho decadente do alcoolismo e Hugo é vítima de um chantagista que ameaça destruir a sua promissora carreira política. Xica sente-se cada vez mais isolada e estranha, na sua própria casa. Numa noite de mais uma trágica discussão familiar, sai de casa desesperada procurando algum conforto psicológico em casa de sua avó, Francisca. 11.º episódio: Hugo, completamente apavorado, cede à chantagem de que é alvo combinando encontrar-se com o chantagista num cruzamento de estrada perto da quinta levando consigo uma quantia em dinheiro para resgatar as fotografias e documentos comprometedores. Na quinta, prepara-se o aniversário de Xica. Pomme e Ilda enfrenta-se, no escritório, num duelo de cinismo. Pomme descobre uma caixa de preservativos no quarto de Xica. Na sala da quinta, diante de toda a gente reunida para o aniversário da filha, faz um escândalo e aplica um valente estalo na cara da aniversariante. Francisca não aguenta o primitivismo da cena e repreende Pomme mas esta põe-na na rua. 12.º episódio: Hugo, ao volante do carro de Gustavo, dirige-se para o ponto de encontro com o chantagista. Ao chegar ao local atropela um homem que deixa estendido na estrada. Hugo sente necessidade de desabafar com alguém e vai até casa de Francisca. Na sala repara numa pasta amarela. Francisca abre o jogo e diz que a mala contém os documentos comprometedores. Para seu espanto, Francisca diz-lhe que o homem que ele atropelara naquela noite era Vicente Sá Gaspar. [2]Melba” (1988), c/ Linda Cropper, Hugo Weaving … minissérie australiana transmitida na RTP 2 pelas 21h30, aos sábados, de 5 de março / 23 de abril de 1988. Melba foi a primeira superestrela internacional de origem australiana, o rei Jorge V deu-lhe um título de nobreza e os amantes do bel-canto idolatravam-na por todo o mundo. Os grandes chefes de cozinha deram o seu nome a pratos especiais (Pêssegos Melba, entre outros). 2.º episódio: em Londres, Nellie experimenta pela primeira vez a indiferença e o insucesso. Decide, então, mudar-se para Paris onde recebe lições de canto de Mathilde Marchesi, reputada professora que irá contribuir decisivamente para a sua ascensão artística. Mais tarde, já no auge de uma carreira que a consagrou como uma das melhores intérpretes do bel-canto, Nellie apaixona-se profundamente por um jovem aristocrata. Juntos viajam por toda a Europa, indiferentes aos escândalos que o seu envolvimento amoroso causa na opinião pública que considera a relação adúltera, pois Nellie, além de ser plebeia, é casada. 3.º episódio: de regresso à Austrália, reencontra o pai, o homem mais importante da sua vida e aquele, afinal cuja aprovação sempre procurou. Apesar de ter percorrido o mundo inteiro, aquele país torna-se o foco da sua vida emocional. Mais tarde, de novo em Inglaterra, volta a encontrar o filho, George, e os dois começam a tentar reconstruir o que o passado brutalmente interrompera. “Michael Jackson: Bad” (1987), videoclip transmitido na RTP 1 pelas 20h50, quarta-feira, 2 de setembro de 1987. “Curta-metragem escrita pelo romancista e argumentista Richard Price, e realizado por Martin Scorsese, durante seis semanas, em novembro e dezembro de 1986. O vídeo contém muitas referências ao filme «West Side Story» (1961) [sob o título local «Amor sem barreiras» estreado em Panavision, Technicolor, 70 mm, terça-feira, 23 de abril de 1963 no cinema Monumental], especialmente a sequência «Cool». Para a banda sonora do vídeo foi usada uma faixa áudio diferente daquela no álbum; incluía um solo de órgão que não fazia parte do disco. No vídeo, Jackson interpreta um adolescente chamado Darryl, que terminou um semestre numa escola privada cara, a Duxston School. Regressa à cidade e apanha o metro para o seu deteriorado bairro. Chega a casa, encontra, na máquina de escrever, um bilhete escrito à mão: «Olá, Darryl, bem-vindo a casa. Estou no trabalho. As sandes estão no frigorífico. Estou em casa às sete. Amo-te, mãe», e vai parvar com o grupo de amigos. O líder do grupo é Mini Max (Wesley Snipes). No início, as relações são amigáveis, mas um pouco estranhas. Então, a situação começa a degradar-se à medida que o gangue percebe quão mudado está o Darryl. Notam, particularmente, como ele fica incomodado com as atividades criminosas deles.” “Sins” (1986), real. Douglas Hickox, c/ Joan Collins, Jean-Pierre Aumont, Marisa Berenson … sob o título local “Pecados”, minissérie americana transmitida na RTP 1 pelas 22h15, às quintas-feiras, de 27 de agosto / 1 de outubro de 1987 [3]. Hélène Junot é poderosa, rica e bonita. Invejada pelo seu sucesso, está rodeada por inimigos que pretendem destruí-la. Mas Hélène é uma mulher com passado. Presenciou os crimes nazis em França, incluindo o assassinato da mãe, foi violada e maltratada. Ligou-se com diversos homens, entre eles um fotógrafo que a lança no mundo da moda, um conde decadente, que lhe empresta dinheiro, um compositor americano… É uma mulher com sucesso como empresária, mas sem felicidade e dominada pelo desejo de vingança. 2.º episódio: com ajuda de Jacques, Hélène Junot torna-se um modelo famoso. A guerra ficara para trás, mas ela não esquece o que os alemães fizeram à sua família. Entretanto, a sua carreira profissional é um êxito. Com relativa facilidade torna-se estilista e, mais tarde, diretora de uma das mais importantes casas de moda de Paris. 3.º episódio: depois de se tornar modelo famoso Hélène vai dedicar-se inteiramente à moda como estilista e como proprietária de uma das mais importantes casas de moda de Paris. Editar uma revista, Woman of Today, será o passo seguinte. Tudo graças à sua persistência e à sua capacidade de luta e de entrega ao trabalho. Ser uma mulher poderosa, rica e bonita traz-lhe, contudo, inconvenientes, o maior dos quais será a existência de falsos amigos que pretendem destruí-la, alguns pertencentes a um passado que Hélène não esqueceu e que a perseguem, ensombrando a sua vida. 4.º episódio: Hélène Junot é agora uma próspera empresária. Invejada pelo seu êxito, está rodeada por inimigos que pretendem destruir o que ela, com muito sacrifício, conseguiu alcançar. A frieza no amor e a sua desmedida ambição tornaram-na num alvo fácil para os seus adversários. “Rebecca” (1979), real. Simon Langton, c/ Jeremy Brett, Joanna David, Anna Massey … minissérie inglesa transmitida na RTP 2 pelas 18h30, às sextas-feiras, de 5 de setembro / 26 de setembro de 1986. Série Daphne du Maurier “em Monte Carlo, uma jovem inglesa apaixona-se por um grosseiro e formoso desconhecido que se lhe declara e resgata-a da escravidão de ser uma acompanhante contratada. Mas quando ele a leva para a sua propriedade, Manderly, toda a sua convicção desaparece, sobretudo perante a severa e misteriosa governanta de Maxim de Winter, a sra. Danvers, e como bizarros rumores lhe chegam aos ouvidos, a segunda sra. de Winter decide descobrir tudo o que pode sobre a sua predecessora, Rebecca.”    
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[1] “Realizador de televisão português, Herlander Peyroteo nasceu a 11 de agosto de 1929, em Moçâmedes, Angola, e morreu a 18 de abril de 2002, em Lisboa, vítima de doença prolongada. Quando vivia na ex-colónia portuguesa começou a dedicar-se ao teatro amador, o que se manteve na sua juventude, altura em que foi viver para Portugal. Acabou por se formar em arquitetura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, mas também frequentou o Conservatório Nacional. Nos anos 50, fundou o Teatro Universitário de Lisboa juntamente com Fernando Amaro, o criador da Casa da Comédia, a quem tinha sido recomendado por Almada Negreiros. Mais tarde, viria a fundar com o produtor Cunha Telles o Estúdio Universitário de Cinema Experimental. Herlander Peyroteo foi um dos fundadores da Radiotelevisão Portuguesa, depois de ter feito um estágio na BBC de Londres, de onde regressou já com um contrato provisório assinado com a estação pública de Portugal. Na televisão portuguesa, que arrancou com as emissões em 1957, destacou-se como realizador, tendo sido um dos mais conhecidos do país nesta área. A sua especialidade era os teledramáticos, uma espécie de teatro televisivo. Realizou perto de cem programas deste género, muitos deles em as "Noites de Teatro", que eram gravadas em direto nos tempos iniciais da televisão estatal. Um dos melhores trabalhos de Peyroteo foi feito em 1961, quando realizou a peça teatral «Pedro, o Cru», de António Patrício. (…). Em 1977, foi nomeado responsável pelo setor de produção e realização do 1.º canal da RTP, mas a nomeação não foi aceite pelo administrador Raul Junqueiro que alegou não ter tido conhecimento dessa decisão. De qualquer forma, no ano seguinte, acabou por ficar a liderar o Departamento de Realização da RTP, isto no ano em que realizou «Os Putos», baseado na obra com o mesmo nome do escritor Altino do Tojal. Foi considerado um dos melhores trabalhos de teleteatro da televisão portuguesa. Herlander Peyroteo também realizou alguns filmes para cinema, com destaque para «Um Campista em Apuros», em 1967, com Florbela Queirós, Manuel Cavaco e Nicolau Breyner.”
[2] O ensino universitário extinguiu toda esta tontice feminina. “Game Night” (2016), c/ Sweet Cat, Nata Lee, Angel Piaff, Victoria Sweet e Lilith Lee segmento da longa-metragem “Sorority Sex Parties”. Sweet Cat, 1,70 m, 57 kg, 86-64-91, sapatos 40, olhos verdes, cabelos loiros, nascida a 1 de agosto de 1992 em Praga, t.c.c. Alice, Cat, Catherine, Cathy, Cathy I, Dorina, Elena, Elisa, Eliska, Hellen, Ina, Kat, Kathy I, Katie, Katka, Katty, Maya, Melanie, Melany, Melany Fox, Nikola, Ruth, Sandik A, Sandra, Sandra H, Sandra Sweet, Sandra W, Sandy, Sweet, Sweet C, Sweet Cat ou Sweet Kat. Sites: {Indexxx} {Porn Teen Girl} {Erosberry} {MC Nudes} {Euro Babe Index} {iafd} {Evil Angel} {PJ Girls} {21 Naturals} {VR Porn} {Babepedia} {Bare List} {Private} {Elite Babes} {DDF Network} {Pornstar Network} {Twitter} {VIPissy} {We Like To Suck} {Porn18} {Babes} {Lezkiss} {Hot Movies} {Class Models} {Red Tube}. Serviço de acompanhante: “Sweet Cat é a nova joia no nosso serviço de acompanhantes de luxo escolhidas a dedo, em que cada uma delas é única na sua beleza tanto física como psíquica. Gostámos muito dela durante a audição, principalmente pela sua afabilidade e abertura a conhecer pessoas, o seu amor pelo desporto e estilo de vida ativo. A acompanhante Sweet Cat gosta de viajar, dançar, esquiar, é também habitual no ginásio, onde força o seu curvilíneo corpo para a perfeição divina, tornando-a um modelo do género feminino e uma companhia para todas as ocasiões, incluído desportivas. O seu traquejo na indústria videográfica e a sua paixão natural garantem-lhe a melhor sensação de uma namorada e momentos apaixonados reservados apenas para dois, cheios de fantasias e descobertas. Mas mesmo que goste de passar o ser tempo com ela juntamente com a sua companheira, será um prazer para Sweet Cat. Recorrendo à sua genuína bissexualidade escaldante, ela será uma ótima opção para isso.” Tabela de preços para a Europa: 1 hora - 350 €; 2 horas - 450 €; 3 horas - 550 €; 4 horas - 650 €; 5 horas - 750 €; 6 horas - 800 €; 12 horas - 1300 € (passar a noite); 24 horas - 2000 €; 48 horas - 2800 €; dia adicional - 800 €. As despesas de viagem serão calculadas individualmente. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10}. Obra cinematográfica {“Camerawoman” + Claudia Macc} ѽ {“Creamy Blondes” + Violette} ѽ {“Blowjob Marathon”} ѽ {“Sweet Cat Getting Off”} ѽ {“Chick Flick” + Eileen Sue} ѽ {“Afternoon Passion” + Kamil Klein} ѽ {Woodman Casting} ѽ {Rellenando de lefa a la checa” (2012)} ѽ  {“Intense Kissing” + Victoria} ѽ {“Wake Up N Fuck” + Carolina April} ѽ {“Double Down” + Cayla Lyons}.
Nata Lee, 1,65 m, olhos cinzentos, cabelos castanhos, nascida a 20 de agosto de 1993, em Vysoké Mýto, na República Checa, t.c.c. Anastasia, Arabica, Chrissy Curve, Chrissy Curves, Christine, Christine T, Christy, Elsa, Kristyna, Ksantia, Nara Lee, Natalee, Natali, Natalie, Natalie Black, Natasha, Naty Lee. Sites: {Indexxx} {The Nude} {Alba Gals} {iafd} {Euro Babe Index} {Porn Teen Girl} {European Pornstars} {PJ Girls} {hqcollect} {Do the Wife} {Mofos} {Private} {ATkingdom} {Wet And Puffy} {Girlfrieds.XXX}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3}. Obra cinematográfica: {“Mrs. Lee Takes Black Cock”} ѽ {“Juicy Butt GF Tries Anal - Let’s Try Anal” (2014)} ѽ {“Czechcasting”} ѽ {“Woodman Casting”} ѽ {“Natalee and her pussy gets pleased”} ѽ {Summer Day Trip” + Carrie + Lucy Li} ѽ {“Hardcore” + Kamil Klein} ѽ {“Missed You”} ѽ {“I Prefer Your Love”} ѽ {“Wet And Puffy”} ѽ {“Golden Days Showers”} ѽ {“Surprise Me”+ Donna Joe}.
Angel Piaff, 1,62 m, 48 kg, 86-64-89, olhos azuis, cabelo loiro, nascida a 30 de novembro de 1990, na República Checa, t.c.c. Angel P, Angel Piaf, Lenka Cherry, Angela, Angelica, Angelina, Beatrice, Chaynee, Elle, Lenka, Lenka C, Lenka P, Lucy, Maya, Nadea, Scarlet, Sweet Lassie, Veronica. Sites: {Indexxx} {The Nude} {iafd} {Euro Babe Index} {Porn Teen Girl} {Bare List} {Data18} {ALSScan} {Alba Gals} {VRBangers} {Nubiles} {Twitter} {High Mile Media} {Hot Movies} {Girlfrieds.XXX} {VIPissy} {Sapphic Erotica} {PornHub} {21 Naturals} {Nubiles} {Teen Mega World} {Webyoung}. Obra fotográfica: {fotos1} Obra cinematográfica: {“Gape My Pussy”} ѽ {“Gyno Exam”} ѽ {“A Sweet Surprise” + Bella Baby} ѽ {“Masseur”} ѽ {“Drinking Games”} {“Take The Heat”} {“Cum And Go”} ѽ {“4 on 1 Lesbian Gang Bang # 02” + Sweet Cat, Antonia Sainz, Nathaly Cherie, Vinna Reed} ѽ {“Exhibitionist lesbians outdoor sex”} {“Amateur Photography” + Alexis Crystal} ѽ {“Trio Feetastic” + Davon Kim, Lexi Dona} ѽ {“ChopSticks” + Leila Smith} ѽ {“Tandem Fisting” + Gina Devine, Jessica Rox} ѽ {“Like The Wind”} ѽ {“Tight Teen Pussy”} ѽ {“Passionate Kiss” + Tess Lyndon} ѽ {“Letter Game”, incluído na obra “Love Dice” + Tess Lyndon} ѽ {“Lazy Painters” + Alexis Crystal} ѽ {“Foot Art # 2”}.
Victoria Sweet, 1,72 m, 59 kg, 86-61-91, sapatos 39, olhos azuis, cabelo castanho, nascida como Hedvika Makosová a 25 de agosto de 1990 em Pizen, República Checa, t.c.c. Janet Millar, Vivien B., Gitta Szoke, Victoria S., Gigi, Wivien. Sites: {Indexxx} {The Nude} {Define Babe} {Reality Kings} {iafd} {Nubiles} {Bare List} {Euro Babe Index} {Porn Teen Girl} {Erosberry} {ATKarchives} {Euro Girls On Girls} {Nubiles} {We Like To Suck} {Model Mayhem} {21 Naturals} {Nip Activity} {Mofos}. Serviço de acompanhante: “A acompanhante de luxo de Praga, Victoria Sweet, é uma jovem bonita e magnífica. É muito sensual e elegante, sempre de bom aspeto, um grande cartão-de-visita para um verdadeiro cavalheiro como você. Victoria gosta de usar vestidos lindos e lingerie requintada, e safa-se muito bem, provocando e excitando ao mesmo tempo, pois tem realmente bom gosto e boas maneiras. Pode levá-la a um bom jantar gourmet para passar um noite bastante agradável, ou a qualquer evento cultural, tal como o teatro ou a ópera, terá muitos tópicos de conversa com ela. Graças à sua opção sexual pode passar um bom bocado metendo-a entre você e a sua companheira, desfrutando momentos inesquecíveis.” Tabela de preços para a Europa: 1 hora - 350 €; 2 horas - 450 €; 3 horas - 600 €; 4 horas - 700 €; 5 horas - 750 €; 6 horas - 800 €; 12 horas - 1200 € (passar a noite); 24 horas - 1900 €; 48 horas - 2700 €; dia adicional - 800 €. Obra fotográfica: {fotos1}. Obra cinematográfica: {“Lick Lick”} ѽ {“Hardcore”} ѽ {“Victoria Sweet is working out with a Stud”} ѽ {“Cute chicks having hot lesbian sex” + Nataly} ѽ {“Petite teen Viktoria Sweet fingered and fucked”} ѽ {“Victoria Sucks”} ѽ {“My First Time Anal Sex”} ѽ {“Foot Kisser”} ѽ {“Mi Primer Porno”} ѽ {“Mofos Wide World”} ѽ {“Public Pickups”} ѽ {“Teenage Coming of Age”} ѽ {“Afternoon Snack”} ѽ {“I Kown That Girl”} ѽ {“Going for the Orgasm Record”} ѽ {“Naked on Public Streets”, em Barcelona}.
Lilith Lee, 1,73 m, 60 kg, 86-64-89, sapatos 39, olhos cor de avelã, cabelos loiros, nascida a 1 de fevereiro de 1989, na República Checa, t.c.c. Bamby, Bella, Drahoslava, Ingrid, Kelly Love, Lady Pink Hot, Lady Pinkdot, Lili, Lilith, Lilith Lee, Michaela, Michelle, Michi, Misa Kuklinkova, Misha Gold, Monika, Pink, Savannah Hill, Sweetie, Tonya. Sites: {Indexxx} {The Nude} {Porn Teen Girl} {Evil Angel} {Define Babe} {European Pornstar} {Oldje} {Euro Babe Index} {Nubiles} {iafd} {Bangros} {Alba Gals} {Adult Mart} {VIPissy} {We Like To Suck} {Do the Wife}. Serviço de acompanhante: “Bambi Lee, também conhecida como Mischa Lee, Rachel La Roudge, ou simplesmente Lilith Lee é o nome da nossa misteriosa, bela e muito carismática acompanhante. Detentora de uma ótima educação na faculdade de economia e perfeito conhecimento do inglês, gosto apurado para roupas feitas por medida e lingerie, é uma jovem muito experiente, de mente aberta, cordial e muito marota. Lilith está pronta para viajar pelo mundo todo, gosta de conhecer pessoas novas, e qualquer viagem para além das fronteiras do seu país natal está cheia de entusiasmo e expetativa do seu conto de fadas pessoal.” Tabela de preços para a Europa: 1 hora - 300 €; 2 horas - 400 €; 3 horas - 500 €; 4 horas - 600 €; 5 horas - 700 €; 6 horas - 700 €; 12 horas - 1100 € (passar a noite); 24 horas - 1400 €; 48 horas - 1800 €; dia adicional - 600 €. Obra fotográfica: {fotos1}. Obra cinematográfica: {“Hardcore”} ѽ {“Grape My Pussy”} ѽ {“Exposed Nurses”} ѽ {“Don't Drink 'n' Drive”} ѽ {“Gyno Exam”} ѽ {“Lilith”} ѽ {Blacked While Husband Watches”} ѽ {“Woodman Casting”} ѽ {“Ass in an Apartment Hallway”} ѽ {“It's all about the shirt”} ѽ {“Wake me up like this”} ѽ {“Blonde big ass takes on some anal”} ѽ {“Sweet Lara with Old Friend”} ѽ {“GF Rampage”}.
[3] «Sins» não é televisão boa, ótima ou edificante. É apenas televisão. Na verdade, é como a própria estrela. Ela é uma profissional, todavia não esperamos vê-la como uma das três irmãs de Tchecov. Tampouco queremos. O ponto alto de «Sins» pode ser quando a câmara se aproxima de Joan Collins, e vemo-la interpretar uma personagem nos seus 20 anos. Consegue fazê-lo? É crível? Afinal, Collins tem 52 anos.”

na aparelhagem stereo

As inglesas são feias, no geral. É uma “ideia simples” de John Locke, um dado do senso comum, um portrait de Margaret Thatcher, finalmente, nos anos 2000, houve vontade política para o admitir, de forma responsável, sustentável, sem renunciar ao valor moral principal das sociedades mais evoluídas: o dinheirinho bom no bolso. “Publicidade com corpos demasiados magros ou seminus tem os dias contados. Inglaterra e Alemanha travam luta para criar publicidades que se afastem da imagem de «corpo perfeito». (…). Quando a temperatura aumenta, a roupa diminui. Apesar de esta regra ser quase universal, há países a travar uma luta desigual entre a inevitabilidade de corpos mais despidos e a ética que obriga a uma contenção no uso da imagem. Em Londres, o presidente da câmara deu instruções à empresa responsável pela rede de transportes da capital do Reino Unido, a Transport For London (TfL), para que não seja permitido o uso de imagens de corpos irrealistas em publicidade. Para Sadiq Khan, algumas das imagens escolhidas para estarem em grande destaque nos cartazes publicitários a circular pelas ruas da capital podem denegrir a imagem feminina e encorajar as mulheres a alcançar formas irrealistas e pouco saudáveis. Em causa está uma publicidade da Protein World, lançada há um ano, na qual surge uma mulher em biquíni com a frase «Are you beach body ready?» (algo como O seu corpo está pronto para a praia? em português). «Como pai de duas raparigas adolescentes, fico extremamente preocupado com este tipo de publicidade, que pode rebaixar as pessoas, em particular as mulheres, e fazê-las sentirem-se envergonhadas dos seus próprios corpos. Já é altura de isto acabar». As palavras são do mayor de Londres, que já as transformou em ações concretas, com a proibição de qualquer anúncio que ponha em causa a autoconfiança, através de imagens que levem a expectativas irrealistas. Estima-se que esta proibição possa abranger cerca de 12 mil anúncios por ano, mas o autarca já veio a público garantir que a medida não afetará os lucros da TfL, que tem alguns dos espaços publicitários mais caros do mundo. Prevê-se que a empresa venha a lucrar mais de 1,5 mil milhões de libras (quase 1,9 mil milhões de euros) em receitas de publicidade até 2025. Além disso, é a empresa a primeira a admitir que a forma como passa a mensagem tem uma força que a distingue dos meios tradicionais. «A publicidade na nossa rede é diferente da publicidade na televisão, online ou na imprensa. Os nossos clientes não podem simplesmente desligar a televisão ou virar a página se um anúncio os ofende ou os faz sentir mal», lembra Graeme Craig, diretor de desenvolvimento comercial da TfL.” [1]
Expetativa realista nos anos 80:
Polícia” (1986), p/ Titãs. Banda de rock formada na cidade de São Paulo, Brasil, em 1982, na qual tocaram os músicos Nando Reis (baixo, voz), Branco Mello (voz), Marcelo Fromer (guitarra), Arnaldo Antunes (voz), Tony Bellotto (guitarra), Paulo Miklos (saxofone, mandolim, harmónica, voz), Charles Gavin (bateria) e Sérgio Britto (teclados, voz). A canção “Polícia” está incluída no seu terceiro álbum, “Cabeça Dinossauro”, lançado em 1 de junho de 1986. Não só marcou a estreia da parceria da banda com o produtor Liminha, que na época era diretor da WEA, o que facilitou a aproximação de ambas as partes; como também garantiu o primeiro disco de ouro para a banda, em dezembro do mesmo ano [2]. “Dizem prá você / Obedecer! / Dizem prá você / Responder! / Dizem prá você / Cooperar! / Dizem prá você / Respeitar!...”. Os burgessos dos anos oitenta, agentes da lei e ordem, recrutados entre bimbos e semialfabetizados, também emparelharam o progresso social, metamorfoseando-se em belas borboletas, agora, aos pares nas ruas, bem instruídos, bem fardados, bem remunerados, bem torneados, primores que obrigaram a uma atualização da letra. “Dizem que ela existe / pra ajudar / Dizem que ela existe / pra proteger / Eu sei que ela pode / te parar / Eu sei que ela pode / te foder // Dizem pra você / Obedecer! / Dizem pra você / Cooperar! / Dizem pra você / Tomar no cu! / Dizem pra você / Filha da puta!” “Polícia” (1997), p/ Sepultura. Jesus Built My Hotrod” (1991), p/ Ministry. “Soon I discovered that this rock thing was true / Jesus was the devil / All of a sudden, I found myself in love with the world / So there was only one thing that I could do / Was ding a ding dang my dang a long ling long.” “Este clássico do speed metal apresenta os vocais de um muito bêbedo e desnorteado Gibby Haynes, dos Butthole Surfers. Quando ele estava em Chicago para a sua primeira tournée Lollapalooza, Al Jourgensen dos Ministry trouxe-o para acrescentar os vocais nesta canção. Jourgensen disse: «Gibby chegou bêbedo que nem um cacho. Ele nem conseguia sentar-se no banco, muito menos cantar. Quero dizer, ele estava arrumado. Caiu do banco umas dez vezes durante a gravação desses vocais. Não dizia coisa com coisa, era só algaraviada. Então, passei duas semanas a editar a gravação do que ele fez, achando que mesmo assim era melhor do que eu estava a pensar fazer com a canção».” “Os Ministry tinham assinado com a Warner Bros. Records, que cometeu o erro de lhes passar para a mão 750 000 dólares para fazerem um álbum. «Nós, claro, chutamos e snifamos tudo, e não tínhamos uma única canção em troca», conta Jourgensen. Com o orçamento estoirado, a banda tinha apenas esta canção para mostrar – e nem tinha vocais. «Não sabia que fazer com esta canção. Porque era uma batida louca 5-4-7-4», disse o líder dos Ministry. Depois de trazerem o Gibby para colocar os vocais, tinham uma canção completa, mas nada mais para o álbum. A editora teve de tomar uma decisão. Disse Jourgensen: «Comunicámos à Warner Bros. que eles tinham de resolver se queriam dobrar a parada e dar-nos outros 750 000 paus ou se queriam cancelar o projeto todo. Estilo, verem-se livres destes tipos, eles são uns inúteis. Porque nós éramos. Éramos uns inúteis. Então, arrotaram a massa e lançaram ‘Jesus Built My Hotrod’, que até hoje é o single mais vendido na história da Warner Bros. Mas eles tiveram de fazê-lo para recuperar o dinheiro, porque já tinham apostado cerca de milhão e meio em nós. E tínhamos uma canção. Concluindo, finalmente recompusemo-nos e criámos um álbum. Mas a primeira canção foi um perfeito acidente. Isto mostra o poder das editoras, porque elas odiavam-nos. Eram tipo, o que é isto? Isto é estupido. Pensei que contratáramos os Ministry, em vez disso, temos este bing a bang a bong bing bing bing bing, sabe, cena hillbilly. E odiavam isso. Mas, para surpresa, começou a vender. Porque foi lançada cerca de seis meses antes de o álbum estar terminado. Começaram a vender como single, porque tentavam recuperar o dinheiro com qualquer coisa, eles achavam que não iam conseguir mais nada de nós, o álbum ‘Psalm 69: The Way to Succeed and the Way to Suck Eggs’, então editaram ‘Jesus Built My Hotrod’ com o Gibby, completamente pateta, a dizer merdas, apenas a gritar para o micro e a cair da cadeira. E venderam. Venderam tipo 14 milhões de discos ou algo assim. E então entraram com a massa e fomos capazes de terminar o disco. Sabíamos que não podíamos chutar o resto do orçamento, então fomos lá, arregaçámos as mangas, não só para chutar, mas também para trabalhar, e terminámos o álbum».”  
Institutionalized” (1983), p/ Suicidal Tendencies. “She goes, «No, you’re on drugs!» / I go, «Mom, I’m okay, I’m just thinking.» / She goes, «No, you're not thinking, you're on drugs! // Normal people don't act in that way!» / I go, «Mom, just give me a Pepsi please / All I want is a Pepsi». / And she wouldn't give it to me! / All I wanted was a Pepsi! / Just one Pepsi! / And she wouldn't give it to me! / Just a Pepsi!” “Louichi Mayorga: «Sim, eu escrevi a música, foi a minha primeira contribuição para a banda… escrevi-a aos pés da cama».” Letra de Mike Muir. “Muir disse: «Passe a analogia das camadas da cebola do Shrek, mas há muitos níveis diferentes nela. Primeiro, foram cenas que aconteceram especificamente a um par de amigos meus. E depois, na época, havia muitos desses – não sei como lhe chamam – acampamentos, em que os pais levantavam os filhos às quatro da manhã e enviavam-nos para estes campos no Arizona ou Idaho ou onde quer que seja. A forma como eu via isso e o que pensava era que, aqui estão pessoas que foram pais por 14 ou 15 anos, não podem gabar os filhos em festas, logo deve haver algo errado com o miúdo. Então despacham-nos e tal. Costumava haver anúncios: O seu filho irrita-se quando as coisas não lhe correm bem? Eles fazem isto e aquilo? Se responder sim a três ou mais destas, eles podem ter problemas de droga ou alcoolismo. E você não está só, nós podemos ajudar. E eu pensava, Meu, nunca tomei drogas, não bebo, e sim, fico com raiva quando as coisas não me correm bem. É chamado ser humano. Não sou uma máquina. Acho que é um bode expiatório fácil os miúdos serem o problema. Acho que muitas vezes era falta de aptidão parental e tempo. Acontece e é uma coisa intemporal, haverá sempre um fosso geracional, por assim dizer.»” “O videoclip foi um dos primeiros, de uma banda de hardcore, a obter significativa exibição na MTV. Realizado por Bill Fishman, mostra Muir queixando-se dos pais. O pai no vídeo é interpretado Jack Nance, que entrou na série «Twins Peaks» e também aparece nos filmes de David Lynch, «Eraserhead» [sob o título local «No céu tudo é perfeito» estreado sexta-feira, 8 de julho de 1994 no cinema Medeia Nimas] e «Blue Velvet» [estreado sexta-feira, 29 de maio de 1987 nos cinemas Alfa sala 1, Amoreiras sala 1, Mundial sala 1, Tivoli, Castil e Fonte Nova sala 3]. A mãe no vídeo foi interpretada por Mary Woronov, cujo palmarés inclui «The Lady in Red» [estreado sexta-feira, 16 de novembro de 1984 no Condes] e «Warlock» [sob o título local «Sortilégio» estreado sexta-feira, 24 de novembro de 1989 no Éden, Império, Alfa sala 3 e Amoreiras sala 1].” Time Bomb” (1995), p/ Rancid. “Esta canção foi escrita num estilo ska / dub semelhante ao dos Operation Ivy, banda na qual o vocalista dos Rancid, Tim Armstrong e o baixista Matt Freeman tocaram no final dos anos 80. A letra, o primeiro verso - «If you wanna make a move then you better come in» - foi tirado de outra canção dos Rancid chamada «Motorcycle Ride», do álbum de 1994, «Let’s Go». A canção é um caso clássico de dissonância lírica, descrevendo um rapaz que vive uma vida de crime (provavelmente traficante de drogas) e é morto por um rival no fim.”
Too Much Too Young” (1980), p/ The Specials. “Conta a história de uma mãe adolescente. É baseada numa canção de Lloyd Charmers chamada «Birth Control», de 1969. O teclista dos Specials, Jerry Dammers, acelerou o ritmo e atualizou as palavras. Dammers contou a história da canção numa entrevista a Annie Othen, no programa de radio da BBC, «Coventry and Warwickshire»: «Não consigo lembrar-me, claro, sobre o que era a canção… Eu quase tive uma cena com uma mulher casada e, no fim, não aconteceu – obviamente, porque ela era casada – então, havia todo o tipo de raiva e frustração de um jovem. A canção teve uma espécie de final feliz, porque ambos afastámo-nos, por consideração ao filho».” “Às vezes, afirma-se erroneamente, que a canção foi banida pela BBC, devido a menções de contraceção na letra, o que não é verdade. Contudo, quando o vídeo promocional foi apresentado no «Top of the Pops», cortaram-no antes de chegar ao verso final, «tenta usar uma camisa-de-vénus».” [3] Mirror In The Bathroom” (1980), p/ The Beat. “Escrita pelo vocalista e guitarrista Dave Wakeling. Ele contou a história da canção: «Eu trabalhava nas obras na altura, e era inverno. Tinha-me esquecido de pendurar as jeans para secar durante a noite, assim, quando entro na casa de banho para tomar um duche, reparei que as jeans ainda estavam no chão, ensopadas, cobertas de terra. Então pendurei-as, pensando, bem, provavelmente é melhor tê-las aquecidas pelo vapor e molhadas. Fui fazer a barba, nevava, e eu não queria mesmo nada ir bulir. Então comecei a falar comigo próprio ao espelho enquanto me barbeava. E era estranho, porque olhava mais para o fundo do espelho, e podia ver a pequena legenda na porta atrás, e disse para mim mesmo, Olha, David, só estou eu e tu aqui. A porta está trancada. Não temos que ir trabalhar. Claro que temos. Peguei na moto, e comecei a matutar enquanto patinava para o estaleiro das obras, nessa moto. E foi assim que começou. Estava a pensar como o egocentrismo se transforma em narcisismo e como o narcisismo se transforma em isolamento, e como o isolamento se transforma em egocentrismo outra vez, e como isso se pode tornar um ciclo vicioso. Então comecei a pensar em várias situações em que as pessoas, aparentemente, pareciam estar a fazer alguma coisa, mas na verdade estavam a verificar o seu reflexo. E você veria isso, talvez, no sábado à tarde, com a s pessoas a ver as montras, metade do tempo elas estão apenas a olhar para o seu reflexo. Depois, abriu um restaurante, e foi uma grande novidade na altura porque tinha mesas de vidro, e eu era tipo, oh, podemos ver-nos a nós próprios.” “Esta canção é muitas vezes mal interpretada como sendo sobre cocaína, que é geralmente consumida em espelhos levados para a casa de banho. A canção não tem nada a ver com drogas, como explica Wakeling: «Na América, no início dos anos 80, toda a gente fazia-me piscadelas de olho cúmplices e dizia, Oh, eu sei sobre o que é essa, Dave. E não era de todo esse espelho na casa de banho, era aquele na parede, e não aquele nos joelhos. E, de forma bizarra, as canções podem tornar-se, não obstante, estranhamente proféticas. Mas com certeza, na altura da composição, ninguém tinha dinheiro nem acesso a cocaína… até que a canção saísse».” M.A.D. Jean Luc ecoutez-moi” (1991), p/ Zirkus Maximus.Naturais da Azambuja, os Zirkus Maximus foram um projeto que apareceu e desapareceu num ápice, tendo esse facto sido realmente lamentável pois eram criadores de uma sonoridade complexa e dançável que, na altura em que surgiram, mais ninguém praticava com a sua competência e vigor. Para quem viveu aquela época pôde com certeza vê-los num promo-clip de «M.A.D.» que foi transmitido múltiplas vezes no programa televisivo «Pop-Off». Vivia-se a ressaca de uma época de música pop-rock britânica assente na dança e em bandas como EMF ou Jesus Jones. E estes pareciam ter encontrado, à sua medida, sucessores em Portugal. Participaram no 1.º Concurso Anual de Musica Moderna da Câmara Municipal de Lisboa, realizado no Johnny Guitar, onde foram injustamente afastados da final [4], e no 1.º Concurso de Música Moderna de Braga onde causaram muito boa impressão. Contribuíram com um tema, «Jean Luc», para a compilação «Distorção Caleidoscópica» da MTM e deixaram de dar sinais de vida. A banda era constituída por Sónia (voz), Marco (guitarra, voz) e mais dois elementos cujos nomes desconheço.” [5]
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[1] A mulher russa não tem os complexos das inglesas. Kristina-Nastya – Nastya, 1,75 m, 53 kg, 85-64-91, sapatos 40, nascida a 12 de dezembro de 1984, em Potsdam. Site: {The Nude}. – Kristina, 1,65 m, 52 kg, 90-60-93, sapatos 38, nascida a 19 de janeiro de 1985, na região de Chernigovskaya. Site: {The Nude}. {hqcollect} {jeuneart}. “Estas raparigas não são gémeas, nem irmãs, mas não estão um único segundo longe uma da outra. Elas são diferentes e nada parecidas uma com a outra, mas o terno amor verdadeiro une-as. Elas saem com rapazes e durante o dia da sessão fotográfica, o telefone da Kristina aborreceu bastante o Grig. Estes diabretes precisam dos homens apenas para fazer pouco deles, para as sustentar e ajudar a passar um bom bocado juntas. Nastya é muito severa, inexpugnável, um pouco autoritária e fria. Kristina é a sua perfeita antítese – viva como um furão, meiga, apaixonada, sexual e às vezes bastante bruta. Durante vários dias Valentina e Grig certificaram-se do seu amor sincero de uma pela outra. As modelos disseram que era a sua imagem, que usavam para as sessões fotográficas, mas o Grig não acreditou nelas e confirmou o seu palpite. Os seus fogosos e apaixonados beijos, o interesse sincero de uma pela outra, não deu hipótese ao fotógrafo de duvidar do seu raciocínio. Kristina veio para a sessão no seu maravilhoso carro. Até que ela vestiu o roupão, Grig estava espantado com a sua pequena estatura, e a impressionante altura da sua namorada. No início, as raparigas lembraram-lhe um par cómico dos anos 60 – Plug e Tarapun'ka. Mas, mais tarde, esta sensação suavizou-se, porque Nastya estava sempre por baixo e Kristina acabou por estar sempre por cima. Galitsin ficou encantado com as modelos e nunca se arrependeu do seu encontro. Nastya e Kristina são personalidades bastante famosas no mundo da passagem de modelos de Moscovo. Ambas estudam na prestigiada universidade. O seu intelecto é inimitável. Erudição e confiança enchem-lhes os olhos e elas sem dúvida conhecem o seu próprio valor. Grig descobriu o conhecimento perfeito das raparigas do calão AME e começou a usá-lo nos vídeos. (…). Por vezes, as modelos trabalhavam em linhas de vídeo eróticas. Era uma forma simples de entretenimento para Nastya e Kristina, mas o seu calão era incrível. Galitsin tentou juntar Dunyasha a este afetuoso casal, mas ela parecia uma parola. As nossas encantadoras raparigas têm reputação de cabras, mas não mostraram as garras a Grig.” Entrevista: P: “Quais pensam que são os vossos melhores atributos?”, Kristina: “O cabelo.” Nastya: “Os olhos.” P: “Cor favorita?”; R: “Nós gostamos de cor-de-rosa.” P: “Programas de TV favoritos, lista de nomes”, R: “Você é uma supermodelo.” P: “Livros favoritos, lista de títulos”, R: “Kamasutra.” P: “Filmes favoritos, lista de títulos”, Kristina: “Oh, Women, Tinto Brass.” Nastya: “Red Hat por Grigori Galitsin” P: “Revistas favoritas, lista de nomes”, Kristina: “World of Nudest Nudist.” Nastya: “Cosmo.” P: “Música favorita, lista de títulos”, R: “Pop, disco.” P: “Altura favorita do dia, porquê?”, R: “A noite – gostamos de dançar em discotecas.” P: “Qual é a vossa formação? Curso?”, R: “Estudantes. Universidade de gestão.” P: “Falam outras línguas? Se assim for, digam algo nessa língua”, R: “Inglês.”, P: “Lugar favorito para viajar, relaxar ou visitar”, R: “Gostamos da vida ativa, indo a discotecas, cinemas…” P: “Quais foram os locais que visitaram?”, R: “EUA, França, Alemanha.” P: “Qual é o vosso feriado preferido? (Natal, dia dos namorados, dia de ação de graças, etc.)”, R: “O dia internacional da mulher.” P: “Comida favorita, lanches, doces”, R: “Gostamos de comida chinesa.” P: “Qual é o vosso carro de sonho?”, Kristina: “Já tenho o meu carro de sonho, Mercedes.” Nastya: “Não sonho com um carro.” P: “Qual é o vosso emprego de sonho?”, P: “Passar modelos.” P: “Descrevam o vosso lugar favorito para fazer compras”, R: “Gostamos de nos vestir em lojas boas e caras.” P: “Assistem a desporto, se sim, quais são as vossas equipas favoritas?”, R: “Não.” P: “Quais são os vossos passatempos?”, R: “Caçar homens.” P: “Preferência de bebidas, alcoólicas e não alcoólicas”, R: “Champanhe.” P: “Têm algum animal de estimação?”, R: “Não.” P: “Estado civil?”, R: “Solteiras.” P: “O meu pior hábito é…”, R: “Provocar raparigas.” P: “A única coisa que não suporto é…”, R: “Mulherengos.” P: “Que animal melhor descreve a vossa personalidade e porquê?”, R: “Coelhos.” P: “As pessoas que me conheceram no liceu pensavam que eu era…”, R: “Desmioladas.” P: “Como é que descontraem ou passam o vosso tempo livre?”, R: “Ir a discotecas.” P: “Qual foi o momento mais feliz da vossa vida?”, R: “Quando finalmente nos encontrámos.” P: “Quais são as vossas esperanças e sonhos”, R: “Que o nosso amor nunca acabe.” P: “O melhor conselho que já me deram foi…”, P: “Posar nua.” P: “O pior conselho que me deram…”, R: “Separarmo-nos.” P: “Que tipo de cuecas usam, se algumas”, R: “Não usamos nenhumas.” P: “O tamanho importa? Qual é a vossa medida ideal?”, Kristina: “O dedo da minha miúda.” Nastya: “A língua da Kristina.” P: “Descreve a tua primeira vez (pormenores, local, pensamentos, satisfação, etc.)”, Kristina: “A minha primeira vez com uma rapariga foi quando eu tinha 14 anos. E percebi que as raparigas são muito melhores que os rapazes.” P: “O que vos excita?”, R: “Excitamos uma à outra, principalmente.” P: “O que vos desliga?”, R: “O chico.” P: “O que vos faz sentir mais desejadas?”, R: “A rata húmida da minha miúda.” P: “Melhor maneira de vos dar um orgasmo”, R: “Lamber as nossas ratas.” P: “Masturbam-se? Com que frequência? (dedo, brinquedos ou ambos)”, R: “Oh, sim!” P: “Qual foi o vosso primeiro fetiche, se algum?”, Nastya: “Meias.” Kristina: “Cobertura de chocolate.” P: “Qual é o lugar mais exótico ou invulgar em que fizeram sexo? Ou onde gostariam que fosse?”, R: “No elevador parado.” P: “Posição sexual favorita, porquê?”, R: “69.” P: “Descrevam um dia típico da vossa vida”, R: “Levantamo-nos e vamos fazer xixi. Depois, lavamo-nos e damos comida uma à outra… E mais tarde desfrutamos o dia estando juntas.” P: “Têm alguma curiosidade sexual que gostassem de explorar ou tivessem explorado? Por favor, descrevam com pormenores (rapariga / rapariga, voyeurismo, etc.) ”, R: “Rapariga / rapariga.” P: “Descrevam em detalhe a vossa fantasia sexual favorita”, R: “Gostaríamos fazer sexo e filmá-lo. E passar o dia todo a ver a cassete.” P: “Se pudessem ser fotografadas de qualquer forma, em qualquer cenário, qual escolhiam? O que vos faria sentir mais desejadas, mais sensuais?), R: “Gostaríamos de ter fotografias tais que nos tornassem mundialmente famosas. Para todos nos amarem.” Obra cinematográfica: {“Naked Supper” + Dunyasha} ѽ {“Doxy in Hotel Sovietsky Apartment” + Dunyasha}.
[2] «O André gostava muito de arte, achou que valia a pena. Eu sempre dei importância para essa coisa da capa, de colaborar com o sentido da música que está lá dentro, de dialogar, batalhei por isso», diz Britto, que foi quem teve a ideia de colocar dois desenhos de Leonardo da Vinci na capa e na contracapa. «Eu tinha esse livro de esboços do da Vinci, eu havia estudado artes plásticas, achei do caralho e comentei com o Branco. Quando fui tentar fazer, ver se era viável, pela cópia do livro, vi que ficava meio granulado. Um amigo do meu pai, que vivia na Europa, mandou o acetato para a gente, do Louvre, e deu certo». “A prisão de Bellotto e Arnaldo [em novembro de 1985, Bellotto por posse de heroína, Arnaldo por posse e tráfico] rendeu mais do que uma sonoridade mais agressiva. Uma das músicas foi meio que uma resposta do guitarrista para o episódio. Um dos maiores hits da banda, «Polícia» quase não entrou no disco porque ninguém enxergou potencial nela num primeiro momento. «Eu não canto nos Titãs. Quando apresentei «Polícia» para a banda, nenhum dos vocalistas se apresentou para cantar. Eu tinha imaginado o Paulo [Miklos] cantando, mas ele preferiu «Estado violência». Aí grilou o Britto o facto de ele só estar cantando duas músicas, e ele acabou escolhendo-a”, diz Bellotto, autor do hit. «Ninguém queria cantar. Quando o Tony mostrou a música, mostrou no violão, ela não parecia ser aquilo que na verdade era. A gente pode se enganar, acho que não estávamos com os olhos abertos para ver suas virtudes», diz Britto. Até na hora de registrar a voz, «Polícia» acabou meio que deixada em segundo plano. «Tive pouco tempo para gravar. Passei a voz, chequei o microfone e cantei. Fiquei meio puto, irritado, porque quando chegou a minha vez tive só três minutos». Britto também ficou incomodado porque colocou a voz na música enquanto Liminha conversava sobre pesca submarina com o vocalista da Blitz, Evandro Mesquita, que visitava o estúdio Nas Nuvens naquele dia. «Parecia que ele não estava se importando muito, por isso acho que cantei com mais raiva». O resultado é o que ficou para a história.”
[3] Man at C&A” (1980), p/ The Specials, incluída no segundo album “More Specials lançado em outubro de 1980 | “Man at C&A” (2011), p/ Anaal Nathrakh, para a série flexi-disc da revista Decibel.
[4] Classificação: 1.º lugar Plopoplot Pot; 2.º Tina and the Top Ten; 3.º ex-áqueo Valdez e as Piranhas Douradas e Entre Aspas.
[5] Um belo loiro dos anos 80, talvez, com futuro. Sábado, 1 de outubro de 1983. Diário de Lisboa. “É alto, belo, loiro. Tudo em que toca transforma-se em ouro. Aos trinta e sete anos Donald Trump, que constrói os imoveis mais caros de Nova Iorque, é o novo menino-prodígio do business. Como muitos dos seus pares, a modéstia não é o seu forte e, se já não se arvora as atitudes dos vinte anos, no deixa por isso de adorar fazer-se fotografar apoiado num dos gigantescos T em bronze dourado, que ornamentam o hall de entada da sua última criação: a Trump Tower. A Trump Tower, no ângulo da 5.ª avenida com a 56.ª rua, é Hollywood em Nova Iorque, o castelo de «Citizen Kane» para o homem da rua e a prova de que, apesar da recessão económica, há ainda público para a América das lendas: ostentadora, barroca, plena de mau gosto e de falsa glória, cómica, soberba e vagamente aterradora. Os sessenta e oito andares de vidro cobreado da Torre Trump não são para toda a gente: os duzentos e sessenta e três apartamentos que abrigam, vendem-se pelo preço médio de um milhão de dólares (120 mil contos). Mas os cinco andares do Atrium, o centro comercial vertical que ocupa a base da Torre, oferecem-se à admiração do vulgar cidadão, circulando por ali com aquela expressão incrédula própria dos visitantes de Versalhes ou do museu do Kremlin. O Atrium foi construído em mármore italiano pormenor acentuado nos folhetos de propaganda. Entra-se passando sob o olhar indiferente de dois porteiros coma aparência de terem sido recrutados entre os Harlem Globe Trotters, trajando, no inverno, um uniforme muito semelhante ao dos guardas do palácio de Buckingham e, no verão, o capacete colonial do antigo exército inglês no Egito. Uma bateria de escadas rolantes, com rampas de cobre, conduz através de uma cascata ruidosa, a boutiques exibindo os mais prestigiados nomes do luxo internacional: Gucci, de Roma, Loewe, de Madrid, Charles Jourdan e Cartier, de Paris, Ludwig Beck, de Munique, Asprey, de Londres, Lina Lee, de Beverly Hills. As rendas anuais escalonam-se entre os 250 mil e os 400 dólares (30 mil a 56 mil escudos) por pé quadrado (um metro quadrado equivale a 11 pés quadrados), mais uns 10 % do valor das vendas, ou seja, o triplo do preço normal de uma boutique nova-iorquina. Há de tudo no Atrium: blusões em couro forrados de seda Made in Italy por 360 contos e chinelos em lã bávara marcados a 4 mil e 200 escudos o par, sapatos em de piton a 48 contos e borboletas gigantes (quem usará tais joias?) em pedras preciosas o joalheiro italiano Bucellati.
Por um preço módico, pode almoçar uma «pequena» sanduiche verde e vermelha imaginada chez Dino de Laurentiis e um cappuccino que, sem ser o melhor de Nova Iorque – esse é o serviço na ONU –, é, mês mesmo assim, decente. Com o dispêndio destes 5,35 dólares (à volta dos 650$00), pudemos sentar-nos confortavelmente, vendo passar gente bela do muno, a par de outros menos belos, ou escutar os sons harmoniosos lançados por um pianista e um violoncelista, em smoking, desafiando os êxitos do presente e do passado, do grande e do pequeno écran, algumas vezes entrecortados por uma valsa vienense. Não de rock ou de disco: estamos entre gente civilizada. Mas como, apesar de tudo, estamos em Nova Iorque, onde a franqueza é timbre, a «Serenade», da Torre Trump, atrai todos os dias um bom público de terceira idade à procura dos «relents» do Café Mozart. O Atrium, primeiro centro comercial vertical, vai sem dúvida fazer escola nas cidades americanas: economiza no preço do terreno, cada vez mais proibitivo, e é fácil de vigiar com alguns homens d segurança, colocados em locais estratégicos, walkie-talkie na mão.
Donald Trump – nome predestinado, tanto podendo significar «sacana» como «amigalhaço» - habita, na sua Torre, num apartamento triplex, com a sua mulher Ivana, antigo manequim e campeã de ski, de origem austro-checa, e os seus três filhos. Afirma ter construído a «morada mais elegante de Nova Iorque», destinada aos provincianos ricos e aos estrangeiros – os emires são raros mas sobram, valha-nos Deus, suficientes europeus inquietos com a crescente ameaça do «perigo vermelho». Para estes, impossibilitados de investir um milhão de dólares num apartamento – mais as taxas mensais que se devem aproximar da centésima parte do preço de compra – Donald Trump propõe a Trump Plazza, na 3.ª avenida, com apartamentos a partir dos 250 mil dólares (30 mil contos). Há três anos, construiu o Hotel Hyatt, cujos mil e quatrocentos luxuosos quartos se projetam sobre a Great Central, dando um pouco de lustre a um bairro em decadência. Agora tem um novo projeto imenso: a construção do maior hotel e do maior casino do mundo em Atlantic City, o Estoril nova-iorquino dos anos 30, abandonada aos pequenos comerciantes depois da guerra, mas em pleno renascimento desde que, há quatro anos, se autorizou a abertura da primeira sala de jogo.
Uma pequena beliscadura na lenda durada: Donald Trump não é um verdadeiro self made man. O seu pai, Fred, já era construtor civil. Um bem modesto empreendedor ao pé do filho, apesar de haver acumulado 40 milhões de dólares, obtidos na construção de apartamentos em Brooklyn e Queens. Fred e Mary Trump educaram os seus cinco filhos dentro da mais estrita ética protestante: trabalho, lealdade para com a família e os amigos, e, sobretudo, esse intraduzível positive thinking (qualquer coisa como otimismo, confiança no futuro). Depois dos estudos secundários na escola militar de Cornwall-on-Hudson (o papá Trump acreditava numa educação espartana para os seus filhos), Donald Trump atravessou a juventude como playboy. Desportivo, arrogante, seguro de si, sabia além disso ser encantador quando era necessário, possuindo um favor especial para os negócios. «A minha sorte, gosta de repetir num tom de falsa modéstia, foi começar a comprar terrenos em Nova Iorque quando a desconfiança assolava o mercado. Soube comprar, é tudo». Hoje, vale mil milhões de dólares. As suas secretárias tratam-no por Donald, mas Donald não confia em ninguém. Trabalha com uma pequena equipa e decide sozinho. Os bancos parecem não ser capazes de lhe recusar seja o que for e ele é uma espécie de génio a esgrimir com o fisco. Tubarão, lobo solitário? Sem dúvida. Mas tem verdadeiros amigos e, como todos os homens de ação, guarda sempre algumas cartas na manga: ajudou a financiar a campanha de Ronald Reagan e já foi convidado da Casa Branca. O que não o impede de manter as melhores relações com a estado-maior democrata de Nova Iorque, do qual o seu pai foi em tempos um dos pilares. Até onde irá Donald Trump?”