Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

domingo, julho 30, 2017

Ou pagam o resgate ainda esta noite ou ele morre. Não digam nada à polícia para vosso bem. Voltaremos a ligar para dar mais instruções (tl;dr)

A atrapalhação diante da realidade, nunca atrapalhou políticos calçudos, nêsperas em pé muito faladoras, moinhos a braços com o espavento, centros de decisão nacional, rapadores do fundo ao tacho. Como demonstrou um pinto que pôs ovo, o doutor Passos Coelho: “Se não tomarmos as medidas que são necessárias, se não escolhermos o melhor caminho e que, se se tornar inevitável a ajuda externa, que ela será bem-vinda, e que não vale a pena diabolizar a possibilidade de acudirmos a quem nos possa ajudar se outros mecanismos falharem. E, portanto, a política do nada dizer às pessoas, de acenar ao país com cenários tremendistas, em que os mercados colapsam e a vida não é possível, é preciso que os portugueses saibam que esses cenários são completamente irrealistas, isso não significa que não devam ser evitados.” (outubro 2010). E confirmou um galo de crista laranja que canta de galo, o professor doutor Cavaco Silva: “Segundo o presidente Ramos Horta me explicou várias vezes, existe um fundo do petróleo, onde estão reservas para o futuro de Timor, relativamente às concessões que foram feitas, e estão a ser feitas muitas aplicações, por parte desse fundo, penso que muitos nos Estados Unidos. Não me choca que pudessem fazer aplicações na Europa e também aquisições na… em Portugal, isso não significa que Portugal esteja de mão estendida.” (novembro 2010).
1984. Agosto. “A partir de 9 de agosto o aborto será parcialmente legalizado em Portugal, nos termos da Lei 6/84 aprovada na Assembleia da República a 11 de fevereiro e hoje publicada no Diário da República. Este é o culminar de um longo processo de reivindicação iniciado logo após o 25 de abril de 1974, e que viria a ter em 1979, pela iniciativa de um governo presidido por Mota Pinto, a primeira tentativa para a legalização da interrupção voluntária da gravidez. Pelas 5 horas da madrugada do dia 12 de novembro, por votação nominal, 127 votos da AD e da ASDI venciam 105 deputados e recusavam aprovar o Projeto Lei de Legalização do Aborto apresentado pelo PCP. Apesar de, como anunciava o Expresso em 20 de fevereiro de 1982, 71 % dos inquiridos numa sondagem promovida por aquele semanário admitirem a legalização da interrupção voluntária da gravidez. Apesar de, à exceção de dois deputados médicos, Oliveira Dias, do CDS e presidente da AR, que anteriormente se tinha aconselhado com o cardeal patriarca sobre a admissão do projeto, e de Carlos Macedo, todos os outros clínicos com assento nas bancadas parlamentares terem votado a favor. (…). Com a nova Assembleia resultante das eleições de abril de 1983, o centro político mudava e depois de acalorados debates parlamentares e de pressões várias sobre os deputados, era aprovado a 14 de fevereiro de 1984 um projeto lei do PS. Dez dias depois, o presidente da República, a quem incumbia promulgar o diploma, solicitava ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva da constitucionalidade. A 19 de março, por 8 votos contra 5, o Tribunal Constitucional dava luz verde. A 12 de abril, numa atitude inesperada para a maioria dos observadores, o general Ramalho Eanes sugere aos partidos políticos um referendo sobre a matéria, o que, no entanto, foi recusado [1]. Enquanto isto, a hierarquia da igreja católica multiplicava os seus ataques, considerando o diploma «inócuo» e avolumando a expetativa em torno da decisão presidencial. Finalmente, a 23 de abril, o presidente da República, em discurso ao país, anuncia a sua decisão de promulgar a lei. (…). Portugal juntava-se, assim, à maioria dos países europeus, à exceção da Bélgica e da Irlanda, onde a prática do aborto é ainda totalmente penalizada. A interrupção voluntária da gravidez passa a ser despenalizada em quatro casos: quando constitua o único meio de remover o perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo, saúde física ou psíquica da mulher grávida, e seja realizado nas primeiras 12 semanas de gravidez. São também causas da exclusão de ilicitude, quando hajam motivos seguros para prever que o nascituro venha a sofrer, de forma incurável, de grave doença ou malformação, e seja realizado nas primeiras 16 semanas de gravidez, e quando haja sérios indícios de que a gravidez resultou da violação da mulher, e seja realizado nas primeiras 12 semanas de gravidez.”   
Quinta-feira, 9 de agosto “a Juventude Centrista anunciou que vai exigir a aprovação de uma lei que regulamente a objeção de consciência dos médicos e do pessoal de enfermagem. Esta posição da Juventude Centrista consta de um documento em que a JC diz que hoje passa a ser «uma data triste para a democracia portuguesa», acrescentado que não foram criadas «nem consta virem a sê-lo tão cedo, as infraestruturas hospitalares que permitam a aplicação da lei» [2]. Com a entrada hoje em vigor desta lei, despenalizando parcialmente o aborto em Portugal, culmina assim um longo processo de reivindicações iniciado após 25 de abril, mas com antecedentes. (…). Em 1967, Eduardo Correia apresenta a segunda proposta de despenalização do aborto terapêutico, também sem resultado. Em 1979, o mesmo jurista, Eduardo Correia, ministro de Mota Pinto, apresenta no Parlamento uma proposta de lei alterando o Código Penal e a despenalização do aborto. (…). Esta proposta não seria aceite, pois os deputados consideraram que o governo de Mota Pinto, já então demitido e em mera gestão, não tinha poderes para apresentar propostas de lei à Assembleia da República. No ano seguinte coube à UDP a tarefa de ser o primeiro partido a apresentar um projeto de lei despenalizando o aborto. Mas nunca chegou a agendá-lo, pelo que nunca foi discutido. (…). Foi preciso esperar por fevereiro de 1982 para desse entrada na Assembleia o segundo projeto lei, desta vez apresentado por Zita Seabra, do PCP. Desde então a despenalização da interrupção voluntária da gravidez foi sete vezes discutida no Parlamento, depois de ter sido o projeto comunista renovado na legislatura passada (rejeitado na anterior). Até que em janeiro deste ano deu entrada no hemiciclo o terceiro projeto da autoria do PS.” [3]
Terça-feira, 7 de agosto “a Ordem dos Médicos lembrou «a todos os colegas» que poderão invocar a objeção de consciência para não procederem a interrupções voluntárias de gravidez, nos termos da lei aprovada em Assembleia da República e que na próxima quinta-feira entra em vigor. Um comunicado subscrito por António Gentil Martins considera, ainda, que os serviços hospitalares não estão «minimamente preparados» para uma «apreciação técnica rigorosa quanto à verificação dos pressupostos ou requisitos legalmente tipificados» para a interrupção voluntária de gravidez. A falta de regulamentação, adianta a Ordem dos Médicos em comunicado, conduz à «inexequibilidade prática» da lei de exclusão de ilicitude em alguns casos de interrupção voluntária de gravidez. A Ordem dos Médicos lembra também «as graves implicações jurídicas que sobre eles recairão se procederem a qualquer interrupção voluntária de gravidez sem se encontrarem rigorosamente preenchidos e analisados os requisitos de que depende a sua ilicitude». (…). A Ordem dos Médicos considera, também, que «em circunstância alguma deverá o ato praticado ao abrigo da lei ser, direta ou indiretamente, remunerado ao médico».” [4]
Quarta-feira, 8 de agosto “uma enfermeira da maternidade do hospital Egas Moniz, em Lisboa, foi assassinada esta quarta-feira à tarde, em Monsanto, por um casal de afilhados de casamento que, após o crime consumado, tentaram obter do marido da vítima um resgate de três mil contos. O corpo de Maria do Carmo Henriques, de 57 anos, natural Angola, que residia em S. Domingos de Benfica, foi lançado, cerca das 22 horas de hoje, no rio Tejo, na zona do cais da Rocha Conde de Óbidos, envolto num cobertor e com um ferro à cintura. Os dois criminosos, Pedro Infante, estudante, e Gertrudes Infante, professora de matemática na escola secundária de Oeiras, ambos de 30 anos, foram detidos ao princípio da tarde de sábado respetivamente na rua 1.º de dezembro em plena baixa, após acidentada perseguição, e em S. Domingos de Benfica, nas imediações da casa da vítima, que residia com o marido, Dr. Manuel dos Santos Chumbo Henriques, cirurgião dentário. Pedro Infante e a mulher, casados há meses, foram esperar Maria do Carmo à porta do hospital Egas Moniz, na rua da Junqueira, e levaram-na de carro para Monsanto, onde o primeiro desfechou um tiro de pistola na cabeça daquela que, sendo sua prima, foi igualmente sua mãe, pois criara-o desde tenra idade. Depois aguardaram o anoitecer e dirigiram-se para o rio Tejo onde lançaram o corpo à água. Consumado o crime, Pedro e Gertrudes, contactaram o Dr. Manuel Henriques, dizendo ter raptado a sua mulher e exigindo-lhe um resgate de três mil contos. Como prova de que tinha Maria do Carmo em seu poder mandaram-lhe mais tarde a prótese do peito da malograda enfermeira, a qual tinha sofrido há meses amputação de um dos peitos.”  
Quinta-feira, 16 de agosto “Rui de Almeida, um nome que ultimamente começava a ter um certo peso nos meios financeiros da linha do Estoril como industrial em «franca expansão» foi detido pela PSP, e já entregue à Polícia Judiciária, acusado de ter sido o «cérebro» do rapto de um seu «amigo», João Manuel de Azevedo e Silva, a quem pretendia exigir um resgate de 30 mil contos. Nascido em Angola, e chegado a Portugal há cerca de dois anos, após ter fugido da África do Sul devido a problemas com uma firma de importação que geria com o seu pai, Rui de Almeida apareceu na noite passada em casa da vítima, dizendo à mulher deste que estava preocupado pois o seu marido faltara a um encontro que tinha marcado com ele. Momentos depois alguém telefonou e uma voz masculina anunciou do outro lado do fio: «Temos o seu marido como refém. Queremos 30 mil contos de resgate para o libertar». Face ao natural nervosismo da senhora, Rui de Almeida perguntou o que se passava e ao ser informado pediu para ser ele a falar com o porta-voz dos raptores, os quais lhe teriam dito: «Ou pagam o resgate ainda esta noite ou ele morre. Não digam nada à polícia para vosso bem. Voltaremos a ligar para dar mais instruções». Só que ao contrário do que Rui de Almeida pensava a senhora não tinha dinheiro em casa e os seus planos (ele era o cérebro» dos sequestradores) foram por água abaixo. O que se passou seguir, é uma história densa, com contornos ainda pouco definidos, mas o que se sabe de concreto é que o raptado foi libertado perto de Mira-Sintra e Rui de Almeida recolheu aos calabouços da Polícia Judiciária em Lisboa. Soube-se ainda que na luxuosa moradia pomposamente batizada de «Falcon Crest», que Rui de Almeida possuía em Cascais, foram encontrados e apreendidos um Mercedes 280-CE (apetrechado com garrafeira, ar condicionado, sistema automático para descapotável, rádio leitor de cassetes), um tambor de revólver, mais balas de calibre 38 perfuradas, e ainda três caixas de munições. Finalmente, no escritório da sapataria que Rui de Almeida comprara naquela vila foi finalmente encontrado um revólver de calibre 357 Magnum. Entretanto, a Policia Judiciária procura localizar os dois cúmplices de Rui de Almeida, identificados simplesmente por Ernesto e Mário.”
Sexta-feira, 17 de agosto “a partir das 22 horas, Stevie Wonder e os seus músicos encherão de som o estádio do Restelo, no concerto a que a crítica atribui desde já o título de «concerto do ano». Num palco especialmente construído para o efeito, e cuja construção ocupou durante uma semana técnicos franceses, Stevie Wonder apresentará o seu mais recente álbum que virá a ser editado entre nós no próximo ano. Prevendo uma grande afluência de público, a organização decidiu abrir as portas pelas 20 horas para que, bem instalados, sem empurrões e atropelos, os fãs do cantor negro da Motown e os curiosos possam assistir ao primeiro espetáculo de Stevie Wonder em Portugal.” Sábado, 18 de agosto “pouca gente no Restelo, bilhetes bem caros [venda antecipada, 1300$00, dia do espetáculo 1500$00], ventania a fazer voar placas de zinco instaladas para o espetáculo, concerto começado já depois das 22h30. A vinda de Stevie Wonder, monstro sagrado da música americana, a Lisboa, não terá sido um êxito espetacular, mas não por demérito do artista que continua em grande forma, e que o proveito justifica, no seu caso, a fama. O facto de a data escolhida para o seu concerto entre nós ter sido o meio de agosto, o preço das entradas e o desconforto do local – um estádio – visto não existir ainda uma grande sala de espetáculos apropriada a estras atuações, terá contribuído para a modéstia da «festa» anunciada para ontem à noite.” [5]
Sábado, 18 de agosto “na primeira bem-sucedida evasão dos calabouços anexos à sede da Polícia Judiciária, quatro reclusos alcançaram a liberdade esta madrugada cerca das 5 horas. Depois do corte das grades da sala onde se encontravam encarcerados, iludindo os guardas da PSP que exercem a vigilância no exterior e zonas vulneráveis do interior, os quatro detidos conseguiram alcançar a rua do lado da Escola de Medicina Veterinária e desaparecer. Só meia hora depois, quando a ronda dos guardas prisionais que se efetua de hora a hora voltou àquele setor, foi dado pela falta dos presos: António Domingos Raposo, de 31 anos, natural do Socorro-Lisboa; João Manuel Oliveira Inácio, de 23 anos, natural de S. Sebastião da Pedreira-Lisboa; Joaquim Miguel dos Prazeres Tavares da Silva, de 25 anos, de Oliveira de Azeméis e José Joaquim Ribeiro de Sousa Oliveira, de 37 anos, natura de Portuzelo-Oliveira de Azeméis. Os três primeiros têm antecedentes criminais como autores de furtos qualificados, designadamente por arrombamento em estabelecimentos comerciais e encontram-se a aguardar a conclusão da instrução processual respeitantes a novas infrações de que estão indiciados. O quarto fugitivo é coautor do assalto à mão armada cometido há dias conjuntamente com um cidadão espanhol de apelido Ruano, no Banco Pinto & Sotto Mayor de Cascais. Na oportunidade a sorte não estaria com eles e viriam a ser presos poucas horas depois na casa onde veraneavam em Almoçageme, concelho de Sintra. Os 2600 contos de valores, as pistolas Walther e Star, bem como a caçadeira de coronha e canos serrados foram-lhes apreendidos.”
Segunda-feira, 20 de agosto “um dos quatro reclusos que se evadiu, sábado, do edifício da Polícia Judiciária, em Lisboa, já se entregou às autoridades. Trata-se de Joaquim Miguel dos Prazeres Tavares da Silva, de 25 anos, acusado de diversos assaltos a estabelecimentos comerciais que, conjuntamente, com outros três reclusos fugira da área prisional da PJ, na Gomes Freire, depois de ter serrado as grades da cela. Tavares da Silva entregou-se no domingo de manhã ao piquete da Polícia Judiciária, ou seja, cerca de trinta horas depois da evasão.”
Sexta-feira, 31 de agosto “estreia simultânea, hoje, em três cinemas de Lisboa, [Alfa sala 1, Berna e Mundial], dois do Porto, e também em Coimbra, Setúbal, Évora e no Funchal: é o maior caça-níqueis cinematográficos do ano, estando a ultrapassar os recordes de bilheteira de «E.T.» e de «Guerra das estrelas». Trata-se de «Indiana Jones e o templo perdido», da dupla Steven Spielberg / George Lucas (respetivamente realizador e produtor). Inacreditável montagem de emoções, cocktail de bom humor e de violência que é incontestavelmente o herdeiro da mais eficaz tradição das narrativas de aventuras, o filme vai apaziguar a angústia de um punhado de exibidores que lutam contra o esvaziamento das salas. A bomba cinematográfica do ano (estreia simultaneamente em 1700 salas nos EUA, em 250 em França, etc…) acaba de explodir em Portugal: é «Indiana Jones e o templo perdido», de Steven Spielberg, que esta noite se estreia em Lisboa. Ele é melhor ou pior que o seu antecessor? Eis a questão que toda a gente discute. «O efeito de surpresa é menor agora», dizem uns. «Mas tem mais ação», dizem outros. Questões de pormenor. Nas salas ouvem-se «ohs» e «ahs», há quem ria com franqueza, quem se agarre à cadeira. Gags em cascata, cascatas em cascata, a aventura tem este mês um nome, Indiana, e um rosto: o de Harrison Ford. (…). Os números falam por si, embora, por si sós, eles não queiram, hoje, dizer grande coisa. Desde a sua estreia nos EUA «Indiana Jones» pulverizou todos os recordes de receitas conhecidos: 9,3 milhões de dólares no primeiro dia, 42.267.125 dólares sete dias depois (o recorde precedente era detido por «O regresso de Jedi», 41.131.759 dólares), treze milhões de espetadores, bichas durante três dias diante dos cinemas. A canção é conhecida: estreado em maio, 21, ele está neste momento no terceiro lugar absoluto depois de «E.T.» e de «A guerra das estrelas», com 150 milhões de dólares. (…). A este turbilhão de algarismos que faz tonturas, sem mesmo ter em conta o dos direitos anexos (merchandising), ainda mais importantes, podem juntar-se os dos décors de «Indiana Jones»: 250 técnicos, 9000 metros de cordas, 230 000 meros de madeiras, 250 toneladas de gesso, 30 toneladas de cimento, 500 blocos de poliestireno, mil grosas de metal expandido, 12 000 litros de tinta e de líquidos de polimento, tudo isto englobado num orçamento global de produção relativamente modesta (27 milhões de dólares, 4 milhões e 50 mil contos), imediatamente rentabilizado. Fiel à sua tradição de rapidez, Spielberg acabou as filmagens três dias antes da data prevista. Todo o êxito recai sobre a personagem, Indy para os íntimos, Dr. Jones para os inimigos, perfil para todos os públicos e herói em todas as categorias, ele consegue a unanimidade das gerações confundidas. É um Super-Homem sem poderes, um James Bond sem gadgets. Um Tintin sem Milou… Numa palavra: um homem, que diabo, um genuíno. A barba de três dias e o penteado sabiamente desfeito, macho irresistível e sedutor de grande coração, ele sabe, ainda por cima, reconhecer o bem e o mal e situar-se do bom lado das coisas. Ele suscita a identificação, com o seu ar valoroso e determinado, o olhar franco e o porte nobre, e o seu sorriso que basta para perturbar as senhoras. (…). Há no «Templo perdido» bons e maus, caricaturas diretamente saídas de uma banda desenhada cujos balões dizem «Waam!» e «Ouch!». Do lado dos maus há os adoradores de uma seita satânica que roubaram a pedra mágica e raptaram as crianças de uma aldeia indiana para as reduzir à escravatura. Do lado dos bons estão Indiana Jones e o seu chicote, secundados por Short Round, um miúdo de doze anos, desenrascado e combativo (Ke Huy Quan é excecional) e uma cantora de cabaret (Kate Capshaw, que não vale a Karen Allen dos «Salteadores»), uma chata de primeira cuja presença nos vale algumas cenas de sedução particularmente cómicas.” [6]
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[1] O primeiro referendo sobre o aborto, desta vez em geral e não para situações específicas, realizou-se em 1998. “Desde 1980 que se discutia no Parlamento a despenalização da interrupção voluntária de gravidez (IVG). Em 1995, com apenas 23 anos, Sérgio Sousa Pinto, então líder da JS, foi eleito deputado pelo PS e decidiu empunhar essa bandeira. Para surpresa sua, viu o caminho barrado por um líder socialista católico, Guterres, que congeminou com o então líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, um referendo no qual o «não» venceu (1998) *. Uma batalha que lhe deixou marcas para a vida e que só venceria em 2007, passam agora dez anos, no segundo referendo. (…). [Pergunta]: Há dez anos, a despenalização da IVG nasceu de um segundo referendo. Todo esse processo nascera dez anos antes da objeção à despenalização por via unicamente parlamentar, objeção que teve dois protagonistas, um hoje secretário-geral da ONU, António Guterres, e outro hoje Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Como é que nesse combate foi a sua relação com o PS, desde o primeiro chumbo no primeiro referendo à vitória no segundo? [Resposta]: «Foi uma relação penosa mas também exaltante. Exaltante porque foi inequívoco o apoio que o partido deu [à despenalização]. O partido era a favor. Não havia vozes significativas, que eu me lembre, contrárias. E foi penoso porque o secretário-geral do PS, e primeiro-ministro, António Guterres, era contra e contribuiu negativamente para o resultado desse referendo, que postergou inutilmente por dez anos o sofrimento das mulheres. Das mulheres e dos homens, mas sobretudo das mulheres». (…). [Pergunta]: Como deputado, protagonizou a defesa da despenalização do aborto ainda muito jovem. Percebeu que se calhar a política não era aquilo com que tinha sonhado? [Resposta]: «Lembro-me, no primeiro referendo da IVG, de estar em casa e ver a enorme mobilização não só dos partidos da direita como também de muitas instituições ligadas à Igreja e até de grandes instituições bancárias, ‘que financiaram o processo. A dada altura senti: ‘Isto é uma fixação minha, eu não tenho direito de arrastar o país para esta situação, não represento um ponto de vista suficientemente significativo.’ A posição débil e frouxa do PS deixou-me numa situação de isolamento tal que a certa altura já me perguntava: ‘Para que é que arrastei o país para isto?’ Vivi todo esse combate com grande dramatismo. O grau de violência e crispação foi suficientemente grande para eu ser obrigado, a conselho da polícia, a sair de minha casa e refugiar-me na casa de um amigo, Rocha Andrade [hoje secretário de Estado dos Assuntos Fiscais]».” no Diário de Notícias n.º 53 988.
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* Nesta campanha de 1998 participou a irmã Lúcia, dizia a santinha, rememorando o seu mariano tempo de mulheres de pernas fechadas: “Em 1917 nem sequer havia cá disso.”
[2] Passos Coelho, um político antirreformista, na última vez que vestiu o casaco de primeiro-ministro, também dificultou o aborto, em 2015. “Foi sob gritos de «vergonha» que o Parlamento fechou a legislatura. As alterações ao regime da interrupção voluntária da gravidez (IVG) foram o único assunto que aqueceu - na verdade, pôs a ferver - o plenário na maratona de quase cinco horas de votações. A direita aprovou a criação de taxas moderadoras para as mulheres que recorrem à IVG e a obrigatoriedade de frequentar consultas de aconselhamento psicológico e social, onde passam a ter de estar os médicos objetores de consciência - que até agora estavam afastados. A oposição gritou quanto pôde. (…). A oposição levantou mais a voz para dizer «vergonha» e alguns deputados do PSD e do CDS levantaram-se de dedo em riste, ralhando às bancadas da esquerda e pedindo a intervenção e Assunção Esteves. Mas a presidente limitou-se a pedir calma: «Fomos eleitos para sermos livres de seguirmos as nossas opiniões. Pedia serenidade, estamos em votações e temos casos sempre mais emocionais do que outros». (…). Numa intervenção aplaudida pelas bancadas do PS, PCP e BE e sob protestos do PSD e CDS, a socialista Isabel Moreira subiu à tribuna para chamar «medíocre» ao legislador, que está «imbuído de maldade pura» e a fazer «terrorismo psicológico sobre a mulher», e acusar a direita de fazer «tábua rasa da realidade ouvida» nas audições em comissão de assuntos constitucionais. (…). «Tenho pena que a última sessão desta legislatura seja usada para espezinhar as mulheres portuguesas», defendeu Heloísa Apolónia, de Os Verdes enquanto as bancadas do PSD e do CDS batiam com os pés - Assunção Esteves nada fez. (…). A direita optou pelo tom professoral. Teresa Anjinho (CDS) defendeu que as alterações à IVG não são sobre a matéria sujeita a referendo, mas sobre taxas moderadoras, objeção de consciência e acompanhamento - que a esquerda também aprovou há alguns anos, lembrou. «Não vale a pena gritar, não vale a pena exagerar e não vale a pena desinformar», provocou a deputada. «Limita-se a proteger a equidade no SNS e a dar mais apoio às mulheres que recorrem à IVG». A «melhoria das condições em que a mulher irá tomar uma decisão tão difícil na sua vida», foi o argumento também explorado por Carlos Abreu Amorim.” no jornal Público n.º 9230.
[3] Cavaco Silva, na sua obra “Quinta-feira e outros dias”, avalia um socialista. «Nas relações com a presidência da República, o ministro Santos Silva revelou, de facto, uma atitude inteiramente correta», escreve Cavaco Silva sobre o homem que está hoje à frente dos Negócios Estrangeiros. No entanto, há uma revelação de Cavaco Silva que pode surpreender os seguidores da carreira política de Santos Silva. (…). Cavaco conta que José Sócrates o descrevia como «um dos ministros mais conservadores do governo, profundamente católico, contra o aborto, mas sempre solidário com o governo».” no jornal Sol n.º 547.
[4] “A 11 de fevereiro de 2007, os portugueses votaram a despenalização do aborto no segundo referendo da história do país. Desde então, foram feitos 160 mil abortos legais por opção da mulher. Mas continua a haver casos na Justiça. Passam-se este sábado [11 de fevereiro de 2017] dez anos do referendo que deu a vitória ao sim pela despenalização do aborto por opção da mulher. A abstenção elevada, de 54,4 %, obrigou o Parlamento a votar a lei que viria a permitir a interrupção da gravidez até às dez semanas de gestação. Desde então, foram feitos 160 mil abortos «legais» nestas condições e o número até tem estado a baixar. Em 2015, último ano com dados disponíveis, registaram-se 15 873 interrupções da gravidez até às dez semanas, uma diminuição de 1,9 % face ao ano anterior. Foi em 2011 que se registou o recorde: 19 921 abortos por opção da mulher nos hospitais públicos e clínicas privadas do país. Antes da despenalização, as estimativas da Organização Mundial da Saúde apontavam para 20 mil abortos clandestinos todos os anos. A lei, que a partir de 1984 permitia o aborto apenas quando havia risco de vida para a mãe, malformações do feto ou violação, determinava prisão até três anos. Dados fornecidos ao SOL pelo ministério da Justiça revelam que, entre 1997 e 2006, foram registados 312 crimes e 33 condenações por aborto ilegal. O caso mais mediático aconteceu na Maia, em 2001, quando uma enfermeira foi condenada por mais de cem abortos ilegais. Das 17 mulheres levadas a julgamento, apenas duas - as únicas que falaram em tribunal - foram condenadas.” no jornal Sol n.º 546.
[5] A sua cantigueta delicodoce, “I Just Called To Say I Love You”, foi o single mais vendido em Portugal em 1984. Marco Paulo cantou a versão macha: “Só falei para te dizer que te amo”.
[6] «Se não tivesse sido realizador de cinema, tinha sido compositor ou fabricante de brinquedos», afirmou Steven Spielberg em conferência de imprensa realizada em Londres, a propósito da estreia europeia de «Indiana Jones e o templo perdido». Steven Spielberg qualificou este seu trabalho afirmando que «quando um espetador sai da sala eu sei que fui longe de mais e com Indiana Jones eu sei que isso não acontece. Este filme é uma fantasia, uma brincadeira com imaginação». Ao comentar o facto de muita gente o considerar o filho espiritual de Walt Disney, o realizador considerou que isso «é um grande cumprimento, mas outros realizadores como Francis Ford Coppola e George Lucas também o são, sobretudo pelo amor que têm pelas grandes audiências e pelas crianças». Spielberg revelou estar inscrito no programa espacial da NASA para ser um dos civis a poder participar no voo do space shuttle. Quanto à comercialização que é feita à volta os seus filmes, Spielberg respondeu que «fazer filmes é uma atividade comercial e como tal a indústria do cinema tem de sobreviver». A este propósito acrescentou que «é muito importante que sejam as pessoas que fazem o filme a controlarem a mercadoria do que permitir a pirataria que depressa se institucionaliza». Spielberg afirma que costumam dizer-lhe que nunca cresceu e que muitas vezes, na sua vida particular, continua a não conseguir comportar-se como um homem. «Até há três anos eu era incapaz de assumir esse facto que me dava uma situação social diferente daquela que eu gostaria de ter», afirmou Steven Spielberg.”

na sala de cinema

Galaxina” (1980), real. William Sachs, c/ Stephen Macht, Avery Schreiber, J. D. Hinton, Dorothy Stratten … sob título local “Galaxina, a mulher do ano 3000” estreado sexta-feira, 29 de outubro de 1982 no Roxy. “O ano é 3008. As viagens espaciais são agora rotineiras. À medida que novas galáxias foram exploradas e novas civilizações descobertas, o tráfego espacial aumentou. A Federação Intergaláctica Unida foi instada a criar uma força policial e em breve uma frota de naves estava a patrulhar os confins dos sistemas solares conhecidos. Esta á a história de uma dessas naves, o cruzador da polícia, número 308, o Infinity. É também a história da tripulação e do robot da nave. Ela não era um robot vulgar, porque, finalmente, o homem do século XXXI criara uma máquina com sentimentos e o seu nome é… Galaxina.” [1] Factos: “a atriz principal, Dorothy Stratten, foi assassinada pelo marido, de quem estava separada, antes da estreia do filme, causando um ligeiro aumento no número de espetadores.” “Os efeitos sonoros dos lasers foram sacados da série «Battlestar Galactica» (1978-79).” “Muitos dos efeitos sonoros das portas a bordo da nave foram retirados da série «Star Trek» (1966-69).” “Segundo Rhonda Shear, uma das protagonistas, não há nudez em nenhuma versão deste filme, pois nem ela nem a atriz / modelo da Playboy, Dorothy Stratten, concordariam com isso.” “Segundo filme consecutivo escrito e realizado por William Sachs que apresenta uma «Playmate do Ano» no papel principal. Dorothy Stratten foi «Playmate do Ano» em 1980, enquanto a atriz Cynthia Wood foi-o em 1974, antes de aparecer no filme anterior de Sachs, «Van Nuys Blvd.» (1979), (sob o título local «Febre de viver» estreado sexta-feira, 27 de junho de 1980 nos cinemas Berna e Éden, em Lisboa e no Coliseu, no Porto). Nos comentários no DVD do filme, Sachs afirma que não foi intencional: as duas simplesmente responderam a audições que pediam atrizes com muito boa aparência.” “Cherry 2000” (1987), real. Steve De Jarnatt, c/ Melanie Griffith, David Andrews, Pamela Gidley … sob o título local “Cherry 2000 - A boneca mecânica” estreado sexta-feira, 26 de fevereiro de 1988 no Condes, Hollywood sala 1 e Las Vegas sala 1. “No ano 2017, os Estados Unidos estão fragmentados em pós-apocalípticas terras de ninguém e circunscritas áreas civilizadas. Um dos efeitos da crise económica é o declínio da produção e grande incremento na reciclagem de envelhecido equipamento mecânico do século XX. A sociedade tornou-se cada vez mais burocrática e altamente sexualizada, com a diminuição do número de encontros sexuais, que requerem minuciosos contratos redigidos por advogados antes do ato sexual. Ao mesmo tempo, a tecnologia robótica fez enormes progressos e androides femininos (ou ginoides, do grego gynē = mulher) são usados como substitutos das esposas [2]. O empresário Sam Treadwell possui uma ginoide modelo Cherry 2000 chamado… Cherry. Após a Cherry sofrer um curto-circuito durante o sexo na banheira, o técnico informa-o que ela está torrada, não tem conserto, e que as Cherry 2000 eram produzidas numa fábrica falida na Zona 7, uma área particularmente perigosa e sem lei. Recuperado o disco da memória da Cherry, Sam precisa do corpo e contrata Edith ‘E’ Johnson, uma guia durona, para levá-lo até à fábrica.” [3] Factos: “numa entrevista realizada no plateau e publicada na Starlog 109 (agosto 1986), Melanie Griffith revela que estava grávida do seu primeiro filho quando fez a audição para este filme. Foi contratada com uma cláusula estipulando, se ela não tivesse o bebé até 9 de setembro, o seu papel seria atribuído a outra. O seu filho Alexander (com o marido de então, Steven Bauer) nasceu a 22 de agosto de 1985, e Griffith começou a filmar três semanas depois, levando, todos os dias, a criança para o plateau para lhe dar de mamar.” “Cyborg” (1989), real. Albert Pyun, c/ Jean-Claude Van Damme, Deborah Richter, Vincent Klyn … estreado sexta-feira, 10 de novembro de 1989 no King Triplex sala 3 e no Odéon. Diálogos: Fender Tremelo (Vincent Klyn): “Primeiro houve o colapso da civilização. Anarquia, genocídio, inanição. Depois, quando parecia que aquilo não podia piorar, surgiu a praga, a morte viva, que rapidamente tomou conta de todo o planeta. E depois ouvimos o rumor que os últimos cientistas estavam a trabalhar numa cura que acabaria com a praga e restaurar o mundo. Restaurá-lo? Porquê? Gosto dos mortos. Gosto da miséria! Gosto deste medo!” – Nova Iorque, no futuro – Marshall Strat (Alex Daniels): “Anda, Pearl, o caminho está livre, despistámos o Fender e os piratas dele. Vamos conseguir chegar ao distrito de Prox e contratar um slinger (um mercenário). Continua Pearl, vou tentar aguentá-los, encontra um slinger que te ajude.” – Fender: “Apanhem-na!” Strat: “Deixem-na ir.” Fender: “Para Atlanta?” Strat: “Para curar a praga com as informações que ela transporta.” Fender: “Eu quero isso.” Strat: “Queres a cura?” Fender: “Quero ser um Deus!” Strat: “Mas é possível acabar com a miséria.” Fender: “Eu gosto da miséria.” Strat: “O mundo podia mudar.” Fender: “Gosto deste mundo.” Strat: “Vai para o inferno.” Fender: “Já lá estive.” (Fender degola-o. Por razões de classificação etária, a cena foi cortada. Os olhos do espetador vê apenas Fender limpar a faca na manga do casaco de um seu acólito). – Pearl Prophet (Dayle Haddon): “Obrigada. Espera! Quem és tu? Por que razão me ajudaste?” Gibson Rickenbacker (Jean-Claude Van Damme): “Pensei que eras outra pessoa.” Pearl: “Posso confiar em ti?” Gibson: “Para quê?” Pearl: “Para me levares de volta a Atlanta. Está lá um grupo de médicos, os que restam, têm estado a trabalhar numa cura para a praga. Precisam da informação que possuo. Juro que é verdade. Sou um ciborgue. Criaram-se para recuperar dados do sistema informático desta cidade.” – Fender: “Aquele slinger já não te pode ajudar. Eu levo-te a Atlanta e tu dás-me a cura. Se não deres, dar-te-ei um espetáculo de terror.” (Tem a cabeça decepada de Strat). – Mary (Terrie Batson): “Digam o último adeus ao papá e vamos embora.” Gibson: “Estou a perder dinheiro, vamos.” Mary: “Não sei se confio em ti. Não sei se há diferença entre os slingers e os piratas que mataram o seu pai, mas parece que não tenho escolha. Foste o único que aceitou o serviço. Tira-nos desta cidade.” Gibson: “É isso que faço, tiro pessoas da cidade, vamos.” – Nady Simmons (Deborah Richter): “Então vais atrás da mulher que tem a cura? Para a salvar dos piratas? Gostava de ajudar-te, a minha família morreu com a praga, tal como quase toda a gente que conhecia. Quando ouvi os piratas falar daquela mulher, sabia que tinha de fazer algo para ajudar.” – Nady: “Diz-me uma coisa. Tentei matar-te. Porque ficaste comigo enquanto estava desmaiada? Não faz o estilo dum duro como tu.” Gibson: “Foi por ter tido pena de ti.” Nady: “O homem tem coração.” – Mase, dono do saloon, (Jophery C. Brown): “O Fender vai pelo canal junto à costa até Charleston, parou ontem em Hatteras para arranjar lenha, deitou fogo a uma povoação lá.” Gibson: “Vou chegar até ele onde o mar se cruza com a estrada para Atlanta.” Mase: “É costume as pessoas quererem sair do caminho do Fender, Gibs. Não ir atrás dele para o matar. Ouvi dizer que tinhas desistido, que tinhas encontrado paz no campo.” – Gibson: “Fui um idiota, Mase, comecei a acreditar no sonho.” Mase: “Todos têm de sonhar, Gibs, ter alguma esperança. Olha aqui para o velho Mase, tenho o meu bar, a minha família, não valeu a pena ter esperança? Quando matares alguém, vê se é pelo motivo certo. E se matares o Fender? O que acontece? Como será o resto da tua vida?” – Nady: “Estás louco? Esta é a Wasteland. Não podemos ir por aqui.” Gibson: “O Fender tem um barco. Nós vamos a pé. Queres a cura. Eu quero o Fender.” – Nady: “Uma pessoa habitua-se a isso?” Gibson: “A quê?” Nady: “A matar.” Gibson: “Não fui eu quem criou este mundo.” Nady: “Pois, apenas vives nele.” [4] – Gibson: “O barco do Fender vai passar por aqui.” Nady: “Ótimo, nesse caso, vamos parar.” (Nady despe-se para mergulhar no mar, Gibson, como herói sadio, desvia o olhar para não invadir a intimidade da rapariga, no final, não resiste espreitar o melífero corpo de Nady). – Nady: “Não vais estar cá de manhã, quando eu acordar, pois não?” (Baixa o cobertor mostrando a teta esquerda, a direita fica encoberta pelo braço, Gibson, firme no heroísmo, não avilta esta prostração estrogénica, repõe-lhe o cobertor nos ombros). – Haley (Kristina Sebastian): “Disse à minha mãe que os slingers matam piratas. Eu vou ser uma slinger, um dia.” Mary: “Não, não vais.” Gibson: “Vais ser melhor, Haley.” – Pearl: “Sim, consegui, graças a este homem. Fica connosco, Gibson.” Gibson: “Precisam de nós lá fora, vamos.” Pearl: “É estranho, mas sinto que é ele a verdadeira cura para este mundo.” Factos: “Jean-Claude Van Damme feriu acidentalmente Jackson ‘Rock’ Pinckney no olho esquerdo, quando lutavam com espadas, no final do filme, causando-lhe perda permanente da visão nesse olho. Ele processou Van Damme, por fim, foi confirmada a sentença de 487 000 dólares de indemnização por um tribunal de recurso da Carolina do Norte em 1994.” “Este foi o último lançamento oficial da Cannon Films antes de abrir falência em 1987.” “Os nomes Gibson Rickenbacker, Nady Simmons, Fender Tremolo, Marshall Strat e Pearl Prophet são, ou nomes de instrumentos musicais ou de fabricantes.” “A arma usada por Gibson é uma pistola de paintball, Tippmann SMG-60. Isto é importante na cena da fábrica abandonada. Gibson esconde-se atrás de um contentor e desenrosca uma botija de Co2 20g, depois, insere outra simulando o carregamento da arma.” “Cyborg 2: Glass Shadow” (1993), real. Michael Schroeder, c/ Elias Koteas, Angelina Jolie, Jack Palance, Renee Allman (como Renee Griffin) … “É uma sequela independente do filme anterior, «Cyborg» de 1989, embora imagens deste apareçam no genérico e na sequência do condicionamento de Casella. É também o filme de estreia de Angelina Jolie como protagonista (ela já tinha entrado, em criança, aos 5 anos, no filme “Lookin’ to Get Out”, rodado em 1980 e estreado em 1982) [5]. No ano 2074, o planeta Terra está sequestrado por uma ignífera guerra empresarial. A Kobayashi Electronics (Japão) e a Pinwheel Robotics (EUA) lutam para controlar o software de programação e fabricação de ciborgues. Os ciborgues têm substituído os humanos em todas as áreas, desde os soldados no terreno às prostitutas no bordel. Biliões de dólares estão em jogo e, como de costume, o amor pelo dinheiro prova ser a raiz de todo o mal. Casella ‘Cash’ Reese (Jolie) é uma Unidade de Contraespionagem Empresarial, um ciborgue desenvolvido para terrorismo industrial e assassinato. Ela está cheia de um explosivo líquido chamado «Glass Shadow». A Pinwheel planeia eliminar todo o conselho de administração da Kobayashi, usando Casella como bombista suicida, para precipitar uma aquisição hostil da empresa, e obter o monopólio do mercado dos ciborgues. «Dentro de dois anos dirão: se Deus não te criou, criou-te a Pinwheel». Ela está programada para imitar sentimentos e emoções humanas, tais como amor, ódio, ansiedade, raiva, sexualidade e, mais importante, medo. Orientados por Mercy (Palance), «uma má ideia à solta», um ciborgue renegado que comunica através dos monitores, ela e o seu treinador de combate, Colton Ricks (Koteas), escapam das instalações da Pinwheel, para evitar a destruição de Cash.” “Cyborg 3: The Recycler” (1994), real. Michael Schroeder, c/ Zach Galligan, Khrystyne Haje, Richard Lynch, Debra K. Beatty … continuação de «Cyborg 2» com Khrystyne Haje substituindo Angelina Jolie. “A idade de ouro terminara, e terminou mal. A humanidade e os ciborgues deixaram de ser parceiros. Durante 200 anos construíram-nos para sermos seus amigos, cumprir as suas ordens, lutar as suas guerras, cozinhar a sua comida e partilhar as suas camas. Mas a última das grandes empresas morreu e desapareceu. E com o seu desaparecimento começou os tempos negros, onde os humanos nos caçam pelas nossas peças, os nossos circuitos e as nossas almas. E ninguém estava a salvo. Cash (Haje), um ciborgue feminino, sabe através do Dra. Edford (Margaret Avery) que, de alguma maneira, está grávida. «Livre-se dele. Está a consumir a minha energia, sinto-o. Remova-o!» Dra.: «Não sei como. Nem sequer sei como começar. Poderia matar-te». Cash: «Se não o fizer. Ele mata-me». Ela procura Evans (Galligan), «nos bastidores, na orla da criação», «uma espécie de programador visionário, um génio da idade de ouro», para abortar. Evans recusa. «Já não és mais apenas um ciborgue, não, és uma criadora». Aproveitando a desatenção de Evans, Cash inicia o programa de aborto, que ele interrompe. Perseguidos pelo reciclador (Lynch), os dois partem para Cytown. «O único sítio onde vocês os dois estarão seguros». Cash: «Pensava que era só um mito». Evans: «Não, apenas um segredo bem guardado».” [6]
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[1] No cinema, um dos primeiros e mais irrevogáveis Maschinenmensch, foi o robot Maria no filme “Metropolis (1927), real. Fritz Lang, c/ Brigitte Helm, Alfred Abel, Gustav Fröhlich … estreado sábado, 7 de abril de 1928 no São Luiz Cine. Fabricada como um duplo da operária ativista Maria, não para gozo individual, como as ginoides modernas, mas para manipular as massas. “No final do filme, depois de a ginoide Maria ter incitado os trabalhadores a revoltarem-se e destruir as máquinas, que causa a inundação do subterrâneo da cidade, eles pensam que os seus filhos morreram afogados. Capturam a ginoide Maria e queimam-na na fogueira, embora ela reverta à forma de robot mecânico antes da sua destruição.” *
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* Robots anteriores a “Metropolis”: “L'Ève future” (1896), o livro de Auguste Villiers de l'Isle-Adam, que popularizou o termo androide na língua inglesa, terá sido adaptado ao cinema em França, convertendo-se no primeiro filme com um robot (a ter existido). “Este primevo filme baseou-se no livro publicado em 1886, um clássico da ficção científica, de Auguste Villiers de l'Isle-Adam. Contava a história de um alquimista brilhante (moldado em Thomas Edison) que criou um robot imitando a amada noiva do seu amigo britânico, lorde Ewald – uma cantora chamada Alicia Clary. O androide (andreide), Hadaly, era indistinguível de Alicia. Possuía um aparelho fonográfico para reproduzir realisticamente a voz de Alicia, e era sobrenaturalmente dotado do espírito de Sowana, o místico assistente de Edison.” Gugusse et l'Automate” (1897), real. Georges Méliès Coppelia: la poupée animée” (1900), real. Georges Méliès L'omnibus des toqués blancs et noirs” (1901), real. Georges Méliès The Mechanical Doll” (1901), prod. Edison Manufacturing Company Clown and Automaton” (1903), prod. Selig Polyscope Company The Mechanical Statue and the Ingenious Servant” (1907), real. J. Stuart Blackton An Animated Doll” (1908), prod. Essanay Film Manufacturing Company The Doll Maker's Daughter” (1908), prod. Centaur Film Company The Fairylogue and Radio-Plays” (1908), real. Francis Boggs e Otis Turner The Rubber Man” (1909), prod. Lubin Manufacturing Company L'automate du Dr. Smith” (1910), prod. Pathé Frères The Electric Servant” (1909), real. Walter R. Booth The Electrical Vitalizer” (1910), real. Walter R. Booth e Theo Frenkel The Mechanical Mary Anne” (1910), real. Lewin Fitzhamon The Wonderful Wizard of Oz” (1910), real. Otis Turner The Automatic Motorist” (1911), real. Walter R. Booth The Inventor's Secret” (1911), real. Mack Sennett The Electric Leg” (1912), real. Percy Stow La Maison du mystère” (1912), real. Alexandre Volkoff, prod. Pathé Frères “Sammy's Automaton” (1914), prod. Charles Urban Trading Company Die grosse Wette” (1915), real. Harry Piel The Mechanical Man” (1915), real. Allen Curtis Hoffmanns Erzählungen” (1916), real. Richard Oswald Homunculus” (1916), real. Otto Rippert A Clever Dummy” (1917), real. Ferris Hartman, Robert P. Kerr, Herman C. Raymaker e Mack Sennett The Master Mystery” (1919), real. Harry Grossman e Burton L. King R.U.R. (Rossum's Universal Robots)” (1921), escrito Karel Čapek Hoffmanns Erzählungen” (1923), real. Max Neufeld Aelita: Queen of Mars” (1924), real. Yakov Protazanov.
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Outros robots honrosos. “Dr. Goldfoot and the Bikini Machine” (1965), real. Norman Taurog, c/ Vincent Price, Frankie Avalon, Dwayne Hickman … sob o título local “001/4 e os bikinis de ouro” estreado quarta-feira, 10 de maio de 1967 no cinema Rex. Este filme apresenta uma aplicação moderna da máquina, satisfazer os humanos, neste caso ginoides para seduzir e roubar dinheiro. Outro filme mostra uma visão das relações humanas consentânea com o rumo tecnológico / sociológico atual, em que a vivência de experiências substitui a posse de objetos materiais, competindo com o mercado de ginoides. “I.K.U.” (2000), real. Shu Lea Cheang, c/ Ayumi Tokitō, Maria Yumeno, Aja, Akira, Miho Ariga … (“iku”, em japonês, ter um orgasmo, vir-se). “No início do século XXI, a Genom Corporation avançou a revolução sexual para a fase GEN-XXX – um ser virtualmente idêntico ao ser humano – conhecido como I.K.U. Coder. Os I.K.U. Coders GEN-XXX eram superiores no seu disco rígido físico e, pelo menos, idênticos em insaciabilidade, aos programadores que os criaram. Os I.K.U. Coders eram usados na vida noturna como caçadores de informação, na exploração orgástica e sexualização de outros casais. Após uma jornada interrupta de sexo por uma equipa I.K.U. Coder GEN-XXX na vida noturna, os Coders eram declarados cheios de dados prontos para recuperação. Coletores especiais de informação – I.K.U. Runner Units – tinham ordem para foder para recuperar, ao serem detetados, quaisquer I.K.U. Coders cheios. Isto não era chamado amor. Isto era chamado sexo.” “Este filme decorre em ou perto do ano 2030. A multinacional Genom Corporation está a desenvolver um produto chamado I.K.U. Chip, que é ligado num dispositivo portátil permitindo aos consumidores descarregar e experienciar orgasmos de um servidor I.K.U. sem necessidade de contacto físico. A corporação envia o seu trasmorfo cibernético, Reiko, conhecida como I.K.U. Coder ou replicante, para recolher informação relacionada com o orgasmo, provendo a várias orientações sexuais. Para recolher informação, Reiko transforma-se numa aparência agradável ao individuo ou ao casal, envolve o(s) alvo(s) em relações sexuais e transforma a sua mão direita e antebraço num pénis que é inserido na vagina ou ânus do recipiente durante o clímax.”
[2] João Peste: “Pensou-se que a melhor maneira de simular uma androide, talvez fosse um travesti mais do que uma mulher a sério, daí a ideia de colocar um travesti desde, dos que nós vimos e achámos que poderiam satisfazer os requisitos para participar num concerto dos Pop Dell’Arte era a Salomé, sem dúvida, a mais indicada, pronto, vista de perto, visto de perto um travesti é uma mulher e ao mesmo tempo não é uma mulher, daí tem aquela, fica aquela dúvida que, no caso do androide, também ficará. Uma androide também não é uma mulher, pronto, aí que achámos, já que era impossível ter uma androide no palco, a melhor aproximação à androide seria talvez o travesti”, sobre o concerto no Pavilhão Carlos Lopes em maio de 1991.  
[3] Os androides libertarão as mulheres das funções animais – arfar, gemer, gritar Ó meu Deus não pares – permitindo-lhes as funções elevadas da cultura, de gestão, administração, leadership. “Pleasure Maze” (1986), real. Duck Dumont, c/ Stacy Donovan, Joanna Storm, Amber Lynn … “No futuro, a profissão mais antiga do mundo é exercida por prostitutas androides. São chamadas nightdroids. O principal produtor de nightdroids completou a «Delta», um modelo de luxo topo de gama, agora pronta para os testes. As nightdroids são testadas no «Labirinto do Prazer», por vezes chamado «Labirinto da Diversão». Nenhuma nightdroid chegou ao fim. Esta é a história de uma que chega.”
[4] Pra futuro, a tecnologia confortará corpo e alma, adulçorando o ofício dos ossos, a carne dura, daquele, conduzindo para o mundo imaterial esta, pós-morte material. Cyberella: Forbidden Passions” (1996), real. Jackie Garth, c/ Debra K. Beatty, Marshall Hilliard, Rebecca Taylor … Mara esmera-se na preparação de um jantar romântico, vinho, velas, lingerie… 20h25, 21h35… adormece, o seu homem, Stephen Clarke, esquecera-se que era o aniversário deles. «Encontrámo-nos há um ano neste dia». «Não faz mal, estás aqui agora». Ele emborca o jantar como um javardo privado de papilas gustativas. O corpo reconfortado pelo sexo, Mara dorme com um sorriso nos lábios, Stephen esgueira-se sorrateiramente. «Mas por que te vais embora? Dormes sempre aqui». «Começo muito cedo, amanhã de manhã». «Amanhã? É domingo». Ele confessa que foi transferido para Silicon Valley. «Não passas de um grande sacana. Desaparece! Desaparece daqui!» Chorosa, Mara entra no Dreamworks, programa virtual 3D que desenhou, indo deitar-se nua na areia calmante. No quarto, uma das velas do ambiente romântico da noite anterior, aquela sob a qual Stephen colocara o CD do programa, tomba, provocando um incêndio e a morte de Mara. O seu espírito desperta na realidade virtual. «Meu Deus, nunca escrevi isto. Não é o meu programa». Jana: «Você, como todos os humanos, vieram à Terra para aprender uma lição. Infelizmente não teve tempo de aprender a sua. Isso sucede frequentemente, mas são poucos os que têm uma segunda oportunidade». «Recorda-se do objetivo do seu programa? Quatro hipóteses para resolver o enigma». Mara: «Sim, quatro hipóteses para resolver o enigma para passar a um outro mundo, se não conseguirmos devemos recomeçar». Jana: «Exatamente, essas quatro hipóteses, têm-nas para aprender a sua lição». Pelo caminho, ela descobre que Stephen abusara do seu corpo e do seu intelecto, roubando-lhe o Dreamworks.
[5] Angelina Jolie explodiu artisticamente no filme “Original Sin (2001), real. Michael Cristofer, c/ Antonio Banderas, Thomas Jane, Jack Thompson…
[6] Com as ginoides, risca-se da vida sexual do homem a contenção, a frustração, a insatisfação, as revistas eróticas na casa de banho. Os robots humanizarão o sexo, a cada ato, o êxtase. “Becoming A FemBot” – c/ Jayden Jaymes e Eric Masterson no filme “Bubble Butt Cuties” (2009) – recriado e editado por Lilac Wren. “Travis e Vincent trabalharam durante meses para alcançar o objetivo das suas vidas de criarem a forma sintética humanoide perfeita. Mas, independentemente de quão realista fosse o corpo feminino artificial, nunca conseguiam que se movesse ou agisse mais do que conforme comportamentos robóticos básicos. A anatomia era uma coisa, mas revelou-se que a inteligência artificial que precisava de imitar o comportamento de uma mulher verdadeira, era muito mais complexa do que aquilo que eles conseguiam desenvolver. Por fim, Travis sugeriu a possibilidade de implantar o cérebro de uma pessoa viva no corpo do androide. A sua ideia era que qualquer uma serviria. Eles apenas precisavam do intrincado poder computacional que só o cérebro humano podia fornecer. A partir daí, programá-lo-iam como lhes apetecesse. Vincent disse-lhe que ele era doido. Como esperava Travis arranjar uma mulher que concordasse com isso? Então, a última coisa que Vincent ouviu antes de Travis lhe limpar o sarampo foi este dizer: «Quem disse que precisamos do cérebro de uma mulher?».
The Interview” c/ ReporterBot, Ashley 3000, SadieBot e CleoBot Fembot Rivalry” c/ SadieBot e Ashley 3000 Masturbation Programing” c/ Dra. Fires e Ashley 3000 The Breakout - Phase One” c/ Violet Alpha Replicant The Breakout - Phase Two” c/ Ashley 3000 Cabaret Repair” c/ Dra. Fires e TrixieBot Brave New World Part 1” c/ Angela e Ashley 3000 Explosive Upgrade” c/ Ashley 3000 Rent A Friend Bot” c/ Sadie, Ashley e Missy After Hours” c/ Ashley 3000 The Unsuspecting Lab Assistant” c/ Dra. Fires e SpyBot The Unsuspecting Lab Assistant – Part 2” c/ Dra. Fires e SpyBot My Mommy Is A Robot” c/ Ashley 3000 e MissyBot. Tudo tecnologia e ponta da SciFiDreamGirls. “A Dra. Fires é uma cientista de topo no campo da robótica e desenvolvimento androide aplicado. Ela sempre amou o seu trabalho e tinha a visão de um mundo onde robots interagem sexualmente com os humanos. Outrora diretora da HRX Corporation, saiu quando o governo tentou transformar em armas as suas criações. A Dra. Fires iniciou a sua própria divisão androide experimental. Criando o seu próprio modelo HRX (Humanoid Robotic Experiments), a Ashley 3000, é muito mais avançada que quaisquer HRX do passado. Ela é o primeiro androide sexual totalmente funcional. Construída com o único propósito de proporcionar prazer, a Ashley 3000 será capaz de satisfazer quaisquer fantasias sexuais humanas.” – Em todos os laboratórios do mundo, os cientistas esfalfam-se pelo lucrativo mercado das ginoides, programadas para agradar, para dar prazer, resguardando a reserva intangível da dignidade de cidadã, depositado no género feminino: “Bionic Woman Sexology Reloaded Bionic Woman Reloaded Science & Technology” - c/ a arrebatadora interpretação da talentosa atriz, Lynn Love, 1,62 m, 52 kg, 86-61-91, sapatos 36, olhos e cabelos castanhos, nascida a 14 de junho de 1988 na Florida. Sites: {Indexxx} {iafd} {Bare List} {Define Babe} {Bangbros} {Mofos} {Nubiles} {Evil Angel} {DVD Trailer Tube} {Your Lust}. Entrevista: “Quero começar a fazer anal, talvez na próxima semana. Por isso, ando pela casa com um tampão anal. Até vou ao supermercado com o meu tampão anal enfiado. Enrabo-me com dildos.” “Escolhi um gajo e trouxe-o para casa, e estávamos prestes a começar a foder quando lhe disse: Tens que foder a minha amiga também. Ele disse: O que queres dizer? E contei-lhe que ele tinha que foder-me a mim e à Vanessa. Ele disse que só estava interessado em mim, e achou que era esquisito… e disse não. Chamei-lhe panasca e mandei-o sair.”

no aparelho de televisão

The Dismissal” (1983), “minissérie parcialmente escrita e realizada pelos notáveis realizadores George Miller e Phillip Noyce, assim como pelo argumentista de «Mad Max», Terry Hayes, com cinematografia de Dean Semler”, sob o título local “A demissão”, transmitida na RTP 2 pelas 22h05, às sextas-feiras, de 2 de setembro / 7 de outubro de 1988. Nova minissérie em seis episódios já apontada como o melhor trabalho dramático televisivo alguma vez produzido na Austrália. Recria os acontecimentos que culminaram num dos mais dramáticos momentos da história australiana: a decisão de Sir John Kerr (John Meillon), governador-geral, de demitir o primeiro-ministro Gough Whitlam (Max Phipps) e nomear Malcolm Fraser (John Stanton) para seu lugar. 1.º episódio: aviões do exército americano sobrevoam uma aldeia vietnamita, deixando ficar para trás o fogo da destruição e da morte. Com estas imagens de arquivo, somos transportados a uma das grandes questões que marcaram um passado recente da nossa história e que servem de introdução a um capítulo da vida política da Austrália. 2.º episódio: enquanto Tirath Khemlani (Harry Weiss) procura Rex Connor (Bill Hunter), ministro dos Minérios e Energia, o Partido Liberal intensifica as atividades no sentido de substituir Bill Snedden (Stewart Faichney) por Malcolm Fraser. 4.º episódio: durante algum tempo parece que o Partido Trabalhista recuperou a sua posição. Mas o Melbourne Herald põe um repórter a investigar uma história revelada por Tirath Khemlani. 5.º episódio: está desencadeada uma batalha política de uma magnitude sem precedentes. Malcolm Fraser não conseguirá fazer aprovar o orçamento e Gough Whitlam não se demite. E o dinheiro nos cofres oficiais, prestes a esgotar-se, não facilita o trabalho governamental. 6.º episódio: na noite de 10 de novembro de 1975, Sir John Kerr dita a tão esperada carta de demissão. São quase duas da manhã quando Malcolm Fraser chega ao Palácio do Governo, sendo de imediato conduzido à antecâmara enquanto o seu carro é cuidadosamente arrumado nas traseiras do edifício. Pouco depois, é a vez de Gough Whitlam dar entrada no Palácio. O resto é História… [1]Campaign” (1988), sob o título local “A campanha”, minissérie inglesa transmitida na RTP 2 pelas 22h05, às quintas-feiras, de 25 de agosto / 29 de setembro de 1988. Depois do mundo das leis, é a vez do universo da publicidade preencher este espaço. Trata-se de uma minissérie de seis episódios produzida pela BBC, que tem em Penny Downie, Jeremy Clyde e Gary Waldhorn três atores que se metem na pele de três elementos de uma conhecida firma publicitária. Sarah sai para o trabalho, deixando o filho Daniel, de sete anos, aos cuidados de Rose Thompson, a sua nova empregada. Contra todas as expetativas, a apresentação feita pela agência ao promissor cliente “político” corre às mil maravilhas. No entanto, precisamente na altura em que se dedicava de corpo e alma ao Serviço Nacional de Saúde, Sarah é chamada à terra: Daniel acaba de fugir de casa. 3.º episódio: a dissolução do parlamento pela rainha tornou-se finalmente uma realidade e a campanha para as eleições gerais começou a ganhar forma. Judy Axford, a jovem enfermeira escolhida para figurar e ilustrar os anúncios do Serviço Nacional de Saúde, volta atrás na sua decisão e decide não dar a cara nessa campanha. Quanto a Sarah, sente-se cada vez mais atraída por Nick Faulds, copywriter, e seu companheiro de trabalho que mantivera um caso amoroso com a secretária da agência de publicidade. 4.º episódio: quando Sarah acorda no apartamento de Nick, descobre através da leitura dos jornais que a imprensa já descobriu o que se passava com Judy Axford. Aproveitando-se desse facto, David resolve vingar-se de Gordon, acabando no entanto por fazer recair o seu ato de vingança sobre Helen Marriott, que fora em tempos a melhor amiga de Sarah. 5.º episódio: dois dias antes das eleições, a campanha é dominada pelo escândalo que envolve um secretário de Estado com uma companhia de construção. No sentido de desviar as atenções do caso, Sarah tenta utilizar a receção hostil ao primeiro-ministro, em Birmingham, para fazer crer que ele se encontra em perigo. Entretanto, em Londres, Gordon Lochhead e Stephen Hallam planeiam criar uma nova firma e convidar Sarah para trabalhar com eles. 6.º episódio: o plano de Sarah resultou e agora todas as atenções centram-se no primeiro-ministro. Ela apenas precisa, agora, de atuar de modo a que não se note a ligeira perturbação mental dele. Entretanto, embora a sua ligação com Nick tenha terminado, ela continua a ter problemas em casa, especialmente a partir da altura em que Paul e Helen pretendem a custódia de Daniel. “Lizzie’s Pictures” (1987), minissérie inglesa, sob o título local “Os retratos de Lizzie” transmitida na RTP 2 pelas 21h30, às sextas-feiras, de 26 de maio / 16 de junho de 1989. Lizzie Dickinson (Lisa Harrow) é uma mulher quase na casa dos quarenta. Vive no campo, numa bonita casa com o marido, Jack (Robert Stephens), um famoso argumentista e com os filhos. Eram o casal ideal nos anos 60 – Jack, um autor com sucesso e Lizzie uma fotógrafa promissora. Mas Lizzie viu-se cada vez mais envolvida no seu papel de mulher e de mãe e deixou de lado a fotografia. Agora nos anos 80, Lizzie decide que é altura de pensar mais em si. 2.º episódio: depois de muito pensar, Lizzie abandona a sua casa de campo e vai viver para Londres, onde partilha o apartamento com Sandra (Sheila Ruskin). Decide dedicar-se de corpo e alma à fotografia e retoma o contacto com os velhos colegas da escola de arte. 3.º episódio: decidida a fazer carreira como fotógrafa profissional, Lizzie começa por tentar capar imagens do quotidiano das pessoas que a rodeiam. O registo dessas imagens fazem-na refletir sobre a sua própria vida. 4.º episódio: Lizzie vê recompensados os seus esforços no dia da inauguração da exposição do seu trabalho fotográfico. Contudo, sente-se desapontada ao verificar que o comportamento de alguns dos seus amigos não corresponde exatamente ao que esperava deles em termos de confiança e apoio. [2]Special Squad” (1984), série policial australiana, sob o título local “Brigada especial” transmitida na RTP 1 pelas 22h45, às terças-feiras, de 21 de julho / 13 de outubro de 1987. 1.º episódio: perante a opinião pública, Arthur Lambert (Max Phipps) sempre procurou preservar e se possível enaltecer a sua imagem. É visto como um respeitável fabricante de brinquedos. Mas Nick Hardy (Peter Sumner), que mantém importantes contactos com o mundo do crime, tem outra opinião a seu respeito. 2.º episódio: a vida de Anderson (Alan Cassell) corre perigo quando o chefe de uma quadrilha jura matá-lo. A tentativa de roubo de um carregamento de barras de ouro é desmascarada e anulada pela Brigada Especial e Freddie Roberts (Robert Baxter), o chefe do grupo, contrata um homem para afastar Anderson do seu caminho. 3.º episódio: a Brigada Especial tenta entrar em contacto com a mafia local na sequência de um terrível caso de assassínio no mercado. Mas ninguém viu nada, ninguém tem nada a dizer… Luigi Parisi (Ronni Valente), um vendedor de hortaliças, aparece assassinado. Todas as pistas indicam que a família Caruso, uma espécie de mafia local, é responsável pelo caso. Mas a Brigada Especial tem sérias dificuldades em prosseguir com as investigações, pois todos aqueles que, eventualmente, possam estar envolvidos optam por um silêncio total. Uma história sólida de intriga e paixão. 4.º episódio: uns miúdos da rua matam e roubam um homem sem saberem que ele tinha assaltado um carro que transportava 60 000 dólares. Mas O’Keefe (William Zappa), um criminoso profissional, está também interessado em deitar mão ao dinheiro. Resta saber que chega primeiro: se o Special Squad, se O’Keefe. 5.º episódio: uma quadrilha que negoceia em droga maltrata dois dos seus passadores ao perceber que está a ser perseguida pelo S. S. Mas o destemido Anderson monta um plano para os enganar e rebentar com o bando. 6.º episódio: a Brigada Especial receia o pior quando são roubadas armas e um enorme carregamento de explosivos ao Exército. Mas o ladrão não é um criminoso qualquer e tem um objetivo específico em mente. 7.º episódio: Mr. Swiff, um dos grandes chefes do submundo é assassinado por um dos seus homens, exatamente quando a Brigada Especial está no seu encalce. Mas um segundo Mr. Swiff surge das cinzas. 9.º episódio: uma estrela de televisão é raptada sem que, aparentemente, se veja qualquer razão. No entanto, a autora do rapto é uma mulher desesperada, decidida a trocar a refém por aquilo que ela muito bem entender. 10.º episódio: alguém quer vingar-se. O alvo é a Brigada Especial. Anderson, Smith (Anthony Hawkins) e Davis (John Diedrich) vão ter de descobrir quem é que os quer destruir e porquê. 11.º episódio: quando um membro da Brigada Especial é morto ao tentar penetrar secretamente num antro de droga, tudo indica que a verdadeira identidade fora descoberta pelo gangue. No entanto, todos os indícios apontam na direção de Davis. 12.º episódio: a Brigada Especial vai fazer um ataque em força a um centro de droga, na tentativa de descobrir todas as pessoas envolvidas, aos mais variados níveis. Quem será o misterioso homem de óculos escuros, ansioso por chegar ao topo de hierarquia? 13.º episódio: um polícia à paisana é morto – segundo uma série de ataques levados a cabo aparentemente sem motivo. Smith aceita ir cobrir a zona, fazendo-se passar por um criminoso, Jacko de seu nome. Um disfarce difícil de despir. [3]Hellzapoppin'” (1941), real. H.C. Potter c/ Ole Olsen, Chic Johnson, Martha Raye … sob o título local “Parada de malucos” estreado quarta-feira, 1 de dezembro de 1943 no Odéon e no Palácio, filme transmitido segunda-feira, 2 de março de 1987, pelas 21h15, na programação carnavalesca da RTP 1. Seguiu-se, pelas 22h45, a exibição do “Carnaval – Brasil 87”, onde Monique Evans desfilou “na Padre Miguel. Eu sou a madrinha da bateria há quatro anos. (…). É uma fantasia linda, nua, mas é muita fantasia, de luxo, este ano. (…). É uma índia, Iracema II, uma índia muito louca como eu, que eu sou uma índia muito louca, por isso que eu vivo pelada.” [4]
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[1] “Na tarde de 11 de novembro de 1975, os degraus do antigo parlamento de Canberra tornaram-se palco do mais imortal de tantos whitlamismos. «Bem podemos dizer ‘God save the Queen’, porque nada salvará o governador-geral». Assim declarou o recém-demitido 21.º primeiro-ministro australiano, logo após David Smith, secretário oficial do governador-geral John Kerr, ter lido a proclamação para dissolver o parlamento e convocar eleições, na alvorada da demissão, à hora de almoço, do governo de Whitlam. Uma multidão de milhares, cheia de raiva e revolta, juntou-se, quando as notícias da demissão se espalharam como fogo em palha seca por toda a capital e país.”
“No seu segundo livro inédito, «The Triumph of the Constitution», John Kerr cobriu uma série de questões históricas relacionadas com a crise de 1975, o Palácio, a política de mudança constitucional e incluiu dois capítulos (12 e 13) sobre «Conspirações A Dar Com Pau». (…). Relativamente aos acontecimentos de 1975, escreveu: «O padrão, tanto quando entendo, consistia em, pelo menos, quatro vagamente alegadas ‘conspirações’ políticas diferentes, a saber: 1. Que eu, enquanto governador-geral, conspirei com as chefias das Forças Armadas com a intenção, como comandante supremo dessas Forças, ‘fazer sair as tropas’ para apoiarem a minha decisão de 11 de novembro de 1975 ou, de qualquer maneira, havia formado uma intenção ‘conspiratória’ de fazê-lo se julgasse necessário. 2. Que eu tinha, enquanto governador-geral, conspirado de modo vagamente expresso com o líder da oposição, (Malcolm) Fraser, com (Bob) Ellicott, ex-procurador-geral e, em 1975, ministro do governo sombra de Fraser, e com o presidente do Supremo Tribunal da Austrália, Sir Garfield Barwick, para demitir o governo de Whitlam, com um deles ou mais. 3. Que eu, enquanto governador-geral, conspirei com Sir Arthur Tange, secretário da Defesa e com o dr. J. L. Farrands, diretor científico do Departamento de Defesa, para aceitar um briefing de Farrands, alguns dias antes de 11 de novembro de 1975, sobre a alegada visão da CIA de que Whitlam era um risco de segurança, tudo isto sem conhecimento do primeiro-ministro. 4. Que eu, enquanto governador-geral, conspirei com a CIA e os serviços secretos do Reino Unido para desestabilizar e destruir o governo de Whitlam, e demitiu-o, segundo essa teoria, a pedido da CIA e dos serviços secretos britânicos». (…). Em relação à 3.ª e 4.ª teorias da conspiração, Kerr disse que lidará com elas como uma. Ele classificou a ideia de que tinha recebido um briefing secreto sobre o alerta da CIA antes de 11 de novembro de 1975, «uma malévola falsidade». Kerr perguntou: «Quem inventou isso? Quem é que sabe? É uma típica peça de desinformação maliciosamente congeminada por alguém e, do mesmo modo, maliciosamente circulada e voltada a circular». (…). Kerr era vaidoso e orgulhoso. Nestas memórias inéditas, descreve a demissão como «um grande drama pessoal, assim como político e constitucional», e promove-se a si próprio como ator principal. «Não fui nem fraco nem conspirador», escreveu Kerr.”  
[2] Depois de muito progredirem as sociedades em paridade, igualdade, liberdade, o crucial papel da mulher estandardizou-se. “E continuava a sua tarefa de educar os seus sobrinhos. Não permitiu que a menina se ocupasse demasiadamente em aprender costura e coisas parecidas. «Trabalhos femininos? – dizia –, não, nada de trabalhos femininos; o ofício de uma mulher é fazer homens e mulheres, e não vesti-los».”, Miguel Unamuno in “A tia Tula”. “É preciso educar a mulher portuguesa na sua verdadeira missão de fêmea para fazer homens.”, Almada Negreiros inUltimatum futurista”. Donde o meio envolvente da mulher ser tratado com pinças por expertos e expertas e onde Portugal é uma cama rosácea de estudo. Na década de noventa, este país, sustentável, sempre bem governado, introduziu uma reforma estrutural: autorizou a abertura de canais privados de televisão. Do princípio, uma estação de televisão uma telenovela, num de supetão epistemológico, regalava-se um saco de telenovelas. A dona Carla, a dona Vanessa, a dona Andreia, cujo universo intelectual arrincoava-se em gabar as façanhas dos filhos, engenheiros, doutores, sobredotados nas suas aéreas, e discutir as peripécias das personagens no episódio da noite anterior, num de supetão gnosiológico, perderam este referente. Nos cafés de Portugal, ruas, praças, caiu uma torre de Babel, e as esposas enquanto esperavam pelo regresso dos maridos nunca mais se entenderam, porque acompanhavam telenovelas diferentes. Os tempos mortos entre a saída do amorzinho, pela manhã, para o trabalho e o retorno ao lar, à tardinha, só recentemente foram colmatados pela tecnologia. Através da webcam, a esposa não trai o marido para afogar o spleen de não conversar com as vizinhas, e ainda ganha dinheiro para comprar material escolar, roupas e brinquedos para os putos. Valentina Gómez, uma barra em tecnologias da informação, {Valentina1} {Valentina2} {Valentina3} {Valentina4}. ▬ Outro valor seguro também chamado Valentina Gómez. ▬ Sweet Victoria, 1,57 m, 55 kg, 86-66-94, sapatos 37 ½, olhos castanhos, cabelos pretos, nascida a 1 de novembro de 1987, EUA, t.c.c. SweetVictoria CWH, Victoria CWH, Victoria CamWithHer, Victoria Cam With Her, VictoriaRaye, Victoria Raye. “Olá, sou a Victoria Raye. Tenho sido criadora de conteúdos para adultos há vários anos e dominei a arte da tentação. Adoro produzir conteúdos eróticos e explorar os meus próprios fetiches no trabalho. Também tenho um bacharelato em Business, assim, sou sexy e inteligente! Algumas das minhas coisas favoritas incluem «Destiny», os Pittsburgh Penguins, «O senhor dos anéis», «A guerra dos tronos», trilhos de caminhadas e enroscar-me com um bom livro.” Sites: {Custom4U} {PornHub} {CamWithHer Galaxy} {CamWithHer Tube} {Sexy and Funny}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2}. Obra cinematográfica: {Victoria1} {Victoria2} {Victoria3} {Victoria4} {Victoria5} {Victoria6} {Victoria7} {Victoria8} {Victoria9} {Victoria10} {Victoria11} {Victoria12} {Victoria13} {Victoria14} {Victoria15} {Victoria16} {Victoria17}. ▬ Koss Sexy Boss, uma obra meritória na produção, realização e representação, {vídeo1} {vídeo2} {vídeo3} {vídeo4} {vídeo5} {vídeo6} {vídeo7} {vídeo8} {vídeo9} {vídeo10} {vídeo11} {vídeo12} {vídeo13} {vídeo14} {vídeo15}.
[3] Afinal havia outra com o mesmo título indígena. “The Mod Squad” (1968-1973), sob o título local “A brigada especial” série americana estreada na RTP 1 (chamada na época I Programa), pelas 22h30, sexta-feira, 3 de outubro de 1969. «Brigada Especial», no título original, «The Mod Squad» é a nova série policial que a partir de hoje a RTP passa a transmitir. O episódio a exibir intitula-se «O mau do colégio» e são intérpretes Michael Cole, Clarence Williams, Peggy Lipton e Tige Andrews. A realização é de Earl Bellamy. Três jovens detetives, dois rapazes e uma rapariga, investigam a morte misteriosa da professora de um colégio. O episódio seguinte será atrasado para quarta-feira, 15 de outubro. Os protagonistas desta série são três jovens socialmente desprezados pelos seus anteriores crimes, são eles: Pete Cochran (interpretado por Michael Cole), «menino bem» (um rebelde tipicamente recalcado pelo mito de James Dean?); Julie Barnes (figura criada pela atriz Peggy Lipton, uma hippie de escabroso passado apesar da sua juventude); Linc Hayes (Clarence Williams III), um negro procedente de um obscuro gueto e que, logicamente, não parece sentir muito carinho pelas instituições dos brancos. Os três tiveram já os seus problemas com a polícia, mas, regenerados, são eles que agora servem a lei, sem perderem as suas características, que dão valiosa ajuda na luta contra o crime. O elo de ligação com a polícia é o capitão Adam Greer (Tige Andrews), que os recrutou por confiar neles. Richard Deming é o autor desta «Brigada Especial» que a TV transmite e que no ano passado, obteve o 1.º lugar em popularidade. No episódio desta noite pelas 22 e 35, a Brigada pretende acabar com o crime no episódio intitulado «Mas que lindo carro». Depois, esta série, continua nas sextas-feiras, intervalando, semana sim semana não, com a inglesa “Department S”, de 31 de outubro de 1969 / 23 de janeiro de 1970. Série volante, saltita para as segundas-feiras, 2 e 16 de fevereiro. E ricocheteia para os sábados, 9 e 23 de maio e 6 de junho.
[4] Atualmente, na arte cinematográfica, a nudez só é aceite por rigorosa imposição do argumento, gratuita, a martelo, fora da história, as atrizes não desbotoam um botão da blusa. Alenushka, olhos cinzentos, cabelos loiros, t.c.c. Allison, Alena C., Dasha, Erika. Sites: {Indexxx} {Teen Mega World} {PornHub}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6}. Obra cinematográfica: {“Summer Bash With Slutty College Part 2” + Nova + Hailey} ѽ {“Summer Bash With Slutty College Part 3” + Nova + Hailey} ѽ {“Alenushka1”} ѽ {“Alenushka2”} ѽ {“Alenushka3”} ѽ {“Alenushka4”} ѽ {“Alenushka5”} ѽ {“Alenushka6”} ѽ {“Alenushka7”} ѽ {“Alenushka8”} ѽ {“Alenushka9”} ѽ {“Alenushka10”} ѽ {“Alenushka11”} ѽ {“Alenushka12”} ѽ {“Alenushka13”} ѽ {“Alenushka14”} ѽ {“Alenushka15”} ѽ {“Alenushka16”}.

na aparelhagem stereo

Os anos 2000 calçaram a Europa de uma geração achada de líderes que compensa quaisquer gerações perdidas alguma vez existidas. Estes próceres de rebimba o malho sopram maravilhoso encantamento das reformas estruturais, um pó mágico da Sininho, para qualquer achaque. “O Banco Central Europeu manifestou esta sexta-feira [17 de junho de 2016] preocupação com a possibilidade de haver «uma geração perdida» na Europa se os governos da região não acelerarem as reformas estruturais. «O desemprego jovem ultrapassa o desemprego global em todos os países (...). Isso já penaliza a economia por haver jovens que querem trabalhar mas não encontram emprego ficando impedidos de desenvolver as suas competências» [1], declarou Benoît Coeuré, membro da direção da instituição monetária europeia, num discurso em Berlim. «Para evitar criar uma geração perdida, temos de agir rapidamente», acrescentou o dirigente, que se congratulou com as reformas laborais promovidas em vários países onde se considerava que havia maior «rigidez», citando Portugal, Espanha, Itália, Grécia e ainda, há mais de dez anos, a Alemanha.”
Apesar de tudo as sociedades movem-se. “No entanto, em 77 países ainda existem leis que punem, até com a pena de morte, qualquer «conduta homossexual». Um deles é o Irão, onde alguém condenado por cometer um ato homossexual pode receber a pena capital. Lá, ser gay pode ser motivo de grande tensão nas relações familiares. Sara tem 23 anos e, há quatro, vive com sua namorada. Ela e sua mãe, com quem as duas moram, contaram à BBC as dificuldades que enfrentam em suas vidas. «Tinha 11 ou 12 anos quando me apaixonei pela primeira vez por uma mulher. Contei à minha prima, que ficou horrorizada. Ela chamou-me hamjensbaaz: fressureira. Na hora, não me dei conta que era um insulto, mas soube que, se contasse a mais alguém, fariam pouco de mim. Uma vez disse à minha treinadora que sentia algo por ela, e ela me respondeu dizendo para ler o Alcorão. Quando conheci a minha companheira, Maryam, há quatro anos, não estava certa de que era gay. Conversamos pela internet e, quando fomos ao nosso primeiro encontro, conheci uma menina pequena e delicada. Fiquei fascinada com a sua beleza e pensei: ‘Ela realmente será minha namorada?’. A minha mãe escuta as nossas conversas íntimas por telefone. Às vezes, pela manhã, inspeciona o nosso quarto, olha para as almofadas e diz: ‘Por que vocês dormem tão juntas?’. (…). A minha mãe tem medo. Posso ser muito agressiva. Não magoaria ninguém, mas se estou sob muita pressão, estouro. Já aconteceu antes, e saí de casa duas vezes. Não tinha para onde ir, por isso voltei alguns dias depois. Uma vez, no meio da noite, escutei-a chorando e pedindo a Deus que me curasse. É muito difícil. (…). Uma vez, fui a uma terapeuta, e ela começou a me insultar. ‘Não entende que até as vacas sabem como ter um sexo normal?’, perguntou ela. Disse que eu estava violando as leis da natureza.” [2]
“A notícia saiu no início deste ano mas tinha tanto de surreal que tornava difícil a missão de acreditar: estavam a ser desenvolvidas bonecas, do tamanho de crianças reais, com rostos de crianças e cobertas de um silicone em tudo semelhante à pele humana. Estas bonecas tinham sido criadas por um homem que admitiu sentir-se sexualmente atraído por crianças e que viu na sua criação uma forma de controlar os seus impulsos sexuais e ajudar outros pedófilos a satisfazerem os seus impulsos sem cometerem um crime. Ao mesmo tempo que ainda faturava, claro está. Esta semana este assunto voltou aos jornais - ingleses sobretudo. Primeiro porque foi revelado que estas bonecas, nomeadamente no tamanho equivalente a uma criança de três anos, já estavam disponíveis para compra, através de um site internacional que entrega em Inglaterra, com valores entre os 500 e os 850 euros. E, aparentemente, estas bonecas são completamente legais neste país. Ou, pelo menos, ocupam um vazio legal, que permite a sua venda. Isto apesar da multiplicidade de críticas que se têm feito ouvir, como as de Kathleen Richardson, da campanha Against Sex Robots, que alega que estas bonecas «fazem parte de um sistema que explora crianças vulneráveis, não tendo qualquer mérito terapêutico».” [3]
Estruturais reformas nos anos 80:
The Night” (1984), p/ Valerie Dore. “É um projeto de italo disco formado em 1984 pelo produtor Roberto Gasparini. A designação é usada agora como nome artístico de Monica Stucchi (1,74 m, olhos castanhos, cabelo originalmente loiro, nascida a 28 de maio de 1963 em Milão / ou 28 de maio de 1962 em Monte Carlo). Vários singles de sucesso e um álbum foram lançados sob o nome Valerie Dore entre 1984 e 1986, com as vozes de estúdio fornecidas por Dora Nicolosi (nascida Carofiglio), vocalista dos Novecento e depois por Simona Zanini (dos Radiorama, Doctor’s Cat, Raggio di Luna / Moon Ray, Martinelli e Topo & Roby). Subsequentemente, Stucchi cantou ela própria as canções e fez atuações ao vivo. Monica Stucchi vive em Milão. Aos oito anos entra no coro da igreja, feito o liceu frequenta a Academia de Artes Aplicadas para se especializar em design gráfico publicitário. Em 1981, andando à boleia sai no carro de rapazes que se tornam o seu primeiro grupo musical. Estabelece-se no underground milanês como única voz feminina do grupo de bluegrass, Watermelon String Band, liderada pelo banjo de Bruno Guaitamacchi, que tocava em bares de Milão. Ela foi descoberta aos 20 anos pelo produtor Roberto Gasparini. O projeto Valerie Dore foi lançado em 1984 com «The Night», uma balada de italo disco escrita por Barbara Lynn Addoms e Giuseppe Nicolosi, irmão de Lino, Pino e Rossana Nicolosi dos Novecento. Produzida por Gasparini e Lino Nicolosi, e cantada por Dora Carofiglio, a canção foi concluída no estúdio e editada em single. Stucchi providenciou a cara pública da cantora, nas capas e nos playbacks nas atuações «ao vivo». Pequenas variações neste arranjinho profissional continuaram nos dois singles seguintes, «Get Closer» e «It's So Easy», lançados em 1984 e 1985, respetivamente. (…). Em 1985, os colaboradores dos Dore separam-se divido a divergências pessoais e artísticas. Num velho castelo perto de Milão, em Carimate, os Dore começaram a trabalhar com uma nova equipa de produção no que seria o longa-duração «The Legend». Marco Tansini forneceu a música e Simona Zanini as letras e coros. Stucchi gravou a voz principal. O grau em que cada cantora foi usada na versão final de cada canção é desconhecido. O primeiro single do álbum «The Legend», «Lancelot», foi um sucesso em Itália. O segundo single, «King Arthur», foi um sucesso comedido fora da Itália e foi tocado no programa de música da RAI 1, «Discoring». As canções «The Magic Rain» e «Bow and Arrow» também foram êxitos na rádio.” Stucchi “em 1987, é convidada a ir a Londres por Klaus-Peter Schleinitz (produtor de Terence Trent D’Arby) e Ralph Ruppert (conhecido produtor da imensamente popular «Moonlight Shadow» de Mike Oldfield, dos êxitos «We Need Protection» e «East River» dos Picnic at the Whitehouse, de Jennifer Rush, Terence Trent D’Arby, Boney M e Ellis, Beggs & Howard). Impressionados com o álbum «The Legend», K. P. Schleinitz e Ralph Ruppert propõem uma nova parceria para os Valerie Dore e apresentam o autor / compositor Dave Libby com a audição de «Wrong Direction». O autor é um jovem que hoje Monica Stucchi recorda com grande carinho. Deste encontro nasce o último registo nos anos 80 pelos Valerie Dore: «Wrong Direction», foi totalmente gravado em Londres, e tocado por músicos conhecidos entre os quais o baixista dos Kajagoogoo, Nick Beggs, e o baterista Mark Price.”
Two For Love” (1985), p/ Miko Mission. “Nascido Pier Michele Bozzetti em 22 de junho de 1945 em Alexandria, Itália, é um artista do italo disco. A carreira de Miko Mission começou em tenra idade, atuando aos sete anos como cantor numa representação de «Gelindo» (peça de teatro popular em língua piemontesa), em Alexandria. Aos 14 anos, Miko formou a sua primeira banda, I Passi per la Musica. Em seguida entra como vocalista dos Oscars (com Lallo Schiavoni, bateria, Piero Nano, baixo, Fabrizio Gotta, teclados, - depois substituído por Vincenzo Pandolfi -, Gianni Bongiovanni, guitarra e Bruno Balossini, saxofone e flauta). O grupo participou em vários concursos musicais, incluindo Ribalta per Sanremo, que se realiza no Lido de Veneza. Miko vence, obtendo um contrato com a Ariston Records: em 1964, adotou o nome artístico Don Miko e estreia-se no 45 rotações «Gente... che ragazza!», cujo lado B, «Non hai più niente per me», torna-se um grande sucesso no verão. Participa no Festival de Sanremo 1965, apresentando, em parceria com Timi Yuro, a canção «E poi verrà l'autunno», que não é admitida na final, mas obtém um sucesso discreto, em seguida, será interpretada por Nina. (…). No ano seguinte gravou uma versão em italiano de «Michelle» dos Beatles, com texto escrito por Ricky Gianco. Depois de outros 45 rotações, muda de editora passando para a Vedette. Entre os sucessos desse período recordamos «Le tue favole», escrita por Luciano Beretta e «Cade il mondo», escrita por Valerio Negrini (letrista dos Pooh, que também assina para Don Miko o texto de «Susanna T.»), exibida no programa «Settevoci», apresentado por Pippo Baudo. Participou no Festival Sanremo 1976 com «Signora tu» (letra dele, música de Graziano Pegoraro), que é classificada no décimo sexto lugar e entra por algumas semanas nas tabelas de discos, embora nas posições baixas. Nos anos 80, ele passa para a dance music com o nome Miko Mission e edita vários 45 rotações.” Only You” (1984), p/ Savage. “Roberto Zanetti (nascido a 28 de novembro de 1956) é um cantor, produtor, compositor e empresário italiano de Massa, Toscânia. Começou tocando teclados em pequenos grupos como L’inchiesta, Fathima e I pronipoti, ou I sangri. A sua primeira experiência profissional chegou com os Santarosa com quem gravou o single «Souvenir», produzido por Zucchero Sugar Fornaciari. Zanetti continuou a tocar teclados noutros grupos como os I vicini di casa e os Taxi. Como cantor é conhecido sob o nome artístico Savage (retirado da personagem de BD, Doc Savage), e como produtor usa Robyx. Ele fundou várias empresas: Robyx Productions, Extravaganza Publishing e DWA Records. Zanetti produziu e escreveu música para vários artistas além de si mesmo, incluindo Ice MC, Double You, Alexia e Zucchero. Desde 1983, Zanetti tem gravado sob o nome Savage. A sua canção «Don’t Cry Tonight» (produzida por Zucchero) foi um sucesso em toda a Europa e tem sido frequentemente misturada. Nesse mesmo ano, gravou «Only You», uma balada disco que também se tornou muito popular. O seu primeiro álbum, «Tonight», foi comercialmente bem-sucedido e precedeu os singles «Radio», «Time», «A Love Again», «Celebrate» e «Love Is Death». Em 1989, gravou «I Just Died In Your Arms» (uma versão Hi-NRG da canção dos Cutting Crew), assim como um álbum de Greatest Hits. Em 1994, lançou outro álbum, «Strangelove», contendo um conjunto de remisturas das suas velhas canções e quatro misturas de «Strangelove» (dos Depeche Mode). O último single editado por Savage foi «Don’t You Want Me», que apareceu no seu selo, Dance World Attack Records (DWA), em 1994. (…). Após um silêncio de quinze anos, ele editou «Twothousandnine», como single, em outubro de 2009. No início dos anos 90, Robyx foi pioneiro na produção do género Eurodance. Êxitos como «Think About the Way» por Ice MC, «Me and You» por Alexia e «Run to Me» pelos Double You fizeram de Robyx um sucesso internacional como produtor. (…). Em 1997, Robyx produziu «The Summer is Crazy» de Alexia.”
The Mystery of Ragoula” (1981) You Just Can't Teach a Fool” (1983), p/ Darts. “Era uma banda britânica revivalista de doo-wop composta por nove membros que alcançou sucesso nas tabelas nos fins de 1970 início de 80. (…). Fundada em1976, por Den Hegarty junto com Griff Fender, Rita Ray e Horatio Hornblower, todos antigos elementos da banda Rocky Sharpe and the Razors. Juntaram-se-lhes Thump Thompson, George Currie e John Dummer, ex-membros da John Dummer's Blues Band. A formação ficou completa com Hammy Howell e Bob Fish que cantava na Mickey Jupp Band.” Brasil” (1988) p/ Cazuza e Gal Costa. Escrita por Cazuza, Nilo Romero e George Israel, tema do genérico da telenovela “Vale Tudo”, transmitida na RTP 1, de segunda a sexta pelas 20h20, de quarta-feira, 6 de dezembro de 1989 / sexta-feira, 22 de junho de 1990. “Em 1994, a cantora Gal Costa convidou o polémico diretor de teatro Gerald Thomas para dirigir o seu espetáculo «O Sorriso do Gato de Alice», que estreou naquele ano no Teatro Imperator, Zona Norte do Rio de Janeiro. Na estreia, ela entrou descalça no palco vestindo uma roupa escura inspirada nos uniformes de operárias fabris, pisando por cima de um telhado cenográfico como uma gata. De repente ao cantar a música «Brasil, mostra a tua cara / Quero ver quem paga pra gente ficar assim», Gal Costa abriu a blusa e mostrou os seios, para surpresa geral do público. No dia seguinte todos os jornais estamparam na primeira página a foto da cantora com seios à mostra. «Não me arrependo da ousadia, o espetáculo cumpriu com a sua proposta de criar uma rutura com o óbvio», afirmou Gal Costa na época.” “O espetáculo «O Sorriso do Gato de Alice», que estreou quinta-feira passada [1 de setembro de 1994] no Palace, é uma feliz e inusitada combinação da «baianidade» de Gal Costa com a teatralidade de Gerald Thomas. Resulta num expressionismo descalço, à beira da praia. Quando começa o espetáculo, em cima do telhado, com os olhos arregalados e cara de «o que estou fazendo aqui», Gal pode deixar atónitos muitos de seus fãs (o que já não é um mau começo). Mas assim que sua voz aparece em «Solitude» dá-se o fenómeno de reconhecimento imediato e natural. A voz de Gal domina o espetáculo. As caras e olhos deixam de ter importância, mas ao mesmo tempo servem para eliminar posturas e trejeitos viciados, inaugurando uma nova visão da cantora. Mas não é só isso. O cenário, a luz e as inevitáveis nuvens de fumaça também se beneficiam do tempero baiano. Todo o aparato teatral poderia resfriar o espetáculo não fosse a maneira como Gal se mexe, dança e pula. Gal segue cantando «Mãe da Manhã» e o fado «Não é Desgraça Ser Pobre», que interpreta no ritmo sem precisar forçar o sotaque luso. Até este momento do espetáculo, os músicos não apareceram, escondidos atrás de uma cortina. Quando ela se levanta, o clima descontrai, o espetáculo fica mais normal e as músicas são sambas. Mas a cortina desce de novo, para se levantar em seguida e criar outro clima que vai introduzir «Tropicália», de Caetano, e «Brasil», de Cazuza. Nestes dois cantos-manifestos, Gal não poupa caras e gestos fortes. Mas tampouco mostrou os seios, deixando a blusa apenas entreaberta, na sua primeira semana em São Paulo.” [4]
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[1] As jovens com talento não perdem tempo a estudar ou trabalhar expressam-se diretamente através da arte e vivem intensamente nas discotecas. Luba1,70 m, 52 kg, 88-63-93, sapatos 38, nascida a 11 de abril de 1986 em Krasny, Rússia. «Baby if you'll give it to me, I'll give it to you…» - esta canção descreve a personalidade de Luba. Louca e imprevisível, esta modelo é uma grande apreciadora de discotecas, dirty dancing, festas diversas e rapazes ricos. A sua vida é a luz dos holofotes e o som das canções populares. Ela está acostumada a dançar a noite toda e dormir o dia inteiro. Luba é como uma traça. Voa de noite onde a música alta e os rapazes sensuais estão. Esta foliona está-se nas tintas para as enfadonhas aulas na universidade, a sua vida é uma enorme discoteca, onde praticamente toda a gente está autorizada a entrar. «Quero desfrutar a vida agora, enquanto sou jovem, bonita e sexy. Não vou esperar até ter rugas», costumava dizer Luba. Ela tem um grande sentido de humor e temperamento descontraído: ela é de muito fácil trato. Faz as pessoas gostarem dela e tem muito amigos e namorados. Luba gosta deste tipo de vida e não quer mudar nada. Não estuda e vive à custa dos pais, mas isso não lhe cria macaquinhos na cabeça. Ela não trabalha nem estuda, só gosta do seu part-time com Grig Galitsin. Ela disse-nos que o seu melhor dia foi quando se viu como modelo de nu. Apesar de um estilo de vida tão louco, Luba tem uma aparência diferente. Tem um rosto inocente, puro e atraente. Por isso Grig Galitsin ficou um pouco surpreendido ao saber do seu estilo de vida. Ela adora posar nua e quer você goste dela.” Entrevista: P: “Quais pensas que são os teus melhores atributos?”, Luba: “Maneira de ser descontraída e cara bonita.” P: “Cor favorita?”; Luba: “Cereja.” P: “Programas de TV favoritos, lista de nomes”, Luba: “Dom 2” P: “Livros favoritos, lista de títulos”, Luba: “O idiota, Dostoievski.” P: “Filmes favoritos, lista de títulos”, Luba: “The Butterfly Effect.” P: “Revistas favoritas, lista de nomes”, Luba: “Cosmo.” P: “Música favorita, lista de títulos”, Luba: “Música popBenny Benassi. ” P: “Altura favorita do dia, porquê?”, Luba: “A noite, sou hiperativa.” P: “Qual é a tua formação? Curso?”, Luba: “O liceu.” P: “Falas outras línguas? Se assim for, diz-me algo nessa língua”, Luba: “Não.”, P: “Lugar favorito para viajar, relaxar ou visitar”, Luba: “Discotecas, Nova Iorque, Londres, Ibiza.” P: “Quais foram os locais que visitaste?”, Luba: “Paris, Londres, Nova Iorque, Ibiza, Maiorca.” P: “Qual é o teu feriado preferido? (Natal, dia dos namorados, dia de ação de graças, etc.)”, Luba: “O aniversário.” P: “Comida favorita, lanches, doces”, Luba: “Batatas fritas e hambúrgueres.” P: “Qual é o teu carro de sonho?”, Luba: “Porsche.” P: “Qual é o teu emprego de sonho?”, Luba: “Modelo.” P: “Descreve o teu lugar favorito para fazer compras”, Luba: “Park House.” P: “Assistes a desporto, se sim, quais são as tuas equipas favoritas?”, Luba: “Não.” P: “Quais são os teus passatempos?”, Luba: “Ir a discoteca, jogar.” P: “Preferência de bebidas, alcoólicas e não alcoólicas”, Luba: “Sumo de tomate com vodka, Martini com sumo de laranja.” P: “Tens algum animal de estimação?”, Luba: “Não.” P: “Estado civil?”, Luba: “Solteira.” P: “Nada se mete entre mim…”, Luba: “Mim e o meu estilo de vida.” P: “O meu pior hábito é…”, Luba: “Não tenho nenhum.” P: “A única coisa que não suporto é…”, Luba: “Uma pessoa enfadonha.” P: “Que animal melhor descreve a tua personalidade e porquê?”, Luba: “Um macaquinho, sou barulhenta, engraçada e ativa.” P: “As pessoas que me conheceram no liceu pensavam que eu era…”, Luba: “Maluca, uma farrista.” P: “Como é que descontrais ou passas o teu tempo livre?”, Luba: “P: “Com os meus amigos, vamos a discotecas.” P: “Qual foi o momento mais feliz da tua vida?”, Luba: “A minha primeira viagem a Nova Iorque (com os meus amigos).” P: “Quais são as tuas esperanças e sonhos”, Luba: “Quero ser jovem para sempre.” P: “O melhor conselho que já me deram foi…”, Luba: “Para posar nua no estúdio de Galitsin.” P: “O pior conselho que me deram…”, Luba: “Ficar parada em casa.” P: “Que tipo de cuecas usas, se algumas”, Luba: “Odeio vestir qualquer tipo de cuecas.” P: “Homem ou mulher ideal”, Luba: “Nunca conheci essa pessoa, não acredito que exista.” P: “O tamanho importa? Qual é a tua medida ideal?”, Luba: “Importa! O maior.” P: “Descreve a tua primeira vez (pormenores, local, pensamentos, satisfação, etc.)”, Luba: “Foi numa festa durante a dança, numa jaula. Foi tão fixe.” P: “O que te excita?”, Luba: “Corpos bonitos.” P: “O que te desliga?”, Luba: “Conversa de chacha.” P: “O que te faz sentir mais desejada?”, Luba: “Tudo” P: “Melhor maneira de te dar um orgasmo”, Luba: “Sexo oral.” P: “Qual foi o teu melhor ou mais prazeroso orgasmo?”, Luba: “Com o gerente de uma discoteca, no seu escritório, em cima de uma mesa grande.” P: “Masturbas-te? Com que frequência? (dedo, brinquedos ou ambos)”, Luba: “Sim, claro, frequentemente. Com dildos.” P: “Qual foi o teu primeiro fetiche, se algum?”, Luba: “Colecionar dildos.” P: “Qual é o lugar mais exótico ou invulgar em que fizeste sexo? Ou onde gostarias que fosse?”, Luba: “ Numa gaiola de dança.” P: “Posição sexual favorita, porquê?”, Luba: “A normal, consigo realmente relaxar.” P: “Descreve um dia típico da tua vida”, Luba: “Levanto-me às 11h00 ou 12h00. Depois, tomo um banho e o pequeno-almoço. Então, telefono aos meus amigos e fazemos alguma coisa juntos. À noite… já sabe o que nós fazemos.” P: “Tens alguma curiosidade sexual que gostasses de explorar ou tivesses explorado? Por favor, descreve com pormenores (rapariga / rapariga, voyeurismo, etc.)”, Luba: “Gosto de dançar com raparigas, especialmente com feias. Normalmente, imagino-as beijando a minha rata, seios...” P: “Descreve em detalhe a tua fantasia sexual favorita”, Luba: “Quero fazer sexo com vários rapazes ao mesmo tempo.” P: “Conta-nos a tua ideia de um encontro de sonho”, Luba: “Numa discoteca.” P: “Se pudesses ser fotografada de qualquer forma, em qualquer cenário, qual escolhias? O que te faria sentir mais desejada, mais sensual?), Luba: “Aos ombros do Galitsin.” Sites: {jeuneart} {The Nude}.
[2] “Um estudo da Universidade de Otava descobriu que existem 237 motivações diferentes para querer ter relações sexuais. O site Daily Star pegou nesta investigação e fez o top 10 da lista. 1. Sentirem-se atraídas pela outra pessoa; 2. Quererem ter prazer físico; 3. Só porque lhes sabe bem; 4. Quererem mostrar carinho pela outra pessoa; 5. Quererem expressar o amor que sentem pela outra pessoa; 6. Quererem libertar a tensão; 7. Têm uma vontade inexplicável de fazer sexo; 8. Por ser divertido; 9. Por terem percebido que estavam apaixonadas; 10. Por se terem envolvido no calor do momento.”
[3] O corpo humano, sujeito à entropia, degenerescência e morte, desvanece, no decorrer do tempo, o seu atrativo sexual, sobretudo o corpo feminino, e nem todos são Cristiano Ronaldo com capacidade financeira de fintar o destino, mantendo o corpo da mulher, mudando de mulher. Este processo conserva a parceira numa idade fixa, quando engelha, outra mais nova salta do banco, apaixonando-as através de uma conta bancária monstra. Para os menos fornecidos de euros, uma solução mais económica será a compra de uma ginoide. “Quase metade dos homens admitem comprar robots de sexo no futuro próximo. Mas, se não forem cuidadosos, os incansáveis robots poderão empurrar os seus amantes humanos para além dos limites. As descobertas vêm de duas apresentações chave na conferência «Amor e sexo com robots», em Londres, e sugere que os robots tornar-se-ão um parceiro cada vez mais popular na cama, justificando um sistema de ética para o seu desenvolvimento e uso. (…). Contudo, ao virarem-se para os sexbots, os humanos podem sobre-exceder-se até ao ponto do colapso, advertem os investigadores. Oliver Bendel, investigador da University of Applied Sciences and Arts, noroeste da Suíça, diz que o desenvolvimento de robots de sexo deveria ser submetido a questões de ética da máquina. (…). [A ética da máquina vê as máquinas, sejam carros sem motorista, chatbots, drones militares e, provavelmente, o seu modelo básico de prazer, como potenciais agentes morais por direito próprio]. Bendel avisou que há «limites físicos» para a sexualidade humana, especialmente para os homens. Como os robots têm o potencial de continuarem sem se cansarem, isto pode colocar os utilizadores em risco de excesso de esforço. «Se a máquina sobre-excede o humano, reduz a possibilidade de sexo humano», diz Bendel. Outra questão era se os robots deveriam ser capazes de «seduzir» os utilizadores. E, em circunstâncias extremas, o perito pergunta-se se os robots devem ser capazes de recusar, e se devem ser obrigados a revelar que são robots. Há também preocupações na possibilidade de proliferação, uma vez que estes robots seriam capazes de recolher dados dos seus parceiros. Tais ameaças começam a emergir. No início deste ano [2016], uma mulher processou a empresa de brinquedos sexuais, We Vibe, alegando que vigiavam dados íntimos recolhidos pelo dildo inteligente e correspondente aplicação. Nos últimos meses, especialistas têm avisado que brinquedos sexuais ligados à internet são vulneráveis aos piratas informáticos.”
Sexbots: Programmed for Pleasure” (2016), real. Brad Armstrong, c/ Asa Akira, Brad Armstrong, Marco Banderas … “O premiado realizador Brad Armstrong perscruta o futuro onde os cientistas criaram a Derradeira Companheira Sexual, e após uma década de trabalho alcançaram a perfeição. Mas, um dia antes da revelação da Asa Doll (Asa Akira) ao mundo, ela avaria e fode o cientista chefe até à morte.”
“É uma bela manhã em Huntington, Virginia Ocidental, mas David Mills quer beber uma cerveja na mesma casa decrépita onde viveu desde o nascimento. No outro quarto está o seu nonagenário pai doente. Mills, o mais novo, é mais conhecido por ter escrito «Atheist Universe: The Thinking Person’s Answer to Christian Fundamentalism». No prefácio, o filho de Carl Sagan, Dorion, elogiou a «lógica impecável, a bravura intelectual e clareza profissional» de Mills. Richard Dawkins deu-lhe uma sinopse - «uma obra admirável» - e mencionou-a duas vezes no seu bestseller, «The God Delusion». Na sua introdução a uma nova edição, em 2016, Mills alegremente informou os leitores que ele foi publicamente condenado como porta-voz de Satanás, uma desgraça para a dignidade humana, um idiota, um cabeça de alho choco e, o seu favorito, um «lastimável homem de meia-idade, envergonhado pelo seu desemprego vitalício, e congelado, emocional e intelectualmente, no início da adolescência». Aos 55 anos, ele está cansado do ativismo ateísta, que faz desde o final da década de 1970, e está pronto para um reiniciação da carreira. Recentemente tornou-se proprietário de uma RealDoll - o Rolls Royce das bonecas sexuais, concebidas há duas décadas pelo artista e empreendedor Matt McMullen. Mills, que soube delas através de um episódio de «Family Guy», visitou o site da empresa e ficou convencido que as fotos eram de modelos, não de bonecas, porque pareciam tão realistas. Mais pesquisa provou o contrário. «Pensei, bem, ena, gostaria de algo assim», recorda ele. «Quero dizer, adoro mulheres. Minha Nossa Senhora, absolutamente, adoro mulheres». E especialmente as pernas. «É isso que me atrai numa mulher tanto como a cara, se não mais». Grande problema, todavia: «O meu conflito de personalidade fundamental é que gosto de facto de mulheres, mas não gosto estar perto de pessoas». Um solitário desde a infância, conheceu a sua primeira mulher em 1984, na Polónia comunista, através de um catálogo de noivas por encomenda postal, e viveu com ela 18 anos até conhecer a sua futura segunda mulher online. Este casamento terminou pouco antes de ela ser presa pelo FBI por um crime de colarinho branco. Mills tem evitado relacionamentos desde então. Ele calcula que, das cerca de 180 mulheres com quem teve sexo, um pouco mais de metade eram prostitutas. Essa profissão tem ido às urtigas em Huntington ao longo dos anos, então Mills pensou que uma RealDoll desse para o gasto. Encomendou um modelo «Body A» RealDoll2 (38 kg, 84-61-89, sardas personalizadas) e chamou-lhe Taffy no mesmo dia em que enviou um cheque de 6560 euros para a fábrica em San Marcos, Califórnia, chamada Abyss Creations.”
Para o género feminino, os robots sexuais, eletrodomésticos vulgares, correspondem, nos dias de hoje, à modernidade da cozinha do filme “Mon Oncle” (1958), real. Jacques Tati, estreado sexta-feira, 21 de fevereiro de 1975 no Apolo 70). Alguns robots sexuais funcionais: Orino Robo Adjustable Sex Machine, Fuckzilla, LoveBots Ride-On Ejaculating Sex Machine, Shockspot, Nora, Kiiroo Pearl, Magic Wand Rechargeable, Picobong Transformer, Tingletip Electric Toothbrush Clitoral Vibrator, Fun Factory Amorino USB Rechargeable Rabbit…
[4] Desperdiçar ativos numa sociedade de mercado é crime e pecado, um valioso, a primeira vez, desperdiça-se numa ideia falsa de que há refeições grátis. Para a estreia, as jovens têm opções, a tailandesa, em que o hímen, recolocado cirurgicamente, vende a virgindade até idade avançada ou, granjear prestígio, vendendo-a uma única vez por uma batelada de massa. “Anna Feschenko, 17 anos, uma modelo que foi dama de honor no concurso Miss Moscovo em junho [2016], viajou para os Emirados Árabes Unidos depois de afirmar que era um prémio do concurso. Mas os seus amigos negaram isso e disseram que a sua verdadeira intenção era juntar-se a um serviço de acompanhantes que a ofereceria como uma virgem a clientes árabes. Ela esperava ganhar dinheiro para pagar a sua educação universitária em Moscovo. A sua companheira de viagem, chamada Ekaterina K, 19 anos, fugiu quando percebeu a alegada intenção de Anna de trabalhar como acompanhante no Dubai. «Viajei para lá, porque Anna convidou-me e disse que era um prémio pago pelo concurso Miss Moscovo». Outra amiga, Karina diz que Feschenko está a viver num apartamento com um grupo de raparigas bonitas que trabalham todas como acompanhantes. «Dois dias depois tivemos um stress quando eu soube a verdade sobre por que estávamos ali. Disse à Anna que não ia ficar e regressaria a casa. A Anna tentou demover-me, pediu-me para não ir embora e deixá-la sozinha. Mas eu não preciso deste tipo de trabalho». A adolescente alegadamente deveria receber 9500 euros depois de pagar uma comissão a uma agência não especificada. A polícia está a verificar se Anna se inscreveu num serviço de acompanhantes antes de deixar a Rússia, que poderá ter pagado os voos para uma entrevista de casting. Os pais da Ekaterina, que foram ao Dubai para trazer a filha de volta, informaram a mãe de Anna que pediu ajuda à polícia. «Acho que ela tem o direto de saber», disse Ekaterina. «É um privilégio ser virgem nos EAU. Penso que a Anna ficou impressionada com a pipa de massa que podia ganhar». Ela afirmou que Anna já não estava a viver no hotel onde originalmente ficaram, mas estava num apartamento no Dubai com duas outras raparigas europeias que estão prontas para trabalhar como acompanhantes. Outra amiga, Karina, afirmou que avisou antecipadamente a Anna sobre os riscos de tal empreendimento. Olga Feschenko, mãe de Anna, disse que estava em contacto com a filha por mensagens de texto e que espera que ela regresse à Rússia. Ela esperava-a ontem e ela não veio. «Eu estou em contacto com a Anna, estamos em contacto o tempo todo», disse ela. «Estou preocupada com a minha filha, sou uma mãe normal. Vejo muitas telenovelas e sei o que está acontecendo lá, por isso decidi correr para a polícia. Normalmente, ela mandava-se sempre um SMS quando terminava qualquer atividade, como o ginásio, e agora vê o que aconteceu. Então fui à polícia». (…). Acredita-se que seja através um site desse tipo que Anna Feschenko «encontrou o seu patrocinador antes de ir para o Dubai». «Existem comunidades online que oferecem vender a virgindade no estrangeiro mas, neste caso, frequentemente, as raparigas têm de ir a um casting», afirmou Life.ru. um anúncio típico foi citado como afirmando: «Virgens precisam-se para encontros com homens muito ricos. O seu país natal ou cidade não importa. Compramos os bilhetes e vamos esperar à chegada. Pagamento reto. A verificação médica é a primeira etapa. É seguro. Confidencial. É tudo verdadeiro. Preencha o questionário e envie-o para mim. Entrarei em contacto consigo». Anna escolheu o lema: «Seja você mesma! Nunca desista! Luta, mexe-te, levanta-te!» o site do concurso de beleza, no qual foi coroada primeira dama de honor da Miss Moscovo, disse que ela é uma corredora de fundo que adora música clássica e toca violino. Ela estava ativamente envolvida em trabalho solidário e «sonha viajar pelo mundo».”